sexta-feira, 3 de junho de 2011

Entrevista com Marya Bravo!


Cantora, atriz e compositora, Marya Bravo é um dos nomes de peso dentro do cenário do teatro musical atual. Já esteve no elenco de grandes espetáculos como 7 - O Musical, Ópera do Malandro, Beatles num Céu de Diamantes e Lado a Lado com Sondheim, atualmente está em cartaz no Rio de Janeiro (Teatro OI Casa Grande) com o espetáculo Um Violinista no Telhado que, desde que estreou, tem recebido críticas entusiasmadas. Marya é filha do musico Zé Rodrix e prepara seu segundo disco de estúdio, um registro em estúdio do show De Pai pra Filha, onde canta apenas canções de seu pai. Marya já foi backing vocal de Marisa Monte, já participou de montagens de musicais na Broadway e lançou em 2009 Água Demais por Ti, seu delicioso primeiro disco, onde se mostrou uma compositora de mão cheia com temas como "Cólera" (um dos temas da série A Vida Alheia, de Miguel Falabella). Nesta entrevista Marya fez um resumo de sua carreira, falando da importância de ter feito parte da banda de Marisa Monte, de ter participado da montagem da Broadway de Hair, de ser filha de Zé Rodrix e do teatro musical no Brasil. Abaixo Marya Bravo!

Bruno Cavalcanti: Você é filha do músico Zé Rodrix, um dos nomes de peso da música brasileira. Houve algum tipo de influência direta de seu pai em sua carreira?

Marya Bravo: A influencia genética não tem como negar. Sinto muito a sonoridade dele nas minhas canções, principalmente da época que fui gerada, os anos 70.

BC: Você começou a cantar gravando jingles aos 4 anos de idade. Quando você decidiu que pretendia seguir a carreira de atriz?

MB: Com 8 anos fui a LA visitar meu tio e assistimos ao filme Fama. Naquela hora decidi que queria estudar numa escola como aquela e ser atriz. Consegui!

BC: A dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho fizeram uma nova montagem do musical Hair, como é pra você ter participado de uma montagem do musical ainda nos EUA?

MB: Foi muito importante para minha carreira e minha vida. Conheci os autores de Hair lá e fui dirigida por eles. Rodei a Europa com a peça e nem tinha 18 anos! Uma experiência incrível.

BC: Você participou de montagens de musicais como Cristal Bacharach, Lado a Lado com Sondheim, Ópera do Malandro e 7 – O Musical, dentre outros, todos da dupla Möller e Botelho. Como começou essa sua relação com os dois?

MB: Começou quando me chamaram pra fazer o Cristal Bacharach. A experiência foi tão boa dos dois lados que a estória seguiu em frente.

BC: Você lançou o álbum Água Demais por Ti, que foi elogiado pela crítica. Como você vê a aceitação do público por este disco? Isso é, o público como geral conhece seu disco ou apenas o público que já conhece seu nome de seus trabalhos no cenário teatral?

MB: Hoje em dia com a internet está muito fácil divulgar música e acho que tem muita gente escutando meu disco, das mais variadas áreas. Mas com certeza os fãs de musical são presença certa nos shows.

BC: Como você vê o teatro musical brasileiro hoje? Há espaço para o teatro musical?

MB: Nossa, muito! Quando cheguei ao Brasil tinha um musical por ano, se tivesse. Hoje temos várias empresas entre Rio e SP fazendo diversas produções por ano. Aumentou muito mesmo.

BC: Na televisão você é uma presença bissexta, sua última participação (salvo engano) foi num episódio da série A Vida Alheia, do Miguel Falabella. Por que você não participa mais do cenário televisivo? Faltam convites e oportunidades ou falta vontade?

MB: Não sou muito da TV. No começo da carreira fiz bastante coisa, mas prefiro muito mais o palco.

BC: Você fez parte da premiadíssima montagem de Beatles Num Céu de Diamantes, que atravessou as fronteiras da Europa sendo apresentado na França. Como foi esta experiência de chegar a um país diferente com um musical totalmente brasileiro e com canções dos Beatles?

MB: Foi maravilhoso. O Beatles era mágico.

BC: Olhando para trás, há algum trabalho que você olhe e pense: “nossa, que orgulho de Tê-lo feito!”? E há algum que você olhe e pense: “se arrependimento matasse...”?

MB:orgulho: Somos Irmãs e 7- O Musical

BC: A turnê do álbum Água Demais por Ti foi muito bem aceita no Rio de Janeiro. E em São Paulo? A turnê chegará a ser apresentada na terra da garoa?

