Um blog, uma espécie de diário virtual para os meus devaneios. Não há aqui critério básico. Entrevistas, notícias, crônicas, textos, críticas, tudo pode, tudo rola, é proibido proibir e vale tudo! Afinal, já dizia Maysa, tudo é pessoal!
Bruno Cavalcanti.
Sexta-feira, 28 de maio, foi divulgada a nova canção de trabalho de Marina Lima. "Não me Venha mais com Amor" tem tido boa rotação em São Paulo em rádios elitizadas, como a de Patricia Palumbo e a Nova Brasil FM. "Não me Venha mais com Amor", que já teve um trecho divulgado, foi divulgada na íntegra. Ouça abaixo:
Duas das novas canções da lavra de Marina Lima, misteriosamente, cairam na "rede". "A Parte que me Cabe" e "Não me Venha mais com Amor" (essa última com um pequeno trecho já divulgado - clique aqui) foram postadas na comunidade oficial da cantora na rede social de relacionamentos Orkut. Ambas foram, logo em seguida, retiradas do ar, mas não a tempo suficiente de impedir os fãs de fazer o download. "Não me Venha mais com Amor", no entanto, é a nova música de divulgação da cantora, que já está em rotação nas rádios de São Paulo. "A Parte que me Cabe" continua inédita, visto que deve ser apresentada apenas no álbum Clímax, que Marina deve lançar até o fim deste ano de 2010.
Eis aí a capa e as faixas do novo álbum de inéditas do grupo Capital Inicial, Das Kapital. O álbum (nas lojas a partir da primeira semana de junho via Sony Music) é a volta do vocalista do grupo, Dinho Ouro Preto, após se acidentar e seguir durante um longo tempo internado. O título Das Kapital reproduz o título de Karl Marx, e a foto foi clicada na Bolsa de Valores, em São Paulo. Tudo para aludir, com humor, à origem do grupo brasiliense. Eis abaixo as 11 faixas que compõem o álbum:
1- Ressureição 2- Depois da Meia-Noite 3- Como se Sente 4- Eu Quero ser como Você 5- A Menina que não tem Nada 6- Não sei Por Quê 7- Melhor 8- Vamos Comemorar 9- Eu sei Quem eu Sou 10- Marte em Capricórnio 11- Vivendo e Aprendendo
Eduardo acordou cedo e decidiu não pensar mais em Mariana. Mas não teve jeito. Assim que saiu de casa e colocou seu Ipod para tocar teve logo a certeza de que precisava ver Mariana. Nenhuma música servia. Todas lembravam Mariana. Não conseguia ouvir Zélia Duncan dizendo que no silêncio havia uma catedral, menos ainda Adriana Calcanhotto pedindo para que alguém entrasse por alguma porta agora dizendo que a adora. Tudo remetia à Mariana. Conseguiu deixar as lembranças de lado apenas quando assistiu a uma palestra sobre O Cortiço, do Aluísio Azevedo. Toda aquela história de comunidade, sexo e bacanal unidas numa história contada por um ótimo palestrante fizeram Eduardo se esquecer de Mariana. Foi para casa logo após a palestra, mas ainda era cedo. Mariana estava trabalhando ainda e ele não poderia se dar ao luxo de ficar em frente ao prédio até que ela saísse. Decidiu então escrever um pouco, mas o bloqueio criativo criado pela figura de Mariana era maior do que ele imaginava. Passou 15 minutos na frente de uma tela completamente em branco sem nenhuma linha digitada. Decidiu então resolver assuntos pendentes do trabalho para ocupar a cabeça, mas tudo se resolveu em menos de 2 horas, tempo suficiente para que o tédio surgisse mais uma vez e a imagem de Mariana viesse rondar sua imaginação. Não queria ler, pois sabia que toda e qualquer cena intensa vinda do livro de Fernanda Young seria um gancho para se lembrar dela. Decidiu então assistir TV. Dessa vez estava mais concentrado. Assistiu a um capítulo inteiro de alguma reprise de Cougar Town e se mordeu de ódio ao ver que Casos de Família ainda estava no ar. Eduardo já conseguia não pensar em Mariana. Na verdade o que o fazia mal não era pensar em Mariana em si, mas sim pensar que as esperanças que tinha de reconstruir uma amizade com ela não passavam de um mero engano. Mas está mais que comprovado que as pessoas gostam de se enganar.
Achou melhor andar um pouco de bicicleta, atividade que pratica frequentemente, mas, de uns tempos pra cá, veio deixando de lado (não por preguiça, mas por falta de tempo). Enquanto andava e ouvia Madonna sentenciando que seu bem lhe escondia um segredo, foi se dando o direito de pensar. Pensar em tudo. Pensou no trabalho, no teatro, pensou nos amigos, no dia que teve, no trabalho que teria de entregar para o dia seguinte, no aniversário de uma amiga, no casamento de um amigo e, claro, em Mariana. Não é segredo que a idéia que o levou a pensar em Mariana era, de todas, a mais forte. Lembrava-se de um episódio da época em que cursava dança ao lado de Mariana. Os dois estavam em pleno ensaio quando ele cometeu uma gafe. Algo quase imperdoável para alguém que autodenominava inteligente, culto, conhecedor de livros, músicas, história, literatura, filosofia. Imaginou-se nu para que uma vergonha tentasse cobrir a outra, mas nada dava certo. Ao final do ensaio e do mico vergonhoso, sentou-se ao palco, afastado de todos para que não tivesse que encarar ninguém. Mariana sentou-se ao seu lado e começou a puxar assunto. Depois de Mariana outras pessoas foram se aproximando e, mesmo que ele ficasse extremamente vermelho e envergonhado, sabia que ali teria quem o amparasse.
