sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sidney Magal ganha especial na Bandeirantes


Surgido entre as décadas de 70 e 80 (onde viveu seu auge durante haves e lambadas), Sidney Magal voltará ao mercado fonográfico. A rede Bandeirantes exibirá em 30 de dezembro um especial do cantor, que contará com participações especiais, e será gravado em São Paulo. O especial será editado para gerar Cd e DVD, a serem lançados no primeiro semestre de 2010. O último álbum lançado por Sidney Magal foi editado em 2006 em formato de Cd e DVD, Sidney Magal Ao Vivo. O cantor está na mídia no comando do programa Uma Escolinha Muito Louca, exibida semanalmente pela rede Bandeirantes.

Eis o nosso Hino Nacional

O próximo que falar da Vanussa apanha!


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Lançamento do DVD de Madonna é adiado


Com lançamento mundial previsto inicialmente para o dia 07 de dezembro, o DVD que registra a Sticky & Sweet Tour de Madonna foi adiado. O projeto tem agora lançamento agendado para o primeiro trimestre de 2010. Não se sabe quais foram os motivos do adiamento do lançamento do projeto, mas a esperança dos fãs da pop star é que o projeto esteja sendo editado com cenas inéditas, para diferenciar o conteúdo do DVD do apresentado há um tmepo atrás na rede de TV a cabo Multishow HD. O DVD foi gravado durante a passagem da Sticky & Sweet Tour pela cidade de Buenos Aires, na Argentina, entre novembro e dezembro de 2008. Aguardar.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O racismo por quem pensa...

Me privo de comentar qualquer coisa, não por falta de interesse, mas por que os dois que vêm logo abaixo me privam que qualquer comentário. Duas crônicas! Uma de Luís Fernando Veríssimo (um artigo escrito na época das eleições dos EUA, quando a disputa estava entre Obama e Hillary) e uma (em vídeo) de Arnaldo Jabor, também sobre o racismo, após a eleição de Obama. Durmam ao som destes:

A Questão

É difícil imaginar um negro como Barack Obama sendo eleito presidente - do Brasil. Dos Estados Unidos, talvez. Lá um negro já chegou a secretário de Estado, e foi substituído no cargo por uma negra. Desculpe: afro-descendente. Pelo menos não escrevi "um negão como Barack Obama", ou, para mostrar que não sou racista, "um negrinho".

A diferença entre um país e outro é essa. Lá o racismo é uma questão nacional. Aqui uma ficção de integração dilui a questão racial. E se a questão não existe, se ninguém é racista, por que nos preocuparmos com denominações corretas ou incorretas? Só quando a ficção é desafiada, como no caso das cotas universitárias, é que aparece o apartheid que não se reconhece.

Um dos marcos das relações raciais nos Estados Unidos não foi a primeira vez em que um negro interpretou um herói no cinema, provavelmente o Sidney Poitier. Nem a primeira vez em que um negro e uma branca, ou vice-versa, namoraram na tela. Foi a primeira vez em que um negro foi o vilão do filme. Colin Powell e Condoleezza Rice, que chegaram a secretários de Estado, e o próprio Obama, devem suas carreiras a esse vilão histórico, que significou o fim dos estereótipos e a aceitação, sem melindres, de que negro também pode ser ruim, igual a branco. Se a cor da pele não determinava mais que ele fosse sempre retratado como um inferior virtuoso ou uma vítima, também não o descriminava de outras maneiras. Powell e Rice levaram essa reversão de esteréotipos ainda mais longe. Os dois são do partido republicano. Como Clarence Thomas, único juiz negro da Suprema Corte americana que também é um dos seus membros mais conservadores.

Claro que a cor da pele vai ser um fato na eleição ou não do Obama, como o fato de ser mulher vai ajudar ou não a Hillary. Por isso mesmo, sua possível eleição seria uma prova dessa transformação da questão racial no país, uma vitória numa guerra por direitos iguais que lá - ao contrário do Brasil - nunca foi disfarçada, ou desconversada. Aqui a miscigenação significou que alguns quase-negros, ou só um pouco afro-descendentes, chegassem ao poder, mas miscigenação entre nós não tem significado integração por vias naturais, e sim apenas outra forma de despolitizar e adiar a questão.

Obama será o candidato dos democratas? Estão comparando sua campanha com a de Bob Kennedy, pelo entusiasmo que provoca numa faixa de idade que não se interessava tanto por política desde a mobilização contra a guerra do Vietnã. Li que 40 por cento dos americanos que podem votar este ano nunca conheceram outro presidente que não fosse um Bush ou o Clinton, e Hillary seria outro Clinton nessa dança de dinastias. Assim, Obama seria uma novidade em mais do que o sentido racial. Como se precisassem outros.

Na comparação com Bob Kennedy, claro, ninguém ainda lembrou (pelo menos não sem bater na madeira) que aquela novidade terminou numa poça de sangue, no chão de uma cozinha de hotel. Batamos todos na madeira.

Luís Fernando Veríssimo

Arnaldo Jabor:


Luxúria... um pecado?

Eu e meus sais pensamos muito sobre a luxúria. Por que será que ela é tão mal vista por aí? Eu bem vejo a luxúria como os prazeres da carne, e quem somos nós se não nos entregamos, uma vez que seja, aos prazeres da carne? Os prazeres do espírito podem ser muito mais nobres, mas poucas vezes nos dão esse prazer imediato que todos nós, seres humanos, desejamos a cada instante. E sim, eu estou falando de sexo. Existe coisa mais nobre para o corpo que o sexo? Imaginem vocês, meus queridos leitores fantasma, um ambiente à luz de velas, ou simplesmente à meia-luz, um vinho, incenso e a pessoa que você mais deseja (tanto na paixão quanto não) nua na sua frente aguardando pelos prazeres da carne... Eu adoro a luxúria... quando feita com jeitinho, lógico! Luxúria escrachada, o erotismo fanático, tudo isso perde a graça e chega ao vulgar. Gosto de gente como a Dita Von Teese e, mais recentemente, a personagem de um livro que estou lendo. Não vou revelar seu nome porque ninguém sabe se ele é realmente verdadeiro, e não há graça em imaginar coisas do gênero, mas ela faz parte do livro de João Ubaldo Ribeiro, A Casa dos Budas Ditosos, lugar onde o sexo é tratado com muita realidade. Chega a ser excitante o modo libertino como as experiências sexuais dessa mulher de 68 anos, nascida na Bahia e residente no Rio de Janeiro, são expostas. Excitante nos dois sentidos, lógico!
Fuçando por aí, encontrei o vídeo com uma encenação de trechos desse livro. Achei tão maravilhoso que teve que vir pra cá! Afinal, quem peca é aquele que não faz o que foi feito pra fazer...


segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O roteiro do novo show de Maria Bethânia


Amor, Festa e Devoção, este é o título do show estreado por Maria Bethânia (em foto de Mauro Ferreira) no Canecão (Rio de Janeiro) em 23 de outubro de 2009. O show tem como base o repertório dos dois discos que Maria Bethânia acaba de lançar, Tua e Encanteria. O show tem a direção de Bia Lessa e roteiro de Bethânia e Fauzi Arap. Eis o roteiro da estréia do show no Canecão em 23 de outubro:

Ato I

1- Santa Bárbara
2- Vida
3- texto "Olho de Lince" (Waly Salomão)
4- Feita na Bahia
5- Coroa do Mar
6- Linha de Caboclo
7- Encanteria
8- É o Amor Outra Vez
9- Tua
10- Fonte
11- Explode Coração
12- Queixa
13- Você Perdeu
14- Dama do Cassino
15- Até o Fim
16- Drama
17- Balada de Gisberta

INTERVALO: Istrumental

Ato II

1- Não Identificado
2- texto "Mãe Canô" (Maria Bethânia)
3- Estrela
4- Serra da Boa Esperança
5- texto "Brasil Caboclo" (Maria Bethânia)
6- Doce Viola
7- Pescaria
8- Saudade Dela
9- Ê Senhora/ citação: Batatinha Roxa
10- Mão do Amor
11- Saudade
12- É o Amor
13- O Nunca Mais
14- Bom Dia
15- Andorinha
16- Bandeira Branca
17- Domingo
18- Pronta pra Cantar
19- O Que é O Que é
20- Encanteria

BIS:

1- Noite dos Mascarados

domingo, 25 de outubro de 2009

O “Rock’n’Roll” limpo e puro de Erasmo Carlos.


Opinião de show
Título: Rock'n'Roll
Artista: Erasmo Carlos
Local: HSBC Brasil - São Paulo
Data: 23 de Outubro de 2009
Cotação: *****

“Confesso, sou um viciado... em rock’n’roll”.

Foram estas as palavras sentenciadas por Erasmo Carlos (em foto de Neicir Krentz) no vídeo que abre o show Rock’n’Roll, que estreou em São Paulo na noite de 23 de outubro de 2009, em única apresentação na casa HSBC Brasil. Erasmo tinha a voz propositalmente alterada, dando a impressão do testemunho de um dependente químico. Erasmo é dependente. Dependente de rock!

O tremendão está melhor do que nunca. A voz pode escorregar e falhar uma vez ou outra, mas ninguém que foi à casa do HSBC esperava ver arroubos vocais do rei do rock nacional. Todos queriam ver rock, e foi o que Erasmo deu a todos.

O show foi aberto com “Jogo Sujo”, a canção que também abre o novo disco do cantor, Rock’n’Roll. “Sou uma Criança, Não Entendo Nada” foi a segunda canção do show, seguida de “Mesmo que Seja Eu”, que animou a platéia que não se intimidava em dançar os maiores sucessos do tremendão. “O rock não é só atitude e rebeldia. Também é amor”, sentenciou Erasmo antes de entoar belo medley que une “Mulher (Sexo Frágil)” à “Minha Superstar”. O número não é essencialmente novo (é herança do show Pra Falar de Amor, de 2001), mas funciona. Um dos destaques do show foi o belo cenário, que ficou em completa evidência quando Erasmo interpretou “Chuva Ácida” (outra da lavra de inéditas de seu Rock’n’Roll). Um dos melhores momentos foi “Negro Gato”, que apareceu completamente reformulado em arranjos que lembram os filmes de cowboy das décadas de 40. Ótima sacada do gato quase setentão.

Num belo bloco romântico, Erasmo entoou “Noturno Carioca” (bela parceria com letra de Nelson Motta), “Gatinha Manhosa” e “Sentado à Beira do Caminho”. Ele estava feliz e interado com o público (prova de tal interação foi o gesto de dar o microfone para que o público cantasse versos de “Sentado à Beira do Caminho” e “É Preciso Saber Viver”), fez piadas exercitando seu bom humor (“eu fico vendo os DVD’s da Maria Bethânia e da Ana Carolina e vejo aquele monte de mulheres chamando elas de gostosas. Nenhum homem nunca me chamou de gostoso”). Erasmo soube montar o roteiro do show com coesão. Prova disso foi o fato de estarem presentes apenas 6 das 12 faixas do disco, sendo o resto apenas de sucessos dos seus 49 anos de estrada. Um ou outro deslize no roteiro (como a inclusão de “Panorama Ecológico” e a exclusão de temas como “Mar Vermelho” ou “Um Beijo é um Tiro”) são extremamente desculpáveis, pelo fato da turnê ter acabado de cair na estrada.

Erasmo faz bela homenagem aos 50 anos de carreira de seu “amigo de fé, irmão, camarada” Roberto Carlos, num belo medley, ao som do solitário teclado do maestro José Lourenço, que uniu “Desabafo”, “Olha”, “Proposta”, “Os Seus Botões”, “Detalhes”, “Café da Manhã”, “Cavalgada” e “Eu te Amo, Te Amo, Te Amo”. Lindo.

O show é extremamente correto, sem nenhum ponto baixo. Nem o fato de Erasmo não lembrar o nome de todas as beldades citadas em “Olhar de Mangá”, a ponto de ler a canção, tira o brilho do belo número, o qual precede o número mais alto do show (um dos), “A Guitarra é uma Mulher”, que ganhou força no palco com as guitarras antenadas de Luís Brandão, Dadi Carvalho (ótimo baixista que assumiu as guitarras da banda do tremendão) e os garotos da banda Filhos da Judith (que assumiram, simultaneamente, guitarras, violões e bateria). Surpresa no repertório foi a inclusão de “Quero que vá Tudo pro Inferno”, o hit lançado e depois renegado por Roberto Carlos ganhou força se destacando no roteiro do show. O público já estava na mão de Erasmo. E continuaram na palma dela quando o tremendão reviveu a jovem guarda no bloco final. “Lobo Mau”, “Minha Fama de Mau” e “Vem Quente que eu Estou Fervendo” prepararam o caminho para o final do show (antes do BIS) ao som da rockeira “É Proibido Fumar”, que levantou o público que, até então, se conteve sentado em suas cadeiras.