MB: 2011 me aguardem!

BC: Agora falando com a Marya Bravo espectadora. Qual seu musical favorito?

MB: No momento amo Grey Gardens.

BC: E música? O que você ouve?

MB: Ouço pouco por incrível que pareça. Adoro silencio. Quando ouço dou um shuffle e vem coisas como Beatles, Rufus Wainright, Posrtishead, Secos e Molhados, Som imaginário entre outros...

BC: Você chegou a participar de uma turnê e de um DVD da Marisa Monte, Memórias, Crônicas e Declarações de Amor. Como foi essa experiência?

MB: Foi uma das mais importantes da minha vida. Foi lá que comecei a compor. Sou eternamente agradecida por essa experiência e todos que me rodearam nessa época.

BC: É possível viver apenas de teatro musical no Brasil?

MB: Sim.

BC: Você participou da montagem de Lado a Lado com Sondheim, que contou com o próprio Sondheim como expectador. Como foi a experiência de ter em sua platéia um dos maiores compositores da história do teatro musical?

MB: Sondheim viu o Company. No Lado a Lado com Sondheim ele mandou uma carta elogiando! Muito maneiro

BC: Como é sua relação com seus fãs?

MB: Sou bem tranquila.

BC: Você faz parte do elenco de Um Violinista no Telhado, mais um musical que leva a grife Möeller e Botelho. Como surgiu essa nova parceria? Fale um pouco de sua participação neste espetáculo.

MB: Um Violinista no Telhado é mais um orgulho. Fui convidada pra fazer o papel da Fruma Sarah, um fantasma que aparece no sonho de Tevye. Estou voando em cena! Estou muito feliz de estar nesse elenco e me superando fazendo coisas diferentes a cada trabalho.

BC:
Enquanto ensaia Um Violinista no Telhado você grava a o Cd com o repertório do show De Pai para Filha. Fale um pouco desse projeto. Como e quando surgiu a ideia de você cantar o repertório composto pelo seu pai?

MB: O Cd surgiu do show. Fui convidada pela Bia Radunsky do Espaço SESC pra fazer uma temporada cantando musicas do meu pai. O DJ Zé Pedro de São Paulo soube do show e me ligou. Ele tem um selo chamado Jóia Moderna e me fez a proposta de gravar. Amei muito. Fico muito feliz com a oportunidade de cantar as musicas do meu pai, principalmente essa fase anos 70 que escolhi.

BC:
Há alguma ressalva de sua parte em cantar o repertório de Zé Rodrix? Afinal das filhas dos grandes ícones da música brasileira você é uma das poucas que, além de ser filha de um grande compositor, parece se arriscar sem medo no repertório dele.


MB:
Não tenho ressalva nenhuma. Tenho felicidade e orgulho dessa minha herança. Me sinto próxima do meu pai cantando as musicas dele. Isso só me traz alegria.


BC:
Me diga uma música favorita deste novo trabalho, De Pai pra Filha.


MB:
Nossa, tem muitas. Amo
“Hey Man” e “Quando Você Ficar Velho”.

BC: Marya Bravo por Marya Bravo.

MB: Voz.

Toda sexta de junho, uma entrevista!


Eis mais uma novidade! A partir de hoje, todas as sextas-feiras do mês de junho publicarei uma entrevista inédita aqui no blog. Os nomes, como de praxe, serão mantidos em segredo até o dia da publicação. Teremos três atrizes e um mega diretor. As entrevistas foram realizadas por mim via e-mail durante o ano passado e o mês de abril/ maio deste ano. Serão 4 no total. A primeira entrevistada é a cantora, compositora e atriz Marya Bravo, em cartaz com o elogiadíssimo musical Um Violinista no Telhado no Teatro OI Casa Grande, no Rio de Janeiro, e preparando, pela gravadora Jóia Moderna, o registro em estúdio do show De Pai pra Filha, onde canta canções de seu pai, o músico Zé Rodrix.

Boletim Clímax: Ingressos esgotados!


Se esgotaram em menos de 30 minutos todos os ingressos para as três apresentações que Marina realizará no Teatro do Sesc Vila Mariana em São Paulo, dando o ponta pé inicial na turnê de divulgação do álbum Climax. Os shows ocorrem dias 24, 25 e 26 de junho, sexta e sábado às 21h e domingo às 18h.

