sábado, 30 de janeiro de 2010

Como beber desta bebida amarga?

Bethânia cantando "Cálice" (Chico Buarque/ Gilberto Gil) durante o show Brasileirinho (2003)


O tempo da delicadeza...

Bethânia interpretando "Todo o Sentimento" (Cristóvão Bastos/ Chico Buarque) durante o show As Canções que Você fez pra Mim (1993).


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Walcyr Carrasco pode ir para o horário nobre


Depois do sucesso da novela Caras e Bocas, que alavancou o ibope na faixa das 19h, a Rede Globo já pretende transferir o autor para o horário nobre. Walcyr deverá realizar mais um trabalho no horário das 19h para, depois, ser transferido para o horário nobre. Vale lembrar que Walcyr foi o autor de grandes sucessos como O Cravo e a Rosa, A Padroeira, Esperança, Chocolate com Pimenta, Alma Gêmea, Sete Pecados e a atual Caras e Bocas.

Sam Worthington pode viver Drácula no cinema


Dracula Year Zero é um dos 14 títulos que figuram na lista da Universal, da qual apenas 8 títulos ganharão as telonas nos próximos anos. A novidade é que, para o filme, o ator Sam Worthington está cotado para dar vida ao "príncipe das trevas". A informação é do site Latino Review. A história seria centrada no imperador romeno Vlad III, o empalador que, mais tarde, inpirou o famoso personagem de Bram Stoker. Se o filme realmente sair do papel, contará com a direção de Alex Proyas (diretor de Presságio) e com o roteiro da dupla Matt Sazama e Burk Sharpless (de Flash Gordon). Agora é aguardar. Sam fez parte de bilheterias vitoriosas, como Exterminador do Futuro 4 e do fenômeno Avatar.

"Sex and the City" ganhará terceiro filme


Em 2008, quando a série de TV Sex and the City foi parar nas telonas, ninguém imaginou o sucesso estrondoso que seria a empreitada. Acontece que, baseado nesse sucesso, os produtores do filme decidiram fazer uma continuação. Sex and the City 2, que estreia em 2010. Acontece que o sucesso de publicidade tem sido tanto que, mesmo antes da estréia da continuação do roteiro, Sex and the City 3 já começa a ser produzido, transformando o filme numa franquia que, ao que tudo indica, será muito bem sucedida. De acordo com o tablóide inglês The Sun, o novo projeto está sendo realizado com total sigilo, mas apostam que a estréia ocorra logo no segundo semestre de 2011.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Em defesa de Suzana Vieira


Sim, senhores, eu faço parte da massa popular que sai em defesa de Suzana Vieira. Não sou um grande fã e também não vejo nela uma imagem de diva da televisão (como vejo, por exemplo, em Renata Sorrah), mas me sinto na total obrigação de sair em defesa dessa atriz. No romance O Pau, de Fernanda Young, a personagem cita Suzana Vieira como um estereotipo que mulher nenhuma deveria atingir. Tudo pelo simples fato de Suzana ter cometido o erro de se apaixonar e acreditar. Claro que eu condeno esse ato. Amar e acreditar cegamente. De maneira nenhuma. Sou adepto do arriscar e amar até o fim, mas com sua própria personalidade e sempre com um pé atrás. Suzana cometeu esse erro que, muitas vezes, chega a ser letal. Fa-tal! Mas uma coisa temos todos que admitir: Suzana foi forte o suficiente para dar a volta por cima. Ela teve a força que muitos não têm. Dizem que ela teve o completo apoio da mídia, enquanto o ex-marido tinha todos contra ele. Não vejo como poderia ser de outra forma. Digam o que for, mas Suzana Vieira é uma das ótimas atrizes deste nosso Brasil varonil. Suzana conquistou o carinho do público, da própria mídia (ah, como eu odeio mídia), conquistou fãs e até admiradores (que não é o meu caso). Admiro o trabalho de Suzana, sobretudo a nordestina Maria do Carmo, da novela Senhora do Destino (2004), de Aguinaldo Silva, a qual me fez conhecer o trabalho de Suzana (e amar Renata Sorrah em todos os seus papéis). Suzana cometeu um erro e atire a primeira pedra quem nunca cometeu um erro. Alguns a taxam de burra, ignorante e chata. Bom, eu vejo todos estes atributos num cara chamado Diogo Mainardi, mas como ele é um colunista da porca Veja e trabalha no chatíssimo Manhattam Connection , ninguém abre a boca para criticá-lo. Não sou adorador de Suzana Vieira nem um grande conhecedor ou fã do seu trabalho, salva exceções. Chego a admirar essa mulher em determinados momentos, não pela inteligência que dizem ela não ter (não a conheço, não sei se tem ou não), mas pela sua força, dignidade e bom-humor. Tico Santa Cruz, vocalista do (quase) falecido grupo Detonautas Roque Clube critica Suzana Vieira por ela achar que é uma garota de 20 anos. Eu critico Santa Cruz por ele achar ser um senhor engajado, inteligente e vivido. Os discursos políticos de Santa Cruz soam quase como os de Bono Vox, a diferença é que os de Vox ainda são suportáveis, enquanto de Santa Cruz são completamente dispensáveis. Mas, mais tarde, eu abro um tópico para criticar estes chatos engajados. Engajamento é uma coisa, alienação ao contrário é outra – talvez eu abra um tópico para criticar também Renato Russo, afinal eu posso, não é? O blog é meu!

Voltando à vaca gorda (isso não foi um trocadilho). Suzana Vieira merece respeito pelo seu trabalho e pela sua personalidade. Se o mundo se baseasse APENAS na inteligência, talvez não tivéssemos tantas pessoas de bem. Não pensem vocês que não acho a inteligência importante... Ou melhor, podem achar se quiser, as palavras são minhas e delas saem o fruto que bem devem ser entendidos.

Sim, senhores... Saio eu em defesa à Suzana Vieira e contra Diogo Mainardi, Tico Santa Cruz, Renato Russo e Bono Vox.

Último comentário? Adorei seu trabalho como Lara Romero na minissérie Cinquentinha, também de Aguinaldo Silva.


BC.

"Emoções Sertanejas" em 2010


Idealizado para ser realizado em 2009, Emoções Sertanejas é o título do show que unirá Roberto Carlos a nomes da música sertaneja para revisitar os sucessos do rei no ritmo popular. O show ocorrerá em março no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Em 2009 ocorreu um show semelhante, Elas Cantam Roberto, que uniu cantoras e divas da música no Theatro Munciipal de São Paulo. Emoções Sertanejas será gravado para gerar Cd, DVD e um especial a ser exibido pela Rede Globo. Alguns nomes já confirmaedos são de Chitãozinho & Chororó, Zezé Di Camargo & Luciano, Daniel e Leonardo. A direção é de Roberto Talma, e o show é uma das comemorações dos 50 anos de carreira de Roberto, idealizada e patrocinada pelo bando Itaú.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ney, Cássia e Arnaldo em "Tempos Modernos"


Ney Matogrosso, Arnaldo Antunes e Cássia Eller são três dos nomes que figuram na trilha nacional da novela Tempos Modernos, exibida pela Rede Globo na faixa das 19h. Ney teve a canção "Segredo", incluída na trilha. O cantor gravou a canção de Herivelto Martins em seu último álbum, o ótimo Beijo Bandido. Já Arnaldo Antunes comparece com "Invejoso", canção de seu último álbum, Iê, Iê, Iê; E Cássia Eller é relembrada com "O Segundo Sol", canção de Nando Reis lançado pela cantora em seu álbum Meu Mundo Ficaria Completo. Wanderléa também está na trilha. Da cantora está a canção "Se Tudo Pode Acontecer", de Arnaldo Antunes e registrado pela eterna ternurinha em seu último álbum, Nova Estação. Myllena (a cantora revelada no programa Domingão do Faustão, que já teve canções nas trilhas das novelas Caras e Bocas e da teen Malhação ID) comparece com gravação de "Cérebro Eletrônico", de Gilberto Gil.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O problema de Tempos Modernos é o Público


Uma crítica muito interessante que achei no site Portal da TV

Para começar este artigo é preciso deixar claro uma coisa: eu sou um dos grandes defensores da telenovela como obra de arte, assim como cinema, teatro e literatura. Não a considero melhor ou pior que as outras citadas, mas entendo que ela tenha uma linguagem própria para um público próprio. Posto isso, vamos falar de Tempos Modernos.