O BIS não poderia ser mais perfeito. Se iniciou com “Cover”, o hit do disco Rock’n’Roll, que contou com a inteligente participação de covers de Raul Seixas, Elvis Presley, Marilyn Monroe e Roberto Carlos (com direito até a distribuição de rosas à elite feminina da platéia). O final da festa foi dado com “Festa de Arromba”, fechando o show com chave de ouro.

Esse foi o rock puro, limpo, profissional, inteligente, romântico e de atitude do tremendão Erasmo Carlos. O rei do rock brasileiro.


sábado, 24 de outubro de 2009

Sexto capítulo: Caah!


Estou vivenciando coisas que considero um tanto perigosas. Relacionamentos à proximidade. Este será o tema do sexto capítulo da minha trilogia que, agora, decidi que terá um título... Trilogia.

Acredito no amor, mas duvido que todos sintam isso, ainda mais com a intensidade que juram sentir (é nessas horas que devemos duvidar dos juramentos em nomes). Acredito muito mais na paixão. É mais gostosa, mais humana, menos passional, mais divertida! É ilegal, é imoral... E engorda! A paixão é mais interessante. Sei disso porque amei (no sentido romântico da palavra) muito pouco, mas já me apaixonei demais. Tudo bem que sempre me fodi de verde e amarelo, mas esse é um critério que eu entro em outro momento (que me der na telha). Gosto da paixão! E se há alguém que consegue definir esse sentimento tão demoníaco e burlesco é ninguém mais ninguém menos que Caah.

Caah é uma loira (ou será loura? Isso sempre me afligiu) falsa, falsa, falsa! Tinha cabelos castanhos. Não tem mais. Iluminou a cabeça com química. Ficou sexy, mas perdeu o ar de “santinha” que tinha (e tinha só o ar!). Caah sabe do que eu estou falando quando digo que paixão é burlesca e gostosa. Acompanhei suas paixões e suas peripécias e as conto aqui com a devida autorização – ou não – da vivente.

Vamos começar por Lucas. Típico garoto bobalhão, mas que conquista as garotas – é dos bobos que elas gostam mais. Até poderia tomar o lugar de Jim Carrey na remontagem de Débi&Loide. Bom, esse não foi o grande amor da vida de Caah, muito menos uma paixão tão intensa. Mas acredito que vale à pena citá-lo.

Ambos se conheceram numa festa de Halloween. Beijos vão, beijos vêm e finalmente eis que eu ouço a frase mais instigante de toda a minha vidinha vulgar: estou namorando! Começou a saga! Depois de Lucas tivemos Diego, Willian, Gabriel, Ricardo e uma experiência não muito bem sucedida com um certo Sr. já citado aqui, mas que não entrarei em maiores detalhes.

Querem saber? Resolvi agora, de uma hora pra outra, deixar as lamóias de lado – não procurem “lamóias” no dicionário, decidi me dar o ar da graça de um escritor suficientemente talentoso para inventar palavras. Pretensioso, não?!

O maior amor da vida de Caah (e agora me refiro a amor mesmo) foi um nome que não entrou ainda na roda, e me permito chamá-lo de Sr.K.

Sr. apenas para tirar sarro. K porque foi a primeira letra que me veio à cabeça.

Sr.K nunca foi um poço de inteligência, mas ao menos sabia contar o 2 + 2 sem se perder. Não era muito bonito, mas transpassava uma segurança admirável. Talvez por isso tenha encantado Caah. Apesar de que, venhamos e convenhamos, encantar Caah não é muito difícil. Não é elitista.

Vou contar como ambos se conheceram e, daí pra frente, vocês tiram suas próprias conclusões.

Se há uma coisa que eu adoro tanto quanto o teatro, a música, a dança, as artes plásticas e um bom vinho tinto são boates. Confesso que se eu tivesse sido adolescente na década de 80 teria me acabado nas maiores baladas de São Paulo. Clube G, 5F, 00 (que foi pro Rio), Club 54, Lôca, Clube Glória... Todas estariam na minha lista semanal. E isso é algo que eu e Caah temos em comum. Ela ama uma festa e eu adoro uma boate. Ou seja, somos a fome com vontade de cozinhar – Ana Maria me entenderia. Mas, depois da última cena no Open Bar Club, decidi que sairíamos com boates diferentes!

Eu não tenho problema com bebidas. Bebo pouco e sempre acompanho um copo d’água ou algo sólido (coisa que aprendi muito sabiamente com Marieta Severo – não, não somos amigos, conhecidos nem mantemos contato, mas a dona Nenê e eu somos amigos de longa data). Pena que Caah não tenha aprendido essa lição também. Entre um drink e outro, uma dança e outra, acho que a Caah não sabe que quando você está bêbada e rodando algo acontece. E não é que aconteceu? Atire a primeira pedra quem não tem um conhecido, um amigo, uma amiga, um familiar, o que seja, que já não tenha dado PT?! Sim, Caah foi perda total. Irrecuperável eu diria. Perdidamente irrecuperável. Mas vamos voltar à historinha que eu ainda não comecei a formular.

Caah dá PT e há, por incrível que pareça, quem ache isso interessante. É assim com Sr. K.

“Tive uma noite maravilhosa ontem. O melhor sexo dos últimos tempos!”. Não sei porque vocês, garotas, adoram me contar isso. Não sou amiga de vocês. Não sou se quer amiga. Será que é porque comigo não há concorrência entre o sexo mais bem feito? O maior pênis? Fica a dúvida.