Boletim Clímax: O disco vazou


A notícia é velha, mas decidi esperar para dá-la aqui. No dia 31 (ou 30) de maio eis que me surpreendo ao receber um link (o qual, por questões de bom gosto, não publicarei aqui) contendo o conteúdo de Climax para download. O álbum completo, todas as 11 faixas, foram disponibilizadas para download "ilegal" na rede, ou seja, o álbum vazou. Com lançamento agendado para 08 de junho, Climax é o 19º álbum de Marina. Nele há participações especiais de Karina Buhr, Edgar Scandura, Samuel Rosa e Vanessa da Mata, e conta com a produção de Edu Martins. Só adianto: o disco é belo!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Nós preferimos as loiras: Marilyn Monroe


Poucas pessoas sabem (bem poucas mesmo), mas sou um convicto admirador de Marilyn Monroe. Poucos sabem disso não por eu manter em segredo, mas porque ninguém jamais me perguntara. Aquele furacão loiro (ainda mais furacão e ainda mais loiro que Madonna e Paula Toller juntas) permeia o pensamento, o imaginário popular como um todo ao se falar em símbolo sexual. Marilyn foi e ainda é o verdadeiro símbolo. Má atriz, má cantora, porém sabia como fazer o público se curvar a suas pernas que, de tão lindas, disputam o imaginário cultural apenas com as de Marlene Dietrich. Marilyn nasceu em Los Angeles e estourou para o público quando protagonizou o delicioso Niagara em 1953 (aquele filme onde ela fazia uma mulher sensual e maléfica que planejava a morte do marido babaca e praticamente senil). Marilyn é lembrada sempre pela deliciosa cena em que canta "Diamonds Are a Girl's Best Friends" no clássico Eles Preferem as Loiras (para os que não se lembram, Madonna se inspirou na cena para criar o clipe de "Material Girl"). Mas todos se lembram mesmo é de Marilyn cantando um delicioso "Happy Birthday to You" ao então presidente Kennedy (visto seu envolvimento com o mesmo e todo aquele rolo que nós já conhecemos). Se viva miss Monroe comemoraria 85 anos de vida hoje e, confesso, estou aliviado por ela não estar apagando hoje as velinhas. Isso pode ir contra tudo o que o bom senso e os bons modos dizem, mas acredito que, tanto para sua imagem quanto para sua auto estima, foi melhor ter morrido deixando esta fama de mito e estrela. Talvez se estivesse viva estaria, como muitas, vivendo de uma glória do passado. A estrela teria se apagado (visto que já demonstrava pequenos fios de fracasso pouco antes da morte) e o grande mito não existiria. Com toda a certeza muito da cultura norte americana (e até a Ocidental) seria diferente se Marilyn estivesse viva. Acredito que ela envelheceria com dignidade, mas talvez seu ego (que não era pequeno) não a deixasse seguir em frente, e suas aparições acabariam sendo, no mínimo, dignas de vergonha alheia (a lá Lady Gaga). Fico feliz que Marilyn ainda seja lembrada como "o furacão loiro" e sua imagem não tenha se apagado tanto tempo depois. Ela, uma diva de Hollywood que saiu de cena talvez no momento certo (mercatodologicamente falando, claro). Marilyn me emociona e vejo nela uma imagem que todos deveriam seguir: força, sensualidade, classe e bom gosto.
Sim, nós ainda preferimos as loiras.

domingo, 29 de maio de 2011

Erasmo prepara "Sexo" com produção de Liminha


Enquanto dá o ponta pé final de sua bem sucedida (e ótima) turnê Rock'n'Roll, Erasmo Carlos encerra a produção de seu novo álbum, Sexo. Com lançamento agendado pela Coqueiro Verde Records para o início do segundo semestre de 2011, o álbum conta com a produção de Liminha (mesmo produtor de Rock'n'Roll, o disco). Aguardar.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

"Marina Lima é para mim o melhor da música pop"


"Marina Lima é para mim o melhor da música pop neste país. Suas harmonias são lindas, sofisticadas e ao mesmo tempo tocam o coração de qualquer classe social. Um dia farei um show só cantando canções de Marina Lima" declarou Fafy Siqueira para mim no facebook. A atriz (que estará no elenco do musical As Bruxas de Eastwick) mostrou-se muito fã da cantora ao ver um link sobre o novo álbum de Marina, Clímax, que chega às lojas dia 08 de junho. Estou batalhando para, em breve, fazer uma entrevista com Fafy para este blog. Torçam por mim.