Com duas semanas de exibição, a trama de Bosco Brasil ainda não emplacou no Ibope como queriam os executivos da Rede Globo que esperavam muito da obra, muitas críticas estão surgido em vários sites e jornais fazendo referência a linguagem e ao ritmo de Tempos Modernos, além claro que falar da audiência bem abaixo do satisfatório. Mas é preciso fazer uma análise mais complexa destes números em comparação ao que foi apresentado nestes primeiros 12 capítulos.

O folhetim é muito mais do que uma trama simples, com humor raso e diálogos quase infantis como suas antecessoras e, principalmente, Caras e Bocas que foi um sucesso retumbante, mas que nunca teve um texto que primava pela qualidade intelectual. Tempos Modernos apresenta ao público algo muito diferente do que se vê tradicionalmente nas novelas, seja qual for o horário. Em qualquer análise que se faça, optando por quaisquer das muitas características de uma trama, há de se perceber que a novela das 7 é muito diferente.

O ritmo ilustra muito bem esta afirmação. Tradicionalmente as primeiras semanas de uma novela é mais calma, com alguns acontecimentos rápidos para prender a atenção do público, mas apresentando os personagens de forma tranqüila e profunda, para que o público conheça melhor cada característica dos personagens e possa se identificar com alguns. Tempos Modernos modificou isso ao criar um ritmo alucinante desde o princípio. O autor não parece interessado em fazer apresentações, em mostrar as facetas de seus personagens. Para ele, ao que tudo indica, o importante é que o público conheça-os através de suas atitudes – que são muitas. Tudo é muito exagerado no ritmo da trama, isso mostra a intenção clara de colocar os personagens dentro de situações improváveis, mas teoricamente interessantes. Neste sentido, o folhetim lembra muito pouco o formato de telenovela e se aproxima muito mais das séries, pois os capítulos são quase independentes um do outro, sem grandes ligações, o que é uma inovação e tanto. Isso não quer dizer que a história não faça sentido, ela faz, mas a história maior – a que vai amarrar toda a obra – é cercada por pequenas histórias contadas a cada capítulo, como em séries.

Ao se olhar para as histórias em si é possível fazer observações interessantes. A grande crítica é que Tempos Modernos não apresenta uma história importante, centrada e que chame a atenção do público. Para os críticos, ali, tudo é muito forçado. Discordo. Primeiro é preciso lembrar que estamos diante de uma novela, de uma obra de ficção que desde as chamadas nunca teve a intenção de mostrar sentimentos, situações e pessoas reais. Bosco Brasil vem fazendo isso com maestria, fugindo da identificação, ou seja, ali, ninguém se parece com uma pessoa de verdade. E é nisto que os críticos erram ao não compreender que o Edifício Titã – local em que se passa boa parte da trama – não existe, é obra de ficção, está na imaginação. Se olharmos isso tudo sob este prisma, a história deTempos Modernos se torna divertida, de bom gosto, com verossimilhança, leve e muito bem colocada.

As referências a obras clássicas também podem atrapalhar a compreensão do público. Alusões a grandes obras do cinema e da literatura, além de frases típicas de contos de fadas, dão ao folhetim uma cor completamente diferente a que nos acostumamos para o horário – e para as telenovelas de modo geral. Esta mudança não deve ser vista como uma ruptura negativa, mas como uma experiência em se criar novos caminhos para a sobrevivência do segmento.

Muitos estão criticando também o elenco e cometem erros e injustiças. Antônio Fagundes nem de longe lembra seu último personagem, Juvenal Antena em Duas Caras, apesar de ambos os personagens terem histórias de vida semelhantes, Leal é muito mais bem humorado, e Fagundes criou trejeitos muito interessantes para o personagem. A dupla romântica da trama também começa a chamar a atenção. De fato, Nelinha e Zeca são extremamente melosos, românticos e suas falas são cheias de metáforas e as vezes parecem não se interagir uma a outra. Mas isso é literatura, é licença poética, e Bosco Brasil faz isso com maestria. É o típico amor de cinema. Tiago Rodrigues soube dar nuances interessantes a seu personagem e Fernanda Vasconcelos vem melhorando. Viviane Pasmanter e Regiane Alves mostram que sabem fazer humor, no papel de Regeane e Goretti, respectivamente, a dupla tem dado a chance de muitas risadas ao público e creio que suas personagens vão crescer muito ainda.

São muitos os destaques do elenco. Guilherme Weber segue muito bem como o vilão Albano. Ele é o personagem mais difícil de fazer, por ser um vilã atípico. As maldades não são escondidas, ao contrário, são claras e até divertidas e, isso o torna muito mais interessante. Grazzi Massafera vem dando conta do recado com sua primeira vilã Deodora, ela não é o destaque desses capítulos, mas não compromete. E não podemos esquecer de Eliane Giardine que, madura, experiente, vem dando um banho de interpretação como Hélia.

E tem o núcleo mais complicado e criticado. A galeria do rock. Comandada pelo personagem de Leonardo Vieira (que só pra variar vem dando um show), os roqueiros de Tempos Modernos vêm sofrendo uma enxurrada de críticas, muitos considerando-os exagerados. Bobagem. Quem já visitou a galeria do Rock em São Paulo sabe que funciona daquele jeito. Quem tem amigos que consideram o rock uma religião, sabe que eles são desta forma. Eu estou gostando muito do núcleo. E ainda é preciso lembrar novamente que ali é uma obra de ficção, é preciso mostrar as principais características da tribo justamente para chamar a atenção.

A idéia do computador inteligente, o Frank, foi muito bem bolada. Ainda acho que o “personagem” vem sendo muito pouco aproveitado. Creio eu que a voz vai aparecer muito mais no decorrer da trama. Por ora, tem aparecido pouco, mas a todo momento, o texto do Frank é um dos melhores de cada capítulo. Com um bom humor impressionante o computador já conquistou o público.

Ao ver as críticas a novela e pessoas dizendo estarem com saudades de Caras e Bocas nota-se que há um problema no público brasileiro. A falta de paciência para se pensar, para degustar uma obra com calma, sem precisar rir mecanicamente com frases repetidas todo capítulo – em Caras e Bocas metade dos personagens tinham seus bordões que se tornaram previsíveis nas cenas. O diferencial deTempos Modernos está justamente nisso. Não há bordões. Não há situações bizarras para se criar humor pastelão e que são repetidas a exaustão. Há texto, há profundidade das situações e das falas e há humor, muito humor, mas humor com conteúdo.

O que se percebe com tudo isso? Que não há mais espaço para novelas que apostam num humor diferente, um humor crítico, ácido, com contextualização, com referências. Não o rir pelo rir, mas o motivo, o fundamento do humor. Eu quero muito estar enganado, mas a impressão que se dá é que novelas como Guerra dos Sexos e, principalmente, Que Rei sou Eu, sucessos da década de 80 e com humor de qualidade, seriam fiascos nos dias de hoje. Por isso, está claro que o problema de Tempos Modernos é um só: o público.