Sr. K e Caah viveram um bonita história de 6 meses. Pena que eu peguei apenas 2 destes 6 meses, já que Sr. K era inseguro o suficiente para não confiar nos amigos que rondavam a vida da namorada (vocês devem pensar que acabo de me contradizer com os dizeres lá de cima, não é? Bom, não é!), enquanto Caah era idiota o suficiente para deixar ser controlada. Perdeu vários amigos do sexo masculino, inclusive eu. Foram entre 4 meses de puro desprezo mútuo, combatidos e rebatidos com muitos vinhos. Mas a reconciliação foi terna... Ou não. Não sei, sou um sentimental, tudo pra mim é terno o suficiente para entrar para a posteridade. Mas Caah merece. Mesmo sendo uma amiga difícil de se descrever eu sei que ela merece entrar no meu futuro, nem que seja em pensamento ou como uma vaga lembrança.

Aliás, Caah, fica aqui essa declaração de amor que você não lerá e nem se quer saberá que existe. Afinal essa Trilogia não será publicada e indicada pelo The New York Times como o melhor Best-Seller do século XXI. Mas quem sabe a Fernanda Young não leia? Encontrei com ela há uns dias atrás no show do Erasmo Carlos. Não conversamos, apenas dançamos ao som de “Festa de Arromba”. Mas isso é outra história.

O roteiro de "Iê Iê Iê", novo show de Arnaldo


Arnaldo Antunes apresentou ontem (23) no Rio de Janeiro seu novo show, Iê Iê Iê, que estreou em São Paulo no dia 16 de outubro com apresentações esgotadas na choperia do Sesc Pompéia. Eis o roteiro da apresentação carioca que aconteceu no Circo Voador (por Mauro Ferreira):

1- Iê Iê Iê
2- Vem Cá

3- Essa Mulher
4- Americana
5- A Casa é Sua
6- Invejoso
7- Consumado
8- Um Kilo
9- Longe
10- Envelhecer
11- Pra Aquietar
12- Meu Coração
13- Sua Menina
14- Pedido de Casamento
15- Quando Você Decidir
16- Sim ou Não

17- Vou Festejar
18- O Que Você Quiser

BIS I

1- Socorro

2- Luz Acesa
3- Cabelo
4- Judiaria

BIS II


1- O Pulso
2- Fora de Si
3- Longe
4- Sim ou Não

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Novo de Timbaland tem inédita de Madonna


Timbaland edita em novembro seu novo álbum, Schok Value II, que contará com participações de Katy Perry, Miles Cyrus, Chris Brown, T Pain, Lil Wayne, Missy Elliot, Shakira e Madonna. A novidade é que, no disco do produtor norte americano, estará presente a faixa inédita "Across the Sky", uma sobra do álbum Hard Candy de Madonna. A faixa foi produzida por Timbaland e conta com a participação de Justin Timberlake. O disco sai no dia 24 de novembro.
Além desta faixa, ainda há outras "sobras" de Hard Candy, como, por exemplo,
"La La". Aguardar.

DVD de Madonna já tem data de lançamento.


Gravado em shows realizados em Buenos Aires, na Argentina, em dezembro de 2008, o DVD que registra a Sticky & Sweet Tour de Madonna já tem data de lançamento. Na realidade nada é oficial ainda mas, segundo rumores, o DVD deverá chegar às lojas no dia 07 de Dezembro. O projeto seria lançado no início do ano, porém teve de ser adiado devido ao lançamento da coletânea Celebration nos formatos de Cd e DVD e devido a continuação da Sticky & Sweet Tour que passou mais uma vez pela Europa neste ano de 2009.
O DVD será lançado pelo selo da Live Nation, porém será distribuído pela Warner Music, a gravadora que, há 26 anos, lança os trabalhos de Madonna.
O DVD da Sticky & Sweet Tour já foi transmitido em vários países do mundo, inclusive o Brasil, em formato HD e compacto. Aguardar...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A primeira foto da Playboy de Fernanda Young


Taí a primeira foto divulgada da Playboy de Fernanda Young. A escritora será a capa da edição de novembro da revista masculina. As fotos são de Bob Wolferson e foram clicadas num casarão luxuoso da década de 40, localizado no bairro nobre de Jardins, na Zona Sul de São Paulo.

"Chiaroscope", o novo DVD de Pitty


A Deckdisc edita neste mês de outubro o mais novo DVD de Pitty. Chiaroscope é DVD que registra imagens da gravação do último disco de Pitty, Chiaroscuro (o terceiro álbum em estúdio lançado pela rockeira baiana). Além das imagens da gravação do Cd, o DVD agrega três faixas inéditas: "Sob o Sol", "Pra Onde Ir" e "Just Now" - versão em inglês da faixa "Só Agora". A direção do DVD (que conta também com o vídeo-clipe da faixa "Me Adora") é de Ricardo Spenser, diretor dos (premiados) clipes de Pitty.

Roberto lança música em formato digital


Com 50 anos de carreira, Roberto Carlos está começando a se modernizar. O "rei" lançará na rede sua nova música de trabalho, "A Mulher que eu Amo", tema da personagem Helena, vivida por Thaís Araújo na novela Viver a Vida, de Manuel Carlos. A canção será lançada para download legalizado e para celulares. As primeiras lojas virtuais a comercializarem a canção são Terra Sonora e o recém-estreado site da revista Billboard.

Gil, Ana e Lulu na noite de Preta


Preta Gil grava no dia 20 de outubro (terça-feira) na boate The Week (Rio de Janeiro) seu primeiro DVD. O projeto é um registro do show Noite Preta, que a cantora vêm apresentando já há algum tempo pelas boates do país. O show, que estreou no Rio de Janeiro, já passou por São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Teresina, Salvador, Niterói e voltou ao Rio para ser registrado em DVD. O show - que já é um evento por si só - contará com as participações de Ana Carolina, Lulu Santos e do pai da cantora, Gilberto Gil. ana cantará com preta "Sinais de Fogo", a canção que compôs para que Preta gravasse em seu primeiro disco, já Lulu botará voz numa regravação de seu sucesso, "Condição", enquanto Gil cantará ao lado da filha "Drão". No show também figurará "Stereo", canção inédita que Ana Carolina deu para Preta e que já vem sendo apresentada durante shows de Noite Preta. Sai em 2010.

EM TEMPO: Preta Gil anunciou hoje no seu Twitter oficial que a participação de Lulu Santos na gravação de seu Cd e DVD está cancelada por motivos de saúde do cantor.

