quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Ana e Beto marcam encontro com show harmonioso


Opinião de show
Título: Amor, Música & Bossa Nova
Artista: Anna Júlia e Beto Alvez
Local: Expo Teatro Cultural – São Paulo
Data: 15 de outubro
Cotação: *** ½


Já fazia 5 anos que o cantor Beto Alvez e a intérprete e compositora Anna Júlia não se encontravam em palco. A última vez foi no premiadíssimo show
Ela, Eu, Ele, Eu e Todos Vocês, show apresentado em pontos do Brasil e em toda a Espanha e Portugal.“O que estamos fazendo aqui hoje é o começo de uma nova história”, empolgou-se um pouco Beto ao final do show que uniu sua potente voz a voz e às belas canções de Anna Júlia. O show Amor, Música & Bossa Nova não é (a rigor) um show inédito, mas vale por dois. O show foi aberto por Beto que, sozinho, entoou sucessos como “Carrossel” (bela canção lançada pela Banda Black Rio), “A Cada Passo que eu Dou” e “O Homem das Mãos de Ouro”. Em cena, Beto não perdeu o viço de seus áureos tempos e, com interpretações como “O Beija-Flor” (Gilberto Gil), “Paraleloparameuamor” (canção de seu segundo belo disco, Mais de uma Vez) e “Canção da Manhã Feliz” (entoada de forma ensolarada pelo cantor), ficou explicita toda a vivacidade de sua potente voz.

“Ela é a pessoa que eu mais amo em cena, ninguém bate essa mulher”, derreteu-se Beto ao apresentar a cantora e compositora Anna Júlia (depois de ter cantado em tom romântico a balada “Jóia”, de Anna Júlia e Ricardo Reis). Ao entrar em cena, Anna causou a efusão da platéia que lotou a Expo do Teatro Cultural. A platéia não se conteve ao ouvir a primeira interpretação de Anna, a bela canção “Maravilhoso” (versão para o jazz “S’Wonderful” de Diana Krall). Anna Júlia sempre foi uma compositora de mão cheia, suas interpretações sempre tocaram os corações de seus fãs, e não foi diferente na parte solo da cantora no show que a trouxe de volta a palcos paulistas depois de 3 anos. A cantora apresentou um bloco apenas de canções que a consagraram tanto no exterior quanto no Brasil, foi o caso de “Dilema”, “Palpite Infeliz”, “Dois Dias”, “Cristo” e “Bananeira”, empolgou seu público. Anna resolveu se aventurar por repertório alheio, foi o caso do samba “E o Mundo não se Acabou” (Assim Valente) e da (inusitada) interpretação de “Eu Comi a Madonna” (canção lançada por Ana Carolina em seu disco Dois Quartos). Apesar de não ter nenhum disco lançado no Brasil, Anna parecia que falava com um público que a acompanha desde seu primeiro Cd solo, o belo Anna pra Todos Nós (disco em que está a bela balada “Palpite”, regravada em 2000), e tamanho era o seu bem estar em cena que a levou até a tirar os sapatos e interpretar os dois sambas que viriam descalça, ela cantou de forma visceral os sambas “Mulheres” (Martinho da Vila) e “Conversa de Botequim” (Noel Rosa). Ao encerrar seu bloco solo com “Meu bem Querer”, Anna disse que agora botaria a bossa em voz, e chamou de volta ao palco Beto.
O bloco que uniu aos cantores deu lugar à bossa-nova, a homenageada do final da noite. Juntos interpretaram “Garota de Ipanema”, “Amor em Paz”, “O Pato”, “Rosa Morena”, “Saudade fez um Samba”, “Desafinado”, “A Rã”, “Caminhos Cruzados”, “Lígia”, “Samba do Avião”, “A Felicidade”, “Wave”, “Corcovado” para encerrar com “Chega de Saudade” (sendo ovacionados ainda no meio da canção). O (curto) BIS foi dado com “Se Todos Fossem Iguais a Você” marcando o (belo) final de um belíssimo show.
Valeu a espera, Anna e Beto no palco são tudo de bom.

Um comentário:

paulatopotodas disse...

Eu assisti a passagem deles aqui por Salvador... foi lindo, o Teatro Castro Alves LOTOU!!! Aqui eles ainda cantavam "Eu vim da Bahia" e "Toda Menina Baiana"... foi tudo!