Fonte: Portal da TV

Edu volta ao disco com "Tantas Marés"


Afastado dos estúdios para gravações próprias desde 1995 (quando editou Meia-Noite), Edu Lobo retorna ao mercado fonográfico com um novo álbum de inéditas, Tantas Marés. No disco editado pela Biscoito Fino, Edu apresentará composições inéditas com Paulo César Pinheiro ("Coração Cigano", "Primeira Cantiga", "Qualquer Caminho" e outras), reapresenta canção feita em parceria com o poeta Cacaso ("Angu de Caroço") e regrava quatro temas em parceria com Chico Buarque ("Ode aos Ratos", "A História de Lily Brown", "Ciranda da Bailarina" e "A Bela e a Fera"). A produção do álbum ficou por conta do pianista Cristóvão Bastos. O disco, que conta com a participação de Mônica Salmaso, será lançado nos próximos dias.

Fonte: Notas Musicais

Chega ao mercado trilha de "Cama de Gato"


Com certo atraso comparado a outros tantos lançamentos, a trilha sonora nacional da novela Cama de Gato (foto ao lado), exibida pela Rede Globo na faixa das 18h, está chegando no mercado esta semana, visto que a novela está no ar deste outubro de 2009. O disco, ora lançado pela Som Livre, traz em suas 16 faixas canções de Fernanda Takai ("Odeon"), Nando Reis (Pra Você Guardei o Amor - em dueto com Ana Cañas), Marisa Monte (Pedindo pra Voltar"), Titãs ("Porque eu sei Que é Amor" e "Pelo Avesso"), Jota Quest ("La Plata"), Maria Gadú ("Linda Rosa") e Vanessa da Mata ("Um Dia, Um Adeus"), dentre outros. Ainda não há uma previsão para o possível lançamento da trilha internacional da trama de Thelma Guedes e Duca Rachidi.

Fonte: Notas Musicais

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Mais uma homenagem a MINHA São Paulo


Pelos versos de Mário de Andrade


Saudade

Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus inimigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.

Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.

No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.

Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia,
Sereia.

O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...

Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade...

As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.


Mário de Andrade


Parabéns ao meu amor: MINHA São Paulo


“Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga com a Avenida São João...”

Pode parecer manjado, mas eu não encontrei canção melhor para abrir essa minha modesta homenagem a essa cidade. A minha cidade. São Paulo, a cidade que eu amo e não troco por nenhuma outra nesse imenso Brasil. São Paulo com suas avenidas eternas, praças imodestas, prédios modernos e clássicos. São Paulo com seu cheiro de batata frita ao meio-dia, com as luzes sempre ligadas e sua população que jamais dorme, que não pára. Sim, São Paulo, VOCÊ é meu Brasil. 456 anos de glória, de paixão, de elegância.

Eu amo São Paulo porque encontra-se de tudo nessa cidade. Encontra-se a jovialidade da Avenida Paulista misturada com o clássico centro da cidade. O Theatro Municipal, um dos mais belos do país. São Paulo que dá lugar, espaço, chance e oportunidade para todos. Agrega em sua história um pouquinho de cada canto do Brasil, e do mundo. Todos querem conhecer São Paulo, a Nova York do terceiro mundo, mas uma cidade com cara de primeiro mundo. Sua arquitetura que remete ao futuro, as pessoas apressadas e mal educadas que remetem ao trabalho, os pedintes e favelados que remetem à realidade.

Sou apaixonado pelo centro de São Paulo, pela Avenida Paulista, por tudo! Mercadão Municipal, museu do Ipiranga, Parque do Ibirapuera (a minha praia). O cheiro de poluição, as pontes gigantescas, o quanto um bairro é longe do outro, suas boates, academias, shoppings, danceterias, teatros, casas de show. Tudo que está em São Paulo é porque é de primeira classe. O Rio tem suas praias, e eu amo o Rio, mas nada se compara à urbanidade paulistana, aos paulistanos, à paulicéia. São Paulo que adota tudo e todos. Asiáticos, norte americanos, latino americanos, sul americanos (não, senhores, não sou ruim em geografia, antes de criticar, pesquisem), africanos, europeus, cearenses, pernambucanos, cariocas, baianos, etc e tal.

Sampa, minha São Paulo amada e adorada, meu grande amor que me dá espaço para andar e comprar, que nos deu de presente Rita Lee e Zizi Possi, que foi tema do “Samba do Arnesto”, que tem as garotas mais lindas de todo o mundo, que é sexy, que tem dinheiro e que tem tudo o que há de bom, lhe declaro o meu amor. Amor que nunca dediquei a nenhuma outra cidade, que não a você, minha São Paulo. Os seus camelôs, suas lojas de discos, seus cafés, seus parques, museus, sua Galeria do Rock, que dá espaço para um dos movimentos mais importantes da história da música. Minha São Paulo retratada em novelas como Belíssima e Tempos Modernos. São Paulo, eu te amo.

Meus modestos parabéns são retratados aqui, nesta modesta homenagem. Meu amor por você é pequenino, miudinho, quase nada, mas não há outro mais bonito no lugar.

E Caetano, só Caetano, soube como retratar com exatidão seu espírito maravilhoso. Viva São Paulo!


domingo, 24 de janeiro de 2010

Sucessos e protestos pautam reinvenção de Madonna


Opinião de DVD
Título: Re-Invention World Tour - 2004
Artista: Madonna
Gravadora: Youtube (Fan-made)
Cotação: **** 1/2

Show gravado, porém nunca lançado de forma integral (apenas com algumas imagens editadas no documentário I'm Going to Tell you a Secret), a Re-Invention Tour finalmente viu a luz do dia. Show apresentado por Madonna no ano de 2004 para divulgar o (injustiçado) álbum American Life, a Re-Invention Tour é uma das turnês favoritas dos fãs da cantora pelo mundo afora, pelo fato de enfileirar vários dos maiores sucessos da carreira da rainha do pop. Madonna mostra que sabe como fazer um bom jogo de marketing, já que, na época, não era bem vista aos olhos do público norte americano por ter feito críticas à guerra do Iraque no governo Bush em seu álbum American Life. Os norte americanos apoiavam a guerra, enquanto Madonna nadava contra a maré e criticava não só a guerra ou o governo Bush, mas os próprios norte americanos. A Re-Invention Tour foi a forma que ela encontrou para satisfazer seu público. Vários hits, alguns lados B e poucas canções do último álbum. Mas ainda assim a cantora se mostrou corajosa.

O vídeo de abertura, “The Beast Within”, é uma crítica concisa à guerra, mas que pouco empolgou a mídia ou os próprios fãs da cantora. “Vogue” abriu o show. O sucesso da década de 90 reapareceu com arranjo similar ao da gravação original, em 1990 na trilha sonora de I’m Breathless. O primeiro bloco é composto por canções de pegada pop-eletrônica, como “Nobody Knows Me” (que contou com a voz da cantora alterada) e uma versão pop-dramática de “Frozen”, que fechou o primeiro bloco. O segundo bloco era (como de costume) temático. Madonna retratou a guerra, com direto até a uniforme do exército e gritos injuriados em “American Life”, coreografia de armas em “Express Yourself” e uma guitarra raivosa que pautou “Burning Up” e o sucesso “Meterial Girl” (que apareceu completamente diferente da versão original de 84. A canção surgiu num arranjo roqueiro e pesado). “Hollywood”, de single crítico de American Life, surgiu como um interlude instrumental. Pena. A cantora apresentou um bloco cinematográfico com ar de cabaré francês e de arlequins europeus. Abriu com a divertida “Hanky Panky” (herança também da trilha de I’m Breathless), contou com uma versão jazzy de “Deeper and Deeper” e com apresentação de “Die Another Day” (canção do filme 007 – Um Novo Dia para Morrer) e “Lament” (da trilha do filme Evita), que contou com coreografia cinematográfica, como se a cantora estivesse prestes a ser eletrocutada e fizesse um último lamento. Belíssimo. “Bedtime Story” ressurge das cinzas (foi lançada no álbum Bedtime Stories, de 1994) numa versão remixada para o vídeo que dá espaço para que Madonna e seus dançarinos troquem de roupa e recuperem fôlego. O terceiro bloco do show conta com canções de pegada acústica, como “Nothing Fails”, número no qual Madonna toca violão pela primeira vez no show. “Don’t Tell Me” é a única canção de pegada mais intensa, mas que dá lugar a versão mais simples de “Like a Prayer” e para a acústica “Mother and Father”. Madonna também pede pela paz ao interpretar “Imagine”, o sucesso de John Lennon caiu muito bem na pouca voz da rainha. O último bloco do show é uma homenagem de Madonna ao marido Guy Ritche (que foi quem deu o nome à turnê). “Into the Groove”, por exemplo, ressurge com uma versão que agrega até uma gaita de follen. Vestida a caráter, Madonna ainda atacou de “Papa Don’t Preach”, “Crazy for You” (em homenagem ao marido), “Music” (em versão inferior à apresentada na última turnê, Drowned World Tour) e “Holiday”, que encerra o show de uma forma que só Madonna consegue: magistralmente.