Boletim Clímax: O disco sai dia 08


E já está confirmado! Sai no dia 08 de junho o álbum Clímax. Com produção de Edu Martins o álbum conta com parceirias de Marina com Samuel Rosa, Karina Buhr e Edgar Scandurra, Adriana Calcanhotto e um dueto com Vanessa da Mata. Só a gravadora ainda não foi divulgada.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Pecaminosa, "Cabaret Luxúria" é peça deliciosa


Opinião de musical
Título: Cabaret Luxúria
Texto: Rachel Ripanni
Versões: Pedro Paulo Bogossian e Guilherme Terra
Elenco: Rosi Campos, Rachel Ripani, Bruno Perillo e banda Tango e Perfume
Direção: Bruno Perillo e Helen Helene
Cotação: *** 1/2

Luxúria, talvez o pecado mais pecaminoso de todos, é o tema de Cabaret Luxúria, espetáculo em cartaz em São Paulo até o mês de junho no Centro do Cultural do Banco do Brasil. O pecaminoso tema é envolto com delicioso clima noir que tem adornos de tango e jazz em ambiência burlesca. Um espetáculo perfeito para as noites frias de São Paulo.

O texto de Rachel Ripani conta a história de uma cabaret localizado no inferno e encabeçado por Lilith (Rosi Campos), primeira esposa de Adão e atual esposa/ mãe/ dona de Memphis (Bruno Perillo), cantor, gigolô e pau-pra-toda-obra. A história se desenrola quando uma garota, Justine (), chega ao cabaret e inspira uma aposta entre Lilith e Memphis. Se ele conseguir conquistar o amor da garota ganha a liberdade. A peça é um tratado sobre a paixão, o sexo e o amor. O texto mostra de forma explicita o quanto estes três itens podem ser iguais e ao mesmo tempo muito distintos. Mas o grande trunfo do espetáculo não está exatamente no texto, mas sim nas canções. Com grandes clássicos que vão de Chico Buarque (“Tango de Nancy” e “Atrás da Porta” – parceria com Francis Hime) até Tom Waits (“Everything Goes to Hell” que ganhou boa versão intitulada, “Tudo vai pro Inferno”). O musical conta também com ótima banda, intitulada de A Banda das Perdidas, o grupo Tango e Perfume mostra-se afiado ao pilotar instrumentos típicos do tango e do jazz. Mas a grande surpresa está em Rosi Campos. A atriz mostra-se muito bem preparada para encarar um musical, principalmente quando apresenta pelo dueto com Rachel Ripani num delicioso medley que une “Atrás da Porta” com a deliciosa “Ne me Quitte Pas” (Jacques Brel). É sublime. As versões de Pedro Paulo Bogossian e Guilherme Terra são ótimas e a direção de Bruno Perilli e Helen Helene é muito competente.

Enfim, Cabaret Luxúria é um espetáculo delicioso que vale à pena ser assistido. Confiram!

terça-feira, 17 de maio de 2011

Marina pode não lançar "Primórdios", o DVD.


E os fãs de Marina Lima que acompanharam de perto a batalha da cantora pelo lançamento do DVD de seu show Primórdios podem acabar dando com os burros n'água. Acontece que a cantora declarou em seu twitter que o DVD poderá não mais ser lançado, por ter passado do tempo. O DVD foi gravado em 2006 no Auditório do Ibirapuera em São Paulo. Primórdios foi um dos melhores (e maiores) shows da carreira de Marina Lima, que contou com direção de Monique Gardenberg. Aguardar...

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Boletim Clímax: Eis as canções


Marina Lima divulgou as 11 canções que irão compor o repertório de Climax, seu álbum que chega às lojas na primeira semana de junho. Eis abaixo o repertório divulgado pela cantora, que conta com participações de Arnaldo Antunes, Samuel Rosa, Vanessa da Mata e Karina Buhr:

1- Não me Venha mais com o Amor
2- Sampa Feelings
3- Lex
4- Keep Walking
5- A Parte que me Cabe (part: Vanessa da Mata)
6- De Todas que Vivi
7- Call Me
8- Doce de Nós
9- Desencanto (part: Karina Buhr)
10- As Ordens do Amor (part: Arnaldo Antunes)
11- Pra Sempre (part: Samuel Rosa)