Erasmo lança "Minha Fama de Mau", o livro.


Erasmo Carlos põe nas lojas neste mês de outubro seu primeiro livro, Minha Fama de Mau. A rigor, não é uma biografia do tremendão que embalou as jovens tardes de domingo da Jovem Guarda, mas sim um livro de histórias e memórias do cantor. Erasmo conta histórias engraçadas e divertidas de situações com amigos como Tim Maia, Jorge Ben Jor, Roberto Carlos dentre outros. O lançamento acontece no dia 27 de outubro no Rio de Janeiro, na boate 00 pela Editora Objetiva (que também edita o livro).

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O roteiro do novo show de Fátima Guedes


A cantora e compositora Fátima Guedes comemora neste ano de 2009 trinta anos de carreira fonográfica. A cantora estreou na noite de 17 de outubro de 2009 seu novo show de teor retrospectivo, Tanto que Aprendi de Amor, no Teatro Nelson Rodrigues (Rio de Janeiro). Entre as canções (todas autorais) havia apenas uma inédita: "Ela". Eis o roteiro do show (que deve ser registrado para gerar Cd e DVD comemorativos):

1- Onze Fitas
2- As Pessoas

3- Lilith
4- Faca
5- Os Amores que eu não Tive
6- Eu te Odeio
7- Black-tie
8- Tanto que Aprendi de Amor
9- A Vida que a Gente Leva

10- Nas Nuvens
11- Ela
12- Absinto
13- Condenados
14- Arco-Íris
15- Minha Nossa Senhora

16- Cheiro de Mato


BIS:

17- Lápis de Cor
18- Flor de ir Embora

O roteiro de "Acesa", novo show de Alcione


Alcione estreou na sexta-feira, 16 de outubro de 2009, no HSBC Brasil (São Paulo) seu novo show, Acesa. O show tem roteiro calcado no disco homônimo lançado pela marrom neste ano de 2009. O show agrega algumas surpresas, como o bloco "cantando no banheiro", onde Alcione dá voz a canções que gosta de cantar em off, dentre elas um medley que uniu três canções de Rita Lee, "Pagu" (Rita Lee/ Zélia Duncan), "Bem-me-Quer" (Rita Lee/ Roberto de Carvalho) e "Todas as Mulheres do Mundo" (Rita Lee). Há também "Sua Estupidez", a canção de Roberto e Erasmo Carlos que a cantora colocou voz no show Elas Cantam Roberto.
Eis o roteiro do show:

1- Mangueira é Mãe
2- De Teresina a São Luís
3- Aquele Um
4- A Dor que Veio me Visitar
5- Perdeu, Perdeu
6- A Mulher Ideal
7- Sua Estupidez
8- Dama da Paixão
9- Não Peça pra Ficar
10- Eu não Domino Essa Paixão
11- Eternas Madrugadas
12- Pintura sem Arte
13- A Loba
14- Faz uma Loucura por Mim
15- Eu Vou pra Lapa
16- Chutando o Balde
17- Acesa
18- Meu Ébano
19- Beijo Roubado
20- Pagu/ Bem me Quer/ Todas as Mulheres do Mundo
21- Influência do Jazz
22- Timidez/ Telegrama/ Valeu Demais
23- Garoto Maroto
24- Rio Antigo

BIS:

25- Você me Vira a Cabeça

sábado, 17 de outubro de 2009

Mel Lisboa não assina com a Record


Procurada pela emissora de Edir Macedo, a rede Record, para estrear a nova novela Ribeirão do Tempo, Mel Lisboa recusou o convite por ter contrato com a Globo. A atriz decidiu continuar na emissora, já que a mesma não quis abrir mão de seu contrato.
Particularmente eu gostei da notícia.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Um capítulo pra além da porta - capítulo especial.


Terminei, enfim, de ler Uma Viagem Além da Porta – o livro escrito pela minha amiga Gisele Lemos e me enviado com muita delicadeza pela mesma. Confesso que não gostei do final, não por ele não ser bom. Ele é. Mas não gostei do final pelo fato de ele ser um final. Detesto finais! Eles dão um ponto final naquilo que vêm me interessando e consumindo por dias, meses, quisá anos. Finais me fazem sofrer. Quando chegam os finais perde-se o papo. Você não comenta mais com alguém todos os dias sobre o último capítulo de um livro, de uma novela, de um seriado... Não. Eu pelo menos não comento de últimos capítulos com quem eu não conheço. Último capítulo é algo extremamente pessoal, de uma impressão só sua e de mais ninguém. Debater uma impressão sua sobre um último capítulo só se for com algum conhecido de muita intimidade. Me sinto nu nos últimos capítulos. Talvez por isso eu tenha diminuído tão significativamente o número de novelas que tenho assistido. Não sofri no último capítulo de “Caminho das Índias” porque não assisti, assim como não assisto “Viver a Vida” e assim como só assistirei “Passione”. De qualquer forma, Gisele me deixou nu, transnudado – isso faz sentido para vocês? –, me deixou enojado, feliz e triste. Porque dar um ponto final na última página seguida por uma página escrita “Fim”? É tortura? Ela deve achar que sou sadomasoquista. Não sou. Ao menos não por enquanto. Foram 126 páginas de pura diversão, diversão essa que acaba de me ser usurpada. Mas tudo bem Gisele, te perdôo. Afinal, se não fosse por você, este capítulo que escrevo hoje e agora não existiria. O seu livro foi a espinha dorsal do modo como venho contando as histórias e apresentando as personagens – e, por falar em personagem, te devolvo Geração 80 e Geração 70. Me apaixonaram demais, mas não me sinto hábil a trabalhar com essas duas personagens tão instigantes... Talvez eu me sinta mais qualificado a trabalhar com a Senhora N. Anastácia jamais!

De qualquer forma eu viajei além da porta e descobri que não há nada para além da porta. É uma grande enganação. A porta na realidade não existe. Gisele me levou a momentos orgasmáticos e momentos de pura revolta. Como alguém se priva a falar do Queens? Não que eu seja fã do bairro, mas também não o abomino. Shirlene, você me entenderia? Clarice me entenderia. Talvez Greta Garbo também entendesse, mas acho que o mau-humor dela não ajudaria tanto numa hora dessas.