Não é um vídeo oficial e, por ser extraído do material bruto do que seria o DVD oficial, o projeto não tem o tratamento de voz recorrente nos DVD’s de Madonna. Talvez por isso seja tão bom. A Re-Invention Tour passou de uma turnê oculta na carreira da cantora para um dos vídeos mais celebrados pelos fãs da cantora nos últimos tempos. Valeu (e como!).


DVD registra bem o "Picnic" da rainha do rock


Opinião de DVD
Título: Multishow Ao Vivo Rita Lee
Artista: Rita Lee
Gravadora: Biscoito Fino
Cotação: ****

Turnê comemorativa dos 40 anos de carreira de Rita Lee (e 60 de vida), Picnic (que estreou em janeiro de 2008 e foi registrado em janeiro de 2009) ganhou registro na série Multishow Ao Vivo. Cd e DVD Multishow Ao Vivo Rita Lee lançado em meados de 2009, são o registro de um Picnic clássico e, ao mesmo tempo, jovial. A ótima forma artística de Rita continua visível no vídeo, quase tanto quanto no show que o deu origem. Mudanças acontecerão, mas nada que tirasse o brilho do projeto.

Rita e Roberto de Carvalho (que, aliás, é quem cuida dos arranjos e da produção musical) se uniram a Rodrigo Carelli (diretor de vídeo) para novas mudanças.

“Flagra” abre o DVD da mesma forma jovial que abre o show, a única mudança é o fato de Rita já estar em cena ao início da canção. “Saúde” dá continuidade ao show, e antecede um dos momentos mais belos do projeto, numa versão forte e arrebatadora de “Mutante”, Rita reintera num refrão o fato de “ser uma mutante”. Talvez uma ex-mutante. Eis que a homenagem às mulheres ganha força no medley que une “Cor-de-Rosa Choque” a “Todas as Mulheres do Mundo” (com direto até a foto de Leila Diniz exibida no telão central). Canção inédita apresentada em 2007 no Box de DVD’s Biograffiti, “Tão” é uma homenagem às pessoas chatas. Momento divertido do roteiro.

O que não pode faltar nos shows ou projetos de Rita é o bom humor, e ele fica nítido quando Rita se une às suas backings Rita Kfouri e Débora Reis para interpretar a divertida “Vingativa”, do repertório do grupo As Frenéticas. O show ainda conta com versão inusitada para o sucesso dos Beatles, “I Want to Hold Your Hand”, que virou “O Bode e a Cabra”. Primeira canção realmente inédita do DVD, “Se Manca” não é uma das obras primas da carreira de Rita, mas é um momento que diverte ao expor a opinião da cantora quanto a pessoas realmente chatas (sabem aquelas que não se mancam? Daí o refrão). Um dos melhores momentos do DVD é a homenagem tropicalista. Rita canta “Baby” (Caetano Veloso) com direito a citação de vários sucessos tropicalistas, como “Domingo no Parque”, “Panis et Circenses”, “Bat Macumba” e “Alegria, Alegria”.

Antigos sucessos surgem revisitados e alterados, como é o caso de “Bwanna”, que voltou em forma de homenagem ao presidente norte americano Barack Obama. A canção virou “Obama, Obama”. Números de shows antigos foram reaproveitados e ainda soam como novos, como “Vítima”, que é herança do show A Marca da Zorra, de 1995. “Insônia” é a segunda canção inédita, um bolero gostoso á moda dos criados pela cantora em parceria com Roberto de Carvalho na década de 80. Chuck Berry também foi homenageado na grande festa de Rita. O roqueiro foi relembrado com o sucesso “Roll Over Beethoven”. “Erva Venenosa” também foi um dos marcos, com pegada forte e roqueira. Os grandes sucessos foram enfileirados ao final. Com direito a solo no theremim, Rita entoou “Doce Vampiro”, seguida de “Ovelha Negra” que, apesar de belo número, pecou na edição de vídeo, que não captou o belíssimo cenário exibido no show, com fotos de todas as épocas da carreira de Rita. “Agora só Falta Você” fechou o show, seguida pelo BIS com “Lança Perfume” unida à marchinha “Chiquita Bacana”, encerrando o show como a grande festa que é.

Os extras contam com ótimo making-of apresentado por Beto Lee, desde os primeiros ensaios em São Paulo até as últimas passagens de som no Rio de Janeiro (onde o projeto foi gravado). Há também “Ooops!”, um tipo de “falha nossa”. Ótimo.

Multishow Ao Vivo é o registro de um dos melhores shows da carreira da maior roqueira do Brasil, e dá a plena impressão de estarmos na grande festa armada por Rita nos palcos de todo o Brasil. Rita Lee ainda é divina.


Rita Lee prepara novo álbum para 2010


Quem também parece já estar se preparando para entrar em estúdio e registrar um novo álbum é Rita Lee. A rockeira encerrou nos dias 15 e 16 de janeiro sua turnê Multishow Ao Vivo (que é, por sua vez, o registro do ótimo show Picnic, estreado em 2008 para comemorar os 40 anos de carreira de Rita). A cantora ainda tem mais alguns shows para cumprir dentro de sua agenda, mas pretende entrar em estúdio já depois do carnaval para gravar um álbum de canções inéditas (o primeiro desde 2003, quando lançou o bom Balacobaco). O disco deverá ser lançado pela Biscoito Fino (gravadora que vem lançando os últimos trabalhos de Rita, como o box de DVD's Biograffiti e o Cd e DVD Multishow Ao Vivo - Rita Lee). Sai no segundo semestre.

Gal Costa estaria preparando novo Cd


A notícia não é extremamente oficial, mas especula-se pelo meio musical que Gal Costa já estaria selecionando repertório para gravar um novo álbum de inéditas. A baiana não lança um disco de inéditas desde 2005, quando lançou (o bom) Hoje, pela gravadora TRAMA. Não se sabe qual gravadora distribuirá o suposto álbum de inéditas de Gal, mas a TRAMA encerrou contrato com a cantora em 2006 com o lançamento do Cd e DVD Gal Costa Ao Vivo (registro do show Hoje), e, em 2007, a gravadora Universal Music distribuiu no Brasil o álbum Gal Costa Live at the Blue Note, disco gravado pela cantora na casa de jazz Blue Note, em Nova York, para o mercado americano. O novo álbum de Gal deve sair no segundo semestre de 2010.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Música rejeitada de Madonna cai na rede


"Across the Sky", a canção gravada por Madonna para integrar o repertório do disco Hard Candy (2008) e que, depois, fora rejeitada e substituída por "Spanish Lesson", acabou de cair na rede.
O mundo "Madônnico" anda muito agitado nestes últimos dias. Nos últimos dias caiu na rede não só o áudio completo da Re-Invention Tour (a turnê que Madonna apresentou entre Europa e EUA em 2004 para divulgar seu álbum American Life, 2003) como também os vídeos. Agora a canção acaba de ser disponibilizada na rede. Estranho, não? Mas quem sou eu para contestar? Eu só baixo, ouço e assisto e não reclamo!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Vaza o áudio da "Re-Invention Tour"