Vem aí: Som Brasil Marina Lima


Essa é uma notícia que para os fãs de Marina Lima não chega a ser uma grande novidade, mas é sim uma das melhores notícias do mês. A cantora gravará nos dias 28, 29 e 30 de maio o programa Som Brasil dedicado a sua obra. A cantora está em reunião com os executivos da Globo para decidir quais serão os convidados.
Meus eleitos? Ana Cañas, Karina Buhr, Marcelo Jeneci e Tulipa Ruiz.
Aguardar...

terça-feira, 10 de maio de 2011

"O Último Jantar" ganha adaptação teatral


Livro lançado por Vera Lúcia Marinzeck (psicografado para o espírito Antonio Carlos), O Último Jantar ganhará versão para o teatro quase 10 anos após seu lançamento. Com direção de Mário José Cutolo e produção da Alma & Espírito Ltda. a peça tem estreia agendada para o segundo semestre de 2011. O elenco será composto pelos atores da Cia de Artes Alma & Espírito.
O espetáculo conta a história do assassinato de Lia que, após passar para o mundo dos espíritos, não aceita sua morte e culpa a escritora Mary - que na última encarnação escrevia livros policiais - por influenciar com seus livros o assassino. A peça será a segunda estreia da Cia no ano de 2011. Em julho ocorrerá a estreia de Rascunhos Contemporâneo. Aguardar.

Over the Rainbow - Judy Garland

Cláudia Netto será Judy Garland em peça


Caberá a Cláudia Netto (que na foto acima encarna Linda Batista na série Dalva & Herivelto - Uma Canção de Amor) viver Judy Garland na peça Judy - O Fim do Arco-Íris, próxima produção da dupla Möeller e Botelho para este ano de 2011. O espetáculo é a versão brasileira de Judy - End of Rainbow, peça de Peter Quilter que ganhou os palcos em 2010 em Londres. O espetáculo não é exatamente um musical, apesar de contar com algumas canções no roteiro. Cláudio Botelho (versionista e diretor musical do espetáculo) decidiu por inserir algumas canções como "Over the Rainbow", clássico de O Mágico de Oz, eternizado por Garland no papel de Dorothy. A peça conta a história de Judy 6 meses antes de sua morte, já decadente, com contas a pagar e viciada em remédios. A atriz morreu aos 47 anos por overdose de remédios em Londres.
Esta não é a primeira vez que Cláudia vive Judy Garland no teatro. Em 1995, ao lado de Cláudio Botelho, a atriz protagonizou Fred e Judy - As Canções de Fred Astaire e Judy Garland. A estreia do espetáculo aind anão tem uma data confirmada, mas adeve acontecer entre os meses de outubro e novembro de 2011. Aguardar.

"Violinista" estreia dia 20 com grande orçamento


Estreia no Teatro OI Casa Grande (Rio de Janeiro) no dia 20 de maio o musical Um Violinista no Telhado, mais um espetáculo da dupla Charles Möeller e Cláudio Botelho. Este é o espetáculo mais caro criado pela dupla, que conta com um orçamento de R$ 7 milhões com 41 atores (entre os 6 e 78 anos), 160 figurinos e 13 cenários. O elenco é encabeçado por José Mayer e Soraya Ravenle.

domingo, 8 de maio de 2011

Para as mamães


Uma singelíssima, delicadíssima e especialíssima homenagem a todas as mães deste mundo de meu Deus. Com todo o carinho para todas (principalmente para a minha). Luiza Possi canta para a sua mãe e para todas! "Minha Mãe".


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Entrevista com Marina Lima!


Cantora, compositora, instrumentista e hitmaker, Marina Lima é um dos maiores ícones pop das décadas de 80 e 90 e é também a personalidade que encerra o especial de entrevistas de aniversário por aqui. Escolhi a Marina por ela ser a responsável pela minha inclusão no cenário artístico e por ela fazer parte da minha vida com suas canções e declarações, além de ter se tornado uma pessoa muito querida. Marina me concedeu esta entrevista especialmente para comemorar meu aniversário dentro destes projetos das 4 entrevistas. Decidimos por tratar pouco de trabalho e fazer algo mais descontraído. Falamos de Rita Lee, Cabala, Marina atriz, sua relação com fãs e internet, sua vontade de iniciar uma parceria com Vanessa da Mata e muito mais. "O Brasil é uma país extremamente musical, as pessoas sabem apreciar música, independente da classe social" declarou a cantora. Tive o prazer de contar com a ajuda da minha querida amiga e jornalista Priscila Toller, que só decidiu estudar jornalismo para um dia entrevistar Marina. Eis que finalmente o dia chegou. Marina está às voltas com o lançamento de seu novo disco, Clímax, que tem lançamento agendado para a primeira semana de junho. No entanto não tratamos de trabalho tão afundo. A ideia foi outra e, juntos, construímos algo mais leve. Agora com vocês a última entrevista destas 4 com o ícone pop dos anos 80 e 90, cantora de sucesso, compositora de prestígio e amiga querida. Agora com vocês Marina Lima:


Priscila Toller: Nestes mais de 30 anos de carreira você conquistou um público fiel e adorador de seu trabalho que sempre se renova a cada geração. Como é sua relação com os fãs hoje em dia? Qual a importância que eles têm para você?