De qualquer forma, Uma Viagem Além da Porta teve seu início, meio e fim. Passei pelos três e me deparei com o prazer de iniciar, entender e finalizar. Obrigado, Gisele.

De qualquer forma, fui ameaçado há tempos atrás a dedicar um capítulo inteiro a alguém. Já tenho nome e enredo, só me falta vontade de escrever e publicar. Ainda não sei bem, mas Caah também entrará na roda viva.

Gisele é livre, leve e contemporânea em livro


Opinião de livro
Título: Uma Viagem Além da Porta
Autor: Gisele Lemos
Editora: Mazza Edições
Cotação: *** 1/2

“Estou vivendo uma experiência que não sei se me enriquece ou enlouquece: conversas imaginárias com amigos inexistentes.”

Assim é aberto Uma Viagem Além da Porta, o livro da debutante Gisele Lemos, editado em setembro de 2009 pela Mazza Edições. O livro não tem uma vendagem nacional, sendo distribuído (majoritariamente) na cidade de Belo Horizonte (MG), mas tem fôlego para um alcance em massa.

Gisele conta de maneira visceral um pouco da personalidade de Shirlene Pires, com muitos toques pessoais, sobretudo biográficos. Shirlene é uma mulher contemporânea, é atriz que morou em Nova York. Gisele também.

São 216 páginas leves, contando uma história contemporânea (que abriga mais diversas citações, desde Clarice Lispector, passando por Marina Lima, Simone, Ed Motta, até Fernando Pessoa). Gisele sabe prender o leitor. E sabe também fazer com que sejamos Shirlene conversando com Lucy ou perdidos na loucura de Nova York.

O livro não tem pontos baixos ou altos, segue linear e sóbrio, sem grandes emoções, e talvez por isso, perca ponto. Como perde ponto também pelos últimos capítulos que se desvencilham da descrição de personagens para ensaiar um enredo que é encerrado com pouco ânimo. É sóbrio, mas mais sóbrio que todo o livro.

Uma Viagem Além da Porta pode não ser um marco literário, mas é um livro interessante que merece atenção, assim como todas suas diversificadas personagens. Se confundir entre personagens como Geração 80 e Geração 70 chega até a ser fácil, já que são descritas de modos parecidos e quase ao mesmo tempo. É preciso estar atento!

Assim como também é preciso estar atento às mais singelas citações, como canções de Marina Lima, por exemplo.

Gisele aborda de forma informativa acontecimentos contemporâneos, e isso torna Uma Viagem Além da Porta um livro de boa importância. A queda das Torres Gêmeas de 2001, o acidente de Herbert Vianna e outros tantos artistas. Aliás, artista é o que não falta no livro. A admiração de Shirlene por eles é deliciosa. Ler suas citações de Sônia Braga mostra que não é necessário ser apelativo para ser inteligente.

Uma Viagem Além da Porta nos leva muito além de qualquer porta que possa existir. Nos leva a um presente perdido no passado e por isso, mas não só por isso, é um livro que merece destaque.


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Que País é Esse? (é a porra do Brasil!)


Este meu texto foi escrito especialmente para ser publicado no blog Alma&Espírito, na coluna semanal Palavras do Ator, mas eu o achei tão visceral (o resultado final) que resolvi publicá-lo aqui também. Não tem título, portanto deixo isso a cirtério de vocês, meus queridos leitores fantasma. Eis:

O Brasil será a sede das Olimpíadas de 2016. Mais especificamente a cidade do Rio de Janeiro (RJ). Ok, até aí não há novidade alguma, mas, confesso... Não me animo muito com essa história de Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.
Claro que, pelo lado nacionalista, fico lisonjeado! Primeiro que sou americano, latino americano, sou brasileiro! Segundo que amo o Rio! Sou meio carioca, pô, eu quero o meu crachá!
Mas também fico preocupado e meio irritado! O Brasil ganha uma visibilidade interessante no quesito esporte, mas perde uma GRANDE visibilidade no quesito educação, segurança e afins. Pode parecer clichê bater nesta mesma tecla, mas é a verdade. O Rio de Janeiro está se mobilizando para as obras que ocorrerão no Maracanã, mas são raras (raríssimas) as vezes que vejo a cidade se mobilizar com tanta força e tanto ânimo para algo que realmente importa. Sim, eu acho as Olimpíadas pouco importantes. Um acontecimento no esporte? Talvez. Mas em que isso melhora a segurança, a saúde pública, a educação? Em que isso ajuda na cultura e no conhecimento? Se eu tivesse que escolher entre Olimpíadas de 2016 e um próximo Festival de Woodstock no Brasil, acho que nem preciso dizer o que eu escolheria, não é?!?!
A felicidade e o orgulho latino americano (o brasileiro, sobretudo) podem ser comoventes, mas não me convencem. Os brasileiros só se mobilizam em eventos como Olimpíadas, PanAmericano, COPA DO MUNDO – e agora entro num quesito muito meu!
Como eu ODEIO a Copa do Mundo! Um evento que para o mundo por incontáveis dias, quisá meses, não pode ser lá uma boa coisa! O mundo inteirinho pára e assiste sentado em frente a sua TV de plasma aos jogos, mas simplesmente se esquece que, enquanto estamos parados vendo sei lá quantos homens correndo atrás de uma bola no meio de um campo gigante (no qual a Madonna com certeza já se apresentou), os problemas continuam rolando. Não é porque é Copa do Mundo que os assaltos diminuíram nem o tráfico de drogas, de crianças, nem o trabalho infantil, nem o número de analfabetos, nem o número de mortes... Nada disso muda! E o pior de TUDO: Quando o Brasil perde uma Copa do Mundo, todos choram e choram! Eu não choro! Eu fico contente, assim o povo acorda mais rápido e não fica naquela doce ilusão de que somos os melhores, porque não somos! Não somos um país de primeiro mundo (apesar de o número de habitantes em capitais dizer o contrário), não estamos no patamar de NENHUM país da Europa, não somos Estados Unidos nem Canadá! Não somos asiáticos (e nesse quesito eu só digo GRAÇAS A DEUS), só aos que podemos nos comparar (e ainda assim nos envergonhar em alguns casos) é com o Malawi (África) e com alguns países do Oriente Médio (e olhe lá!).
Eu amo o Brasil, mas não suporto a mentalidade brasileira. O jeitinho brasileiro! Em Portugal não é assim! Na França não é assim! Espanha, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Japão, China, Canadá, Estados Unidos, em nenhum destes lugares é assim. Eu tenho pra mim que somos um bom país latino americano, mas perdemos em muitos quesitos para a Argentina. Os argentinos são patriotas, brasileiro só é patriota na Copa do Mundo. Argentino realmente acredita que Maradona é melhor que o Pelé. Aqui há dúvidas de que Pelé seje melhor que Maradona. Argentino se coloca num dos maiores patamares da história mundial cultural devido ao tango, que chega em TODOS os continentes. Brasileiro renega sua música. Desacredita da força do samba, da bossa, do rock Brasil e do que quer que seja! Há reais momentos em que o brasileiro me envergonha. Me orgulho da Sônia Braga, do Rodrigo Santoro, Tom Jobim, João Gilberto, da Marisa Monte, Adriana Calcanhotto, do Paulo Coelho... todos que levam o melhor do Brasil para o mundo.
Eu sempre digo e hoje volto a repetir: PEOPLE, ACORDA! O Lula é confiante que o Brasil será uma das maiores potências (talvez a 5ª) em 2013, eu estou confiante de que a segurança no Rio, em São Paulo e em cidades do Nordeste vai realmente melhorar até 2035. Estou confiante de que Brasília vai começar a abrigar políticos de bem (como eu sei que há muitos por lá) e não gente como nosso queridíssimo José Sarney (FORA SARNEY!!!)... Enfim, só depende de nós acordar. O Brasil é um país lindo, de gente bonita, porém preguiçosa. Vamos dar um fim de uma vez por todas no nosso jeitinho brasileiro e ler um bom livro. Vamos ler Saramago, Paulo Coelho, Fernanda Young, Fernando Pessoa (e todos os seus heterônimos), Machado de Assis... Vamos nos tornar formadores de (boa) opinião... vale à pena (quando a alma não é pequena)!!!