Os fãs de Madonna estão fazendo a festa. Acontece que, a cada dia que passa, surge uma novidade sobre o registro da Re-Invention Tour, o show que Madonna apresentou em 2004 para divulgar seu (injustiçado) álbum American Life (2003). Agora vazou TODO o áudio da gravação do show, realizada em Lisboa (Portugal), que resultaria no DVD oficial (ainda inédito).
Abaixo a relação das canções para download:

1- The Beast Within
2- Vogue
3- Nobody Knows Me
4- Frozen
5- American Life
6- Express Yourself
7- Burning Up
8- Material Girl
9- Hollywood (interlude)
10- Hanky Panky
11- Deeper & Deeper
12- Die Another Day
13- Lament
14- Bedtime Story (interlude)
15- Nothing Fails
16- Don't Tell Me
17- Like a Prayer
18- Mother & Father
19- Imagine
20- Susan MacLeod/ Into the Groove
21- Papa Don't Preach
22- Crazy for You
23- Music
24- Holiday

Para fazer o download clique aqui.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Recesso forçado...

Queridos leitores fantasma do Infinitivamente Pessoal é com certo pesar (e até meio contrariado) que eu anuncio aqui um recesso forçado nas postagens do blog. Devido a sobrecarga de trabalho, ficarei mais ou menos 4 dias ausente. E quando digo mais ou menos é porque pode ser menos (3 dias) ou mais (o resto do mês). Portando 4 dias é apenas um tempo estipulado. Estou com muita coisa pra escrever, ler, opinar... é muito trabalho, ao qual preciso me dedicar sem poupar tempo. Portanto algumas notícias se atrasarão, mas nem por isso não chegarão.

Até mais, senhores.

BC.

Fernanda Young prepara nova série para a Globo


Fernanda Young está preparando uma nova série para a rede Globo. A escritora assinará o roteiro de Separação, série que deverá estrear em abril. O programa conta a história d eum casal que se separa mas que, por falta de dinheiro, continua vivendo debaixo do mesmo teto. Os protagonistas da série ainda não foram escolhidos.
Fernanda Young assinou, ao lado do marido e parceiro Alexandre Machado, sucessos como Os Normais e Os Aspones.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Dia de decisões


Hoje (ou será ontem? Já passou da meia-noite, então é ontem). Vamos começar de novo (e contar comigo).

Ontem foi um dia de decisões. Não que tenha sido um dia que me obrigou a tomá-las, mas foi um dia em que me senti obrigado por mim mesmo a tomar decisões. Todas que necessitava. O meu mau-humor por não ter dormido muito e minha dor nas costas foram fundamentais para que eu tomasse todas as decisões que precisava. Ontem estava frio, nenhum pouco passional, pensando com a mente (que é o correto), não com o coração. Pensei, repensei e decidi fazer tudo o que eu decididamente deveria fazer. Portanto ontem foi o dia de bater o martelo: encerrar projetos inacabados, decidir dar continuidade a projetos pela metade, encerrar amizades que não me faziam bem, dar espaço a novas amizades que, talvez, me façam bem, ouvir as músicas que não costumava ouvir, ler as coisas que não pretendia ler, ceder momentos que antes nem se quer sonharia em ceder. Ontem foi o dia em que dei um ponto final num relacionamento confuso e muito rápido. Rápido demais para o meu gosto. Tudo entre ela e eu aconteceu muito rápido, nada pensado, tudo muito passional, mas sem paixão, apenas com admiração. Somos amigos, mas não somos bons amigos porque não tivemos tempo de construir uma amizade. Foram 2 meses de pura confusão que, hoje, tiveram um ponto final. Um começo, um meio e um fim. Deu certo enquanto durou, agora já não dá mais. Hoje também foi o dia de saber que meus ídolos também são passionais e, graças a Deus, cometem os mesmos erros que eu no amor.

Engraçado que este texto, quando idealizado, foi criticado por muitas pessoas pelo fato de eu simplesmente dizer que decidi dar um fim num relacionamento que não deu certo. Acham que estou expondo uma pessoa que ninguém sequer chegou a conhecer. As pessoas têm medo da exposição e acho isso digno. Se expor como um reles BBB não é a coisa mais digna que alguém pode fazer, e admiro isso. Mas o problema é o medo de expor opiniões, o medo de tomar decisões. A vida parece ser controlada por terceiros, que não podem se magoar com nossas decisões, que não podem se ferir com nossos atos, que não podem se sentir prejudicados por nossas declarações. Eu acredito no individualismo da opinião. Aquelas vacas de presépio são ridículas quando usadas na metáfora da opinião. São pessoas que não tem alma própria e, se tem, não tem o devido controle sobre elas. Odeio isso. Opinião e individualismo já! Chega de lamentações, estou de saco cheio. Estou de saco cheio até das minhas. Eu não me queixo para Deus e o mundo. Me queixo pra mim e só pra mim das coisas que me irritam. Claro que este texto é uma queixa, mas é uma queixa fundamentada na inutilidade de indivíduos ao colocar a cuca para funcionar e pensar um pouquinho. Sigo um cara genial no twitter que tem frases inexplicavelmente geniais, são sacadas maravilhosas, e a última sacada dele que me bateu fundo foi a seguinte: “eclética é uma pessoa especializada em não ter opinião”. E, aqui entre todos nós? É a mais pura verdade. Ecléticos não tem senso crítico o suficiente para distinguir o bom do ruim. E não me venham dizer que não existe bom e ruim. Claro que existe. Gosto cada um tem o seu, mas todos os gostos são contestáveis. Se alguém contesta o meu eu contesto o de alguém e pronto. Se alguém simplesmente diz que eu tenho o direito de gostar ou não até posso concordar, mas vou achar a resposta mais ridícula que um ser humano possa dar. De qualquer forma, vou encerrar o texto aqui com um vídeo maravilhoso. O vídeo não é tão maravilhoso assim, na realidade, mas a canção é forte, intensa, bonita. “Juntar o Que Sentir” de Renato Teixeira cantada, no vídeo, pelo autor com a rainha Maria Bethânia, no seu show comemorativo de 35 anos de carreira. Deliciem-se:


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Imagens da "Re-Invention Tour" não são do DVD


A diretoria do site MadonnaOnline entrou em contato com a pessoa que diz ter a filmagem oficial de um suposto DVD da turnê de Madonna, a Re-Invention Tour apresentada durante o ano de 2004 e gravada para gerar um DVD, este ainda inédito. O possuidor das imagens pretende leiloar as imagens pela bagatela de R$ 600,00. O fato é que o material não se trata das filmagens feitas por Chris Lamb para gerar o DVD, mas sim de imagens oficiais gravadas para serem exibidas durante os shows. Acontece que, nos locais colossais onde Madonna realiza seus shows nem todos conseguem estar perto para vê-la, então telões que ficam ao lado do palco exibem imagens do show.
Não se sabe como essas imagens chegaram às mãos desta pessoa, mas sabe-se que não se trata de nada oficial já que não há tratamento de imagem ou de som. A voz de Madonna também não foi tratada em estúdio (como acontece em seus DVD's). Não se sabe também de que país é esta gravação e há apenas rumores de que seja da cidade de Lisboa, em Portugal, onde Madonna registrou as imagens do show. Mais um vídeo foi divulgado hoje. Ele contém a canção
"Frozen" completa. Agora é aguardar para que mais vídeos "vazem" na internet.

Fonte: MadonnaOnline

"Dalva & Herivelto" ainda dá muito o que falar.