Marina Lima: A internet me aproximou muito do meu público. Essa oportunidade de twittar, postar vídeos, blogs, etc me deu um feedback extremamente positivo e estimulante. Adoro conversar, trocar, rir com as pessoas na internet. Faz parte do meu dia a dia.

Bruno Cavalcanti: Há alguns anos atrás você disse querer reencontrar seu público. Hoje, 2011, uma década após seu retorno aos palcos, quatro álbuns depois e turnês de sucesso como Topo Todas Tour que a levou a lugares afastados como Conceição do Mato Dentro e apresentações vitoriosíssimas em locais de apelo popular, como a Virada Cultural. Você acha que conseguiu reencontrar um grande público? Ou Marina Lima tornou-se uma cantora para um público restrito?

ML: Os dois. Me sinto muito bem recebida , tanto em shows como o da Virada Cultural (onde havia uma multidão de 120 mil pessoas) como em lugares mais fechados, como o Baretto (aonde cabem 70 pessoas). O Brasil é um país extremamente musical, as pessoas sabem apreciar música, independente da classe social.

BC: No Brasil você foi a primeira pessoa de fama a aderir publicamente aos ensinamentos da Cabala. Como a Cabala entrou em sua vida?

ML: Uma amiga, Joyce Pascowitch, me falou sobre a Cabala e me deu o telefone de um grande professor, Schmuel Lemle. Comecei a fazer aula e nunca mais parei. A Cabala trouxe um entendimento e consequentemente um equilíbrio para a minha vida. Hoje ela é imprescindível pra mim.

BC: Marina Lima como público. Teatro, música, cinema. O que você tem ouvido e visto ultimamente?

ML: Esses últimos seis meses fiquei totalmente voltada pra esse Cd novo, Clímax. Hoje terminei o Cd. Espero poder me atualizar nos filmes, peças e Cds que ainda não tive a oportunidade de ver e ouvir...

BC: Sua importância dentro do cenário musical brasileiro é grande. Como você lida com a ideia de ser uma das revolucionárias do cenário musical?

ML: Olha, sou ambiciosa, procuro fazer o melhor nesse meu ofício que é a música popular. Fico muito feliz quando percebo que fiz algo acima da media. Trabalho e me esforço pra isso.

BC: Há alguém com quem você gostaria de ter como parceiro?

ML: Aqui no Brasil? Sim. Quero compor com a Vanessa da Mata. Sinto que pode rolar uma bela parceria.

BC: Marina Lima atriz. Você já fez pontas em alguns curtas. Há a possibilidade de você voltar a se aventurar como atriz?

ML: Não, não dou pra isso! (risos). Gostei de ter participado do curta que fiz com a Monique Gardenberg, Diário Noturno, foi muito divertido, uma brincadeira. Mas à sério não sei fazer mesmo...

BC: Uma vez você declarou que a Rita Lee a convidou para compor por e-mail e você recusou, por precisar ter o mínimo de intimidade com quem compõe. Essa parceria tem alguma chance de acontecer hoje em dia?

ML: Eu gostaria muito. Acho ela maravilhosa! Seria um prazer ter uma parceria com a Rita.

BC: Para encerrar: o que diferencia a Marina Lima cantora, compositora e instrumentista da Marina Correia Lima dona de casa, twitteira e mãe (e avó) de seus cães?

ML: Na realidade, sou a mesma. Tenho a mesma personalidade nas coisas que faço, dentro ou fora da música. Os mesmos defeitos e qualidades. (risos).



BC: ML querida, obrigado pela entrevista e pelo carinho. Sabes o quanto te admiro. Tudo de bom no novo trabalho. Um beijo. Bruno.



ML: Valeu querido e feliz aniversário!! ;-)) beijo grande e tudo de melhor pra você. Marina.



Apoio e colaboração: Priscila Toller


Agradecimentos: Rodrigo Vinhas e Libertá Produções