Billboard estréia no Brasil!


Revista que determina tendência no mercado musical mundial ganha versão brasileira Outubro está sendo um marco para a música no Brasil. Neste mês, mais especificamente no dia 14, hoje, acontec eo lançamento da versão brasileira da revista norte-americana Billboard, a Billboard Brasil. Considerada a “Bíblia da Música”, a publicação é o lançamento do ano e deverá revolucionar o mercado musical brasileiro trazendo, principalmente, a versão nacional de suas famosas paradas. Com quase 116 anos, a publicação determina tendências mundiais desde o começo do século passado e assumirá este papel também no Brasil. Mensal, seu conteúdo é formado por diversas sessões com lançamentos, entrevistas, artigos de especialistas, últimas novidades, além de conteúdo da versão norte-americana e as paradas. Hoje a Billboard está em três países. Além dos EUA, onde foi criada em 1894 com temas diversificados, a publicação existe na Rússia e na Turquia, sendo a mais antiga do mundo. No Brasil, terá 40 mil exemplares e será distribuída nacionalmente. A primeira parada musical data de 1936, mas somente em 1950 a revista assumiu exclusivamente o conteúdo que tem até hoje, a indústria da música. Entre as mais famosas está o “Hot 100” e o “The Billboard 200”, que serão publicadas no Brasil juntamente com as paradas nacionais.

Fonte: Billboard Notícias.

Marisa prepara disco de inéditas para 2010


Marisa Monte se prepara para lançar disco de canções inéditas em 2010. O último trabalho de inéditas apresentado por Marisa foram os gêmeos Infinito Particular e Universo ao Meu Redor de 2006. O último trabalho lançado por Marisa no mercado fonográfico foi o DVD Infinito ao meu Redor, contendo documentário sobre a (bela) turnê Universo Particular, apresentada por Marisa entre 2006 e 2007, contendo 9 takes do show.

Madonna é capa da "Rolling Stone"


Madonna estampará as páginas da próxima edição da revista americana Rolling Stone. A rainha do pop deu entrevista inédita, recheadas de fotos, sendo algumas nunca publicadas antes. Serão 8 páginas, numa matéria que faz parte da divulgação da coletânea Celebration. Entre alguns dos assunstos abordados, a diva falou sobre o passado ("Eu era uma nerd na escola. Nunca bebi uma gota de álcool antes do meu primeiro divórcio), as mudanças recorrentes ("Minha imagem é calculada menos do que as pessoas imaginam. Uma garota gosta de mudar o visual"), e se derrete em elogios a nova sensação da música pop ("Eu me vejo em Lady Gaga. Seu show é uma bagunça e há buracos em sua roupa, mas ela tem algo especial"). A edição de novembro chegará também ao Brasil. A foto da capa (ao lado) é de Herb Hitts.

Boyle regrava Stones e Madonna em primeiro disco


O fenômeno Susan Boyle - cantora escocesa descoberta no programa Britain's Got Talent, espécie de programa de calouros da TV inglesa - lança no mês de novembro seu primeiro álbum. I Dreamed a Dream (capa ao lado) será lançado em 24 de novembro de 2009 e conta, dentre outras, com regravações de canções do repertório de Madonna ("You'll See") e Rolling Stones ("Wild Horses"). Serão 11 faixas, dentre elas há o sucesso "Cry me a River", a natalina "Silent Night" e a inédita "Who I Was Born to Be". O disco já está em pré-venda.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Novo capítulo...


