quinta-feira, 20 de novembro de 2008

LaMínima oscila entre bom médico e frouxo monstro em peça.


Opinião de peça
Título: O Médico e os Monstros
Elenco: Cia LaMínima
Direção: Fernando Neves
Local: Teatro do Sesi – São Paulo (sessão das 11:00)
Data: 20 de novembro (em cartaz até 14 de dezembro)
Cotação: ***


Destinado ao público sumariamente jovem, a peça O Médico e os Monstros é uma morna adaptação de Mário Viana para o clássico inglês de Robert Louis Stevenson, Doctor Jeckyll & Mister Hyde. A história se passa no século 19 na Inglaterra. A peça é fiel adaptação do clássico literário, mas não é tão empolgante quanto o original.
Com direção de Fernando Neves, a peça pouco ganhou comparada ao clássico literário. Com interpretação frouxa e roteiro duvidoso, a peça seguiu linear ganhando (muitos) pontos apenas pelos ricos artefatos cênicos, cenário, iluminação e trilha sonora, todos dignos de um espetáculo hollywoodiano.
A história é praticamente a mesma, com sutis mudanças da adaptação para o livro do século 19. A história de um médico que, em suas loucas experiências, cria um monstro que mostra ser toda a maldade enrustida do cientista. Com elenco afiado, a peça seguiu interessante, porém pouco empolgante. Formado por majoritariamente atores de circo, o grupo LaMínima teve uma grande vantagem em seu espetáculo, os números de mágica e circo implícitos durante todo espetáculo. Sem deixar transparecer qualquer dúvida ou erro, a peça ganhou ponto pela afiação e rapidez com a qual foi conduzida, dentro de seu tempo certo que durou exatas 1 hora e 30 minutos.
De passagem em passagem com iluminação impecável, o espetáculo deixou a desejar apenas em momentos mais frouxos, como a troca de personagens do médico com o monstro, na cena em que os mesmos se encontravam “encurralados” em ato.
Improvisos ensaiados que caiam bem, esse foi um dos pontos altos da peça. Ao mostrar ao público algumas personagens como um mordomo atrapalhado (porém engraçado) que dividia o corpo do ator com outro personagem, o senhor ranzinza que deu vazão a momentos engraçados do espetáculo, uma governanta viciada em sexo (que proporcionou, no início do espetáculo, belo solo camerístico com voz límpida e afinada), um médico interessante, um monstro sem graça, uma donzela “perdida” em cena e um amigo confuso, o elenco conquistou parte do público que (não) lotou o Teatro do Sesi. A peça terminou de maneira morna, pouco empolgante e até frustrante para os que tanto ouviam falar do grande espetáculo que era O Médico e os Monstros. Enfim, numa mega produção com história mediana, O Médico e os Monstros é interessante até um certo ponto da palavra, deixando apenas uma fraca mensagem ao público. Deixou a desejar.

Um comentário:

Fernanda Portella disse...

*Ebaaaa quer dizer q gostou + da InÊs??? rsss
adorei seu blog tah maravilhoso!!
te amoo