Quase foi atropelado por uma moto, mas não se importou. Mariana ainda lhe tomava a cabeça. Passou rapidamente na casa de um amigo e seguiu direto para a primeira banca de jornal que encontrou aberta. Tinha que colocar dinheiro no bilhete único, afinal estava a nenhum. Tirou as moedas do bolso para carregar o cartão quando se deparou com uma cena dantesca. Duas mulheres brigando por um pedaço de bife dentro de um açougue. Era uma cena engraçada, se vista do ângulo de Eduardo. Ele não se importou em saber o que estava realmente acontecendo, pegou sua bicicleta, passou na padaria para comprar alguns pães e, fora da bicicleta, foi descendo a rua de volta para casa. Estava hipnotizado pelo cheiro de pão quente e fresco e, ao mesmo tempo, se entregava aos Beatles que, ainda juntos, pintavam um céu com diamantes. No meio do caminho, parou estático numa esquina. Não conseguia mais se mover, estava completamente hipnotizado pela imagem que via. Mariana estava à sua frente, andando acompanhada de dois amigos. Ele olhou e rezou para que ela não o visse, para que continuasse a admirar aquela imagem linda.
Lembrou-se de um episódio rápido que aconteceu quando ainda fazia dança. Todos haviam saído e ele ficara para conversar alguma coisa desinteressante com alguém que não convém relembrar. Foi sozinho para casa e, no caminho, viu uma cena, no mínimo, curiosa: três corpos virados de frente para uma porta com os rostos cobertos, como se tentassem se esconder. Parou e ficou olhando fixamente para os três. Eram Mariana e mais duas pessoas que o esperavam chegar. Foram embora conversando, Eduardo e Mariana se despediram dos outros dois e foram embora juntos. Conversavam sobre tudo e, ainda assim, sobre o nada. Deixou Mariana em sua casa, se despediram e ele foi embora pensando: como eu gosto dessa minha amiga. No mesmo dia recebeu um telefonema de Mariana: “Edu, você tem algum texto sobre São Paulo?”. “Outro, Mari?”. “É que os outros ficaram tão bons que eu queria criar um também, mas preciso de ajuda. Vem aqui?”. “Estou indo!”.
Não adiantou. Mesmo com toda a cautela Mariana o viu. Olhou fixamente para ele durante alguns segundos e, com um olhar frio, desviou o rosto para continuar a conversa com os amigos. Eduardo seguiu o mesmo caminho que Mariana não para segui-la, mas porque, por algum motivo, os caminhos se cruzaram. Na hora de se despedirem do mesmo caminho, Eduardo seguiu num olhar reto, sem saber se Mariana olhara alguma vez para trás. Já longe, ele passou a olhar para trás e a via, distante entre várias outras pessoas, mas sabia que era ela. Ela estava marcada no inconsciente dele. O cabelo (que antes era encaracolado e, agora, está liso), a blusa rosa (com a qual ela ia diversas vezes ao teatro), a calça jeans (que ele adorava), tudo. Conheceria Mariana mesmo que estivessem a milhões de quilômetros, separados por um mar de gente. Ainda assim ela seria reconhecida.
Aquele olhar fixo e gelado ficou rondando a cabeça de Eduardo que, chegando em casa, não teve outra reação senão entrar no banho. Um banho rápido, suficiente para uma limpeza higiênica, mas insuficientemente longo para um relaxamento de ideias. Saiu do banho, colocou a primeira calça moletom e a primeira camiseta que encontrou na frente. Colocou pipoca no microondas e esperou. Tomou um yakult, comeu um pão de mel com chocolate e deitou-se no sofá esperando que a pipoca estourasse. Assistiu a uma reprise inédita de The Big Bang Theory, que o ajudou a abrir algum sorriso. Pipoca estourada, acendeu um incenso que havia comprado no dia da Virada Cultural, desligou o telefone e assistiu a uma maratona de 8 horas de According to Jim, o que o deixou mais relaxado. Pegou no sono e decidiu se entregar ao sono profundo que Morfeu o proporcionou naquele momento. Sonhou com Mariana e deixou que o sonho seguisse sem mais nenhum remorso. No sonho, os dois se abraçavam enquanto ele repetia contente: FELIZ ANIVERSÁRIO.
Ney Matogrosso vai registrar seu show Beijo Bandido para gerar um novo DVD. O título, o nono da carreira videográfica do cantor, será registrado e lançado via EMI Music ainda