O que me inspirou a vir escrever este quarto capítulo da minha trilogia – que com a feitura deste quarto capítulo deixa de ser trilogia, logicamente porque trilogia se define em “três”, não na palavra mas no sentido, enquanto quatro não é três, tanto na palavra quanto no sentido – foi uma frase do Nelson Rodrigues (e dessa vez a citação não é gratuita) dentro de um texto espetacular do Arnaldo Jabor. “Amor e Sexo”. Sim, o mesmo texto que inspirou a Rita Lee e o Roberto de Carvalho a fazerem à canção “Amor e Sexo”. Ambos tão literais e literários, tão filosóficos e tão incisivos, tão corretos e tão equivocados. Não terminei de ler a crônica do Jabor porque a frase do Nelson me foi como um baque, impedindo que eu continuasse com a leitura (até então ininterrupta). “O amor, se não for eterno, não era amor”. Nelson Rodrigues sempre tão certeiro, mesmo que pouco romântico (no sentido literário da palavra, ou não – Gisele, isso te faz algum sentido?). Já pararam pra pensar que o amor é eterno! Amor de mãe, por exemplo, é eterno. Amor de Deus, por exemplo, é eterno. Mas será que o amor de um homem por uma mulher realmente existe? Vou reformular a minha pergunta: será que ele realmente acaba? Vou refazer a pergunta: será que, se existe, acaba? Acho difícil. Vemos hoje alguns exemplos de casos lindos de amor, posso citar, por exemplo, Fernanda Montenegro e Fernando Torres, ou então Malu Mader e Tony Belloto, Alexandre Borges e Júlia Lemmertz, Nicete Bruno e Paulo Goulart, Glória Menezes e Tarcísio Meira e alguns outros que me falham à memória agora. Esse amor não acaba. Há várias peripécias de Sra. Y, por exemplo, que posso contar. Assim como há histórias de personagens novos como a Friend JM, o Geração 80, a Geração 70 (Gisele, me apropriei de seus amigos, os quais me apaixonaram, mais tarde devolvo). Vamos começar pela Sra. Y.

Antes de conhecer o Sr. S, Sra. Y era uma pessoa totalmente desencanada de qualquer tipo de sensação ou sentimento que não fosse o menos nobre possível (algumas mentes mais brilhantes entenderão o que quis dizer). Desacreditava no amor, desacreditava na paixão, nos beijos seguidos por um relacionamento... Nada que não fosse sexo seguido de “vá com Deus” (e nessas horas Roberta Miranda é uma ótima citação). Sr. S veio para mudar essa crença, mas até lá já é outra história. De acordo com Sra. Y, amar era coisa para pessoas fracas que necessitavam de alguém para satisfazer seus desejos mais íntimos e acabar com sua carência. A paixão também não era tão diferente, afinal um sentimento que poderia te fazer feliz por alguns instantes e infeliz por instantes ainda maiores, não podia ser algo tão precioso. E confesso que, hoje em dia, concordo (em partes) com ela. Qual o real sentido do amor? Claro que os mais românticos correspondidos dirão sempre: é a felicidade! Mas eu duvido um pouco de grandes amores (não que os casais que citei mais acima me pareçam falsos, mas mais do que amor é preciso ter MUITA paciência para viver com alguém).

“Amor é prosa, sexo é poesia”. Essa grande diferença entre o amor e o sexo me fascina. Friend JM tem muito disso. Ela e eu não nos falamos mais, mas sempre estamos juntos. Eu sinto que há nela uma tensão sexual que foge da conotação pornográfica da palavra. Ela é aquele sexo apaixonante. “Ela é bela, por que não com ela?” porque ela não quer! Marina sempre é uma ótima citação, mas, em alguns casos, muito fácil de rebater.

Friend JM, quer voltar a falar comigo? Esse seria um tema muito interessante para debatermos.

Me privo de continuar ou se quer encerrar decentemente esse capítulo. Não por falta de inspiração, mas confesso que a preguiça acaba de bater. Sou um pouco baiano/ europeu nesse sentido.

Ficamos por aqui, mas antes, Friend JM, saudades de tu!

domingo, 11 de outubro de 2009

“Dois” mantêm qualidade lúdica de Partimpim.


Opinião de Cd
Título: Dois
Artista: Adriana Partimpim
Gravadora: Sony Music
Cotação: ****

Heterônimo adotado por Adriana Calcanhotto para assinar o lançamento de seus discos voltados ao público infantil, Adriana Partimpim lança neste mês de outubro seu novo disco (o segundo em estúdio), Dois. Como o próprio título já dá a entender, houve uma evolução, e ela fica bastante nítida no decorrer do disco. Partimpim cresceu, mas continua lúdica.

O disco é produzido por Dé Palmeira, que também assina (junto a Adriana Partimpim) a primeira faixa de Dois, “Baile Partimcundum”. A faixa é um carnaval infantil montado fora de hora, mas dentro do contexto, mostrando uma modernidade lúdica, o suficiente para atingir as crianças e para o deleite do público adulto (que se entrega à beleza de Partimpim). Aliás, um dos acertos de Adriana é se mostrar como compositora neste disco também (função dada antes apenas a parceiros da cantora). “Ringtone de Amor” (Adriana Partimpim) e a regravação de “Trenzinho do Caipira” (Heitor Villa-Lobos/ Ferreira Gullar) podem não ser os momentos mais inspirados do disco, mas valem ser ouvidas. A versão de Augusto de Campos para “Alface” (o poema de Cid Campos e Edward Lear) funciona bem como lúdico e divertido trava-línguas para crianças e adultos.

A partir da quinta faixa, o disco se torna irretocável, seja na bonita “Menino, Menina” (Adriana Partimpim), seja na festa apresentada na letra de “Na Massa” (Arnaldo Antunes/ Davi Moraes). Partimpim não decepciona nem na versão de “O Homem deu Nome a Todos os Animais” (versão literal de Zé Ramalho para “Man Gave Name to all the Animals” de Bob Dylan) que ganha faceta mais noturna e conta com divertido coral de crianças.

Uma das faixas que se destaca no disco é “Alexandre”, a canção de Caetano Veloso gravada no disco Livro. Adriana dá lição de história divertida e interessante. “Gatinha Manhosa” (a canção de Erasmo Carlos e Roberto Carlos que estourou na voz do tremendão e de Léo Jaime) é a primeira música de trabalho, gravada como uma cantiga de ninar. Belo momento. Adriana aposta no carnaval também em “Bim Bom” (João Gilberto), gravando ao lado do grupo Olodum. Não é o momento mais inspirado do disco, mas em nada interfere em sua beleza.

Momento mais belo (e talvez mais lúdico) do disco, “As Borboletas” (Cid Campos/ Vinicius de Moraes) fecha o disco numa gravação intimista ao som da voz e do violão solitário de Partimpim (com eventuais intervenções do baixo de Dé Palmeira).

Dois é boa continuação de um disco ótimo. Prova de que Adriana Partimpim pode crescer o quanto quiser, mas continuará no imaginário popular, seja ele adulto ou infantil.