A minissérie Dalva & Herivelto - Uma Canção de Amor exibida semana passada pela rede Globo, ainda tem dado muito o que falar. Acontece que, além das reclamações pelo curto tempo de duração da série, os pontos de audiência atingidos foram muito satisfatórios. Consolidada, a audiência deu o total de 30 pontos na Grande São Paulo. A minissérie escrita por Maria Adelaide Amaral e dirigida por Dennis Carvalho foi uma das grandes surpresas. Aliás, ela não foi a única. Algumas minisséries já estão dando muito o que falar, como Maysa - Quando Fala o Coração, Queridos Amigos, Capitu, Cinquentinha e agora Dalva & Herivelto - Uma Canção de Amor. Todas com total sucesso e com bons índices de audiência. Talvez agora a Rede Globo decida, enfim, produzir boas séries sabendo que qualidade pode sim ser relacionada a quantidade. O medo de apostar no bom parece estar, enfim, desaparecendo.

Chico Anysio ganha programa semanal na Globo


Fora do ar já há algum tempo, Chico Anysio ganhará um programa semanal na Rede Globo com direção de Maurício Sherman. A Globo teria ficado muito satisfeita com os 29 pontos de ibope atingidos pelo especial Chico e Amigos, exibido como especial de fim de ano em 2009.
O projeto está em fase de produção e, enquanto não fica pronto, o humorista ganhará um outro quadro fico no programa Zorra Total, onde interpreta Alberto Roberto.

Fonte: Portal da TV

*
Agora uma opinião muito minha: Talvez o problema que Chico possa enfrentar nesta nova empreitada seja a direção de Sherman. Ele é o diretor do sem-graça Zorra Total que, há muito tempo, já perdeu a graça que tinha. Pode até ser um programa popular, mas no quesito humor perde e muito. Aliás, na televisão Brasileira, o humor anda um tanto escaso. É Tudo Improviso, que estreou na rede Bandeirantes é vergonhoso. Sem graça e petrificado. Agora é aguardar para ver se o mestre Chico Anysio conseguirá reverter essa situação.

Ingrid pode ganhar novo seriado na Globo


Recém saída da trama Caras e Bocas, de Walcyr Carrasco, onde interpretou Simone, Ingrid Guimarães tem projeto de um novo seriado na emissora. O último seriado que protagonizou foi Sob Nova Direção, ao lado de Heloísa Perisse. O título provisório do seriado é Batendo a Porta, e conta a história de uma secretária que acaba tendo que segurar a barra de todos os problemas na empresa em que trabalha e dos próprios colegas de trabalho. Depende ainda da aprovação de Manoel Martins.

Fonte: Portal da TV

Zélia apresenta "Pelo Sabor do Gesto" em SP


Zélia Duncan voltará a apresentar seu novo show, Pelo Sabor do Gesto, em São Paulo. O (bom) show calcado no disco homônimo lançado pela cantora em 2009 (o melhor lançamento do ano) retorna aos palcos paulistas nos dias 29, 30 e 31 de janeiro e 05, 06 e 07 de fevereiro no Teatro do Sesc Pinheiros. Os ingressos custam R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia), e começam a ser vendidos a partir do dia 20 de janeiro às 14h. O show é um dos melhores de 2009 e conta com todas as canções do álbum no roteiro, além de algumas surpresas como "I Love You", lado B da carreira de Roberto Carlos.

Os livros são objetos transcendentes...

"(...) mas podemos amá-los do amor tactil que votamos aos maços de cigarro"

E é citando Caetano Veloso (
"Livros") qeu eu decidi abrir este texto. A pergunta é simples: por que, no Brasil, as pessoas não gostam de ler? A pergunta pode até ser simples, mas a resposta é praticamente desconhecida. Temos grandes autores, histórias fascinantes, sebos que tornam os preços mais acessíveis... o que não temos? Interesse? Ou talvez a pergunta não seja nem essa, seja o que nós temos. Preguiça? Eis a resposta aí, minha gente. Preguiça! Temos preguiça de cultura, essa é a verdade. Uma pessoa que vira pra mim e diz: não tenho tempo pra ler, tenho muito trabalho, casa, filhos... Eu entendo esta pessoa, afinal o tempo nem sempre é nosso melhor amigo; Mas a pessoa que vira pra mim na cara mais deslavada e solta um: não leio porque não gosto de ler. Tenho preguiça. Realmente merece ser, no mínimo, surrada por autores de auto nível. O que o livro tem que a TV não tem? A preguiça é de imaginar a história ao invés de tê-la mastigada na sua frente? Realmente, eu me privo de falar deste assunto porque realmente fico revoltado. Alguém da minha idade que diz odiar ler, realmente não deve te rlá muitos neurônios. Claro que temos excessões maravilhosas, pessoas que me deixam feliz e satisfeito de ter a idade que tenho, mas há outras que simplesmente me perguntam: por que vocÊ tá lendo esse livro? Coisa chata! - Estas me dão vergonha, muita vergonha.
Bom, este pseud-texto crítico foi criado com o intuito de apresentar o vídeo asseguir. Eu poderia ter escolhido o vídeo de qualquer outro escritor ou escritora. Poderia ter pego um Ferreira Gullar ou uma Zélia Gatai, mas decidi pegar este vídeo com uma entrevista da Thalista Rebouças. Ela fala a linguagem adolescente com intleigência. Aquele que me diz que Thalita não é cultura porque escreve para adolescentes, no mínimo sofre de um preconceito desmedido e burro. Abaixo, Thalista Rebouças:


terça-feira, 12 de janeiro de 2010

"Cinquentinha" não ganhará nova temporada


Autor da boa minissérie Cinquentinha exibida pela rede Globo em dezembro de 2009, Aguinaldo Silva informou em seu blog que a minissérie não ganhará a segunda temporada que todos desejavam. O autor informou a alta cúpula da Globo que está com vontade de se dedicar única e exclusivamente a próxima novela que irá escrever que, de acordo com ele, estréia em julho na faixa das 19h. Outro fato que, de acordo com Aguinaldo, também foi o fato de a minissérie ter feito muito mais sucesso do que ele esperava. Os diretores da emissora propuseram para o autor que escrevesse nova minissérie para o segundo semestre deste ano de 2010. Aguinaldo Silva promete!

Novos vídeos da "Re-Invention Tour" divulgados


Foram divulgados há pouco tempo novos vídeos da Re-Invention Tour, de Madonna. Como já dito em post anterior, os vídeos parecem ser profissionais de um suposto DVD ao qual um fã teria tido acesso. O show nunca foi lançado em DVD.
São dois novos vídeos, que trazem as canções
"Vogue", "Nobody Knows Me", "Frozen" e "American Life". Estamos atentos.

Suposta capa do DVD de Madonna


Foi divulgado há pouco na comunidade da cantora Madonna a suposta capa do DVD da Sticky & Sweet Tour (foto acima). Ainda não há nada confirmado mas se for mesmo esta capa, Madonna que me desculpe, mas está bem feinha. Apesar de que, desde o lançamento do DVD com o registro da The Confessions Tour as capas não são mais as mesmas. São fotos escuras e feias. Esperamos que esta não seja a verdadeira capa do DVD. Aguardar...

"Chega de Saudade" ganha edição em Cd


Lançado em 1959, o primeiro Cd de João Gilberto, Chega de Saudade, ganhará edição em Cd. O selo estrangeiro Phantom Sound & Vision produziu a primeira edição em Cd do disco percussor do movimento Bossa Nova na década de 50 e 60. Devido a ação judicial movida por João Gilberto contra a gravadora EMI Music, o disco nunca havia sido reeditado. A nova versão remasterizada contará também com faixas inéditas do raro EP Orfeu Negro. O lançamento está agendado para fevereiro e já está em pré-venda na loja virtual Amazon. Aguardar.

Fonte: Notas Musicais

Marina lança show que gerará Cd inédito


A notícia é do blog Notas Musicais, do jornalista Mauro Ferreira, e não é exatamente nenhuma grande novidade, mas é noticiável.
Marina estreará ainda neste primeiro semestre um show salpicado de canções inéditas. O nome ainda não foi divulgado, mas a cantora vem ensaiando o show, que conta com a produção musical de Edu Martins, em Porto Alegre desde o ano passado. O show gerará um disco inédito, reeditando a mesma fórmula usada por Marina na produção do Cd Lá nos Primórdios, que contou com o show Primórdios como matéria prima. Antes de lançar o show, Marina lançará em março seu primeiro livro, intitulado Marina Entre as Coisas, que contará no encarte com um Cd que traz duas canções inéditas intituladas
"Doce de Nós" e "A Parte que me Cabe". Aliás, vale ressaltar que, ainda neste ano de 2010, Marina realizará o lançamento do DVD que registra o show Primórdios, gravado em 2006 e ainda inédito.

A foto acima é da Folha Online, que flagrou a cantora durante um dos ensaios do novo show.

Tempos Modernos


Ontem, 11 de janeiro, estreou a nova novelha na faixa das 19h. Tempos Modernos, de Bôsco Brasil, estreou com baixos índices de audiência, mas é a boa prova de que nem tudo que é realmente bom chama a atenção das grandes massas.
A novela me foi uma grande surpresa. Uma história interessante, leve, engraçada, divertida, rápida e com núcleos muito interessantes. O elenco também não deixou por menos. Gazi Massafera, por exemplo, me surpreendeu na pele da vilã Deodora. Eu já sabia que a ex-BBB atuava, mas ainda não tinha parado para prestar atenção em suas mocinhas, mas sua vilã me chamou a atenção, e só provou o que muitos já sabiam: ela promete, e muito! Antônio Fagundes vive Leal, um dos protagonistas da novela. Ele conta com um humor leve, mesmo sisudo pode-se ver a diversão e a graça desta personagem, que a divide com Otávio Miller e Eliane Giardini. Outro ponto alto são as peruas Regane e Goretti, vividas por Viviane Pasmanter e Regiane Alves. O núcleo que une a vanguarda do rock também é outro ponto alto. A recriação da Galeria do Rock e os figurinos são surpreendentes, e dão a delícia da novela.
Tempos Modernos exibe seu seguno capítulo hoje e, espero eu, promete reeditar o sucesso da ótima Caras e Bocas que, independente do macaco Xico, tinha uma história leve, divertida e maravilhosamente bem escrita.

Vídeos da "Re-Invention Tour" caem na rede


Show realizado por Madonna em 2004 para divulgar seu (injustiçado) álbum American Life (2003), a Re-Invention Tour foi uma das turnês mais aclamadas pelos fãs de Madonna. Acontece que o show foi registrado na sua passagem por Portugal para dar origem a um DVD, este ainda inédito. Algumas cenas editadas do show foram mostradas no documentário I'm Going to Tell you a Secret, lançado em 2005. Acontece que surgiram boatos de que um fã teria tido acesso a essas imagens inéditas e estaria disposto a divulgar o material. Alguns vídeos foram postados no youtube mas, algumas horas depois, foram retirados do ar. No site de relacionamentos Orkut, especula-se que o autor da divulgação esteja disposto a leiloar o material. Fãs de todo o mundo se mobilizaram atrás deste material. Os vídeos divulgados foram de "Express Yourself", "Burning Up", "Holiday" e "Music", e a qualidade não deixa nenhuma dúvida de que pode sim ser um material oficial. Não houve nenhum pronunciamento, ou da gravadora, ou da equipe de Madonna. O show foi gravado originalmente por Chris Lamb, mas as imagens não agradaram a cantora, que optou por descartá-las.

Madonna lança DVD em março


Gravado em dois shows realizados em novembro de 2008, a Sticky & Sweet Tour de Madonna finalmente verá a luz do dia. O projeto, inicialmente agendado para ser lançado em 2009, teve seu lançamento adiado devido o lançamento da coletânea Celebration, que encerrou o vínculo da popstar com sua antiga gravadora, a Warner Music. O show dará origem a DVD, Blue-Ray e Cd, além de contabilizar o total 30 minutos de extras, contando com cenas inéditas e exclusivas. O DVD chega às lojas em 30 de março, seguindo os passos do tour-book, já lançado na Europa e EUA. Sai via Live National em comunhão com a Warner Music. Aguardar

Relato de uma noite de verão 2...

3:43 da manhã, madrugada de terça-feira, 12 de janeiro de 2010. Vocês devem estar se perguntando o que eu estou fazendo aqui à essa hora, não é meus queridos leitores fantasma? O que estou fazendo não sei, só sei o que NÃO estou fazendo: dormindo! Eis que a minha namorada de todas as noites veio dar o ar de sua graça e me fazer insistir em ficar acordado. Todos nós a conhecemos, pois ela acaba na casa de todos nós uma noite que seja mais cedo ou mais tarde... Ainda preciso dizer seu nome? Acredito que não, vocês, meus leitores fantasma, são inteligentes o suficiente e sabem que este texto não é ininteligível, ao menos não o suficiente para que ninguém o entenda.

Sim, senhoras e senhores, eu tenho insônia. Sim, senhoras e senhores, quero me livrar dela! Não, senhoras e senhores, não me envergonho dela. A insônia me deu coragem o suficiente para vir aqui escrever este texto. Agora já são 3:47 e a minha TV está ligada na NET que não funciona no meu quarto, o ventilador está ligado apontado pro nada, estou de pijamas, com uma agenda eletrônica, uma lixa, o controle do meu DVD, três pilhas estragadas, fios, uma vela aromática, uma ampulheta, minha estátua de mármore de duas mulheres se beijando e meu telefone, todos me encarando em cima da minha mesa. Meus DVD’s também me encaram. Parecem que suplicam para que eu os coloque para rodar enquanto tento dormir. Pena que música não me ajuda a dormir, música me desperta e faz com que eu queria prestar atenção nos acordes, na letra, na melodia, em tudo. Portanto DVD musical está fora de cogitação! Poderia colocar o DVD do Cócegas para rolar, mas o DVD terminaria antes de eu pegar no sono, mesmo com todos os extras embutidos noite à fora. Hocus Pocus? Nem pensar! Ficaria prestando atenção no filme e aí ferraria com tudo! Se eu tivesse aqui comigo O Diabo Veste Prada com certeza não teria problemas. Ou se a NET funcionasse direito... Enfim, muitas coisas contribuiriam para que eu não tivesse essa insônia do cão, inclusive acordar cedo. São 3:52 e eu estou aqui divagando. Minha amiga Beth Gameiro me lembrou de uma receita que uma amiga em comum tem: leite quente! Seria tiro-e-queda comigo se eu gostasse de leite puro. Odeio leite puro. O cheiro me sufoca e o gosto de dá náuseas. Não, leite quente não rola. E se eu colocar chocolate aí que eu me ferro de vez! Não, não rola mesmo.

No primeiro texto sobre insônia eu falei que o meu problema para dormir era a cabeça vazia. Precisava pensar em algo, ter algum dilema. Bom, agora eu tenho estes dilemas, tenho pensamentos, tenho muitas coisas na cabeça. Mas o que eu preciso agora é de menos dor. Uma dor na coluna que me tira a paz. Insônia & Dor na Coluna, uma dupla que não combina, ou até combina, mas não a meu favor. 3:56, faltam 4 minutos para as 4 da manhã. Irônico não é? 4 pras 4, como dizem por aí. Odeio isso, sempre odiei. 4 pras 4; 5 pras 5, 5 pras 7; 15 pras 10! O que custa uma pessoa falar 03h56min? Tem algum problema? A palavra é longa demais? Aliás, a palavra não, a frase.

Alguma boa alma pode até chegar a mim e indicar uma leitura noturna, bom, desista! Eu leio toda a noite, o problema de ler agora é que o abajur do meu quarto está queimado, e não gosto de ficar no clarão da luz mais forte à toa. Gosto de ficar à meia-luz. Aliás, tenho saudades de ficar à meia-luz, acho que sempre produzi mais à meia-luz. De qualquer maneira vou concertar o abajur, mas não acho que vá me adiantar muita coisa. Hoje li dois artigos muito interessantes na revista que distribuem na Saraiva do shopping Morumbi (pelo qual sou apaixonado). Um sobre Sherlock Holmes, o personagem dos romances escoceses pelo qual sou fascinado. Virou filme, dirigido pelo Guy Ritchie, o ex da Madonna. O outro artigo era sobre Lula Queiroga, um grande compositor e um bom cantor, e um ótimo produtor. Ele produziu Qual Assunto que Mais lhe Interessa?, um dos melhores álbuns da Elba Ramalho e que ganhou o Grammy Latino 2008. Todos muito interessantes. Sem contar que ontem li um sobre a carreira de produtores, com entrevistas ótimas com Kassin, o Marco Mazzola e o caça-emos Rick Bonadio. São 4:03, na NET que não funciona direito ouço Alf – O E Teimoso. Até que eu gosto do Alf, consigo dar boas risadas com ele. Não gargalhadas, mas risadas gostosas e ingênuas, coisa que falta hoje na televisão. As piadas ultimamente são muito apelativas, não gosto disso, gosto de rir pela graça das coisas, não porque de repente alguém se mostrou numa saia justa por estar excitado.

4:05, como o tempo voa e eu não paro de escrever e divagar, escrever e divagar. Aliás, uma coisa que faço, e faço muito bem, é divagar. Divago noite afora, e falo, falo, falo para chegar a algum lugar, mas sem atingir ponto algum. Dizem que isso é, dos dois um: ou uma característica de um bom escritor, ou a visita inesperada do senhor Alzheimer. Fico em cima do muro, um pouco por cá um pouco pra lá.

Meus olhos já pesam, mas sei que se me deitar agora vou começar a divagar na minha cama. Vou falar sozinho, imaginar situações, imaginar textos, músicas, poemas, shows, etc e tal. 4:09 e acabo de mudar para a TV Cultura. Está passando Café Filosófico, um bando de pensadores excêntricos que discutem muitas vezes sobre o nada para ninguém, ou melhor, para uma platéia de pseudo-intelectuais que não deve entender patavinas do que está sendo dito. Este programa já foi muito melhor. Era bom quando intelectuais de verdade eram convidados, não um bando de supostos pensadores que não falam nada com nada para uma platéia de pessoas que fingem entender coisas das quais nunca ouviram falar. Lygia Fagundes Telles foi uma das convidadas mais espetaculares deste programa. Antonio Cícero foi outro. Ferreira Gullar foi mais um. Vejam, O Homem da Tarja Preta, um texto completamente desconexo onde o ator apresenta um espetáculo de vanguarda. Não que vanguarda não seja bom, mas, convenhamos, é vanguarda. 4:14 agora.

Algumas pessoas que lerem este texto com toda a certeza me acharão pretensioso, e é justamente essa a idéia. Mostrar a minha pretensão em escrever um texto em plena madrugada falando de nada a nada acreditando que alguém vai realmente se interessar em ler. Mas fazer o que? Sou pretensioso e sou demais, e não me envergonho disso pelo simples fato de que minha pretensão tem fundamentos. Acho que o Café Filosófico é gravado no Tom Jazz, parece pelo palco e pelo local. Adoro o Tom Jazz, apesar de ser caro pra caramba. Fui a três shows lá e estou pagando até hoje. Só não é mais caro que o Baretto, dentro do Hotel Fasano, porque não tem tanto cacife. Mas tentem assistir a uma temporada da Marina Lima, por exemplo, no Bar Baretto, você praticamente terá que vender suas calças. Pronto, se tem algo mais desinteressante que o Café Filosófico é o Sr. Brasil. Um senhor saudosista que lembra uma fase desconhecida da música brasileira. Algo importante para a cultura localizada, mas duvido que para a geral. Sem contar no tom do programa, que mais parece um A Praça é Nossa musical. Claro que há bons momentos como as participações de Elba Ramalho e Milton Nascimento. Um bom programa é o Provocações, que é apresentado por um cara que eu adoro, mas que me foge o nome agora. Agora no Café Filosófico uma mulher explicando o sentido de erotismo de acordo com a psicanálise do dicionário Aurélio.

4:20 e eu continuo aqui sem sono e morrendo de dor nas costas, aliás, na coluna, ali na região perto do cóccix. Mas se tem algo mais desinteressante que isso é estes programas de Fé a plena madrugada. Fico comovido com a fé que todos têm num mero programa. Sem contar a MTV que passa clipes especialmente ridículos. Filhos, existe uma coisa chamada MÚSICA BRASILEIRA DE QUALIDADE. Vão lamber o chão dos norte americanos e dos emos na puta que pariu. Engraçado que o dicionário eletrônico do meu Word não adiciona a palavra “puta”. Olhem que discriminação e que desconhecimento hipócrita. Puta, na mitologia romana, é uma deusa menor, deusa da agricultura. Segundo uma das versões, a etimologia do seu nome vem do latim, e o significado literal é poda. As festas que eram feitas em homenagem a essa deusa celebravam a poda das árvores por alguns dias e, durante estes dias, as sacerdotisas manifestavam-se, promovendo o bacanal, ou seja, se prostituindo. Vem daí o termo chulo como países de língua latina usam o termo “puta”. E eu repito esse nome quantas vezes me der na telha! Puta, puta, puta, puta, puta, puta, puta, puuuuuuuuuuuutaaaaaaaaa!!!!!!!! Isso é pra, simplesmente, acabar com essa hipocrisia social que vivemos mergulhados. Chega disso! Puta também é gente, e mais, puta é uma deusa, portanto vamos parar de besteira. E, por falar em besteira, nunca ouvi tanta besteira ininteligível e impossível de digerir como nesse Café Filosófico. Um ator de vanguarda fazendo uma esquete de vanguarda. Detesto. 4:31 e ainda estou aqui. Isso já, já, vira um livro. È, e por que não? Quem sabe? “Relatos de Uma Noite de Verão – A Saga”, pode muito bem ser um bom livro, por que não? Vou pensar mais na idéia. Ah, pronto, começo a ter fome agora. Só o que me vem a cabeça agora de comida é miojo. Mas já escovei os dentes, então vou agüentar até de manhã. Isso sem contar que preciso acordar cedo. 9:30 quero me levantar da cama. Pra que? Não faço idéia, mas quero. Ah, a TV Cultura exibindo o “Hino Nacional”, vou confessar-lhes uma coisa: nunca gostei desse hino. Nunca houve uma linha de verdade nele, completamente romântico, idealizado. Eu gostaria que o Brasil fosse grande assim, fosse toda essa idealização que muitos nos passam, mas não passa de grandes mentiras. O pior de tudo é a voz da pessoa que canta esse hino. Uma voz hipócrita que não acredita numa linha do que está cantando. Eu não canto, também não acredito, então, no máximo, dublo. O dicionário eletrônico não aceita “puta”, mas aceita “puuuuuuuuuuuutaaaaaaaaa”, vai entender a hipocrisia digital.

Bom, acho que já falei demais, minha TV acabou de desligar e levei um susto tremendo. E se ela tivesse queimado? Me fudi! Mas lembrei que tinha a programado para se auto desligar. Engraçado, meu dicionário também aceita “fudi”, por que não “puta”? Fica a pergunta. Ah, eu gostaria tanto de contar dos desvarios que aconteceram comigo hoje, mas vai começar Tecendo o Saber que, apesar de ridículo, é uma boa distração, além do que minha coluna clama pela cama, pois essa cadeira está acabando de vez com ela.

Good night, people. Até a próxima, até a volta e até um próximo relato de uma noite de verão, sim, porque haverão outros.

Bye.


BC.


PS: Puta, puta, puta – só para irritar meu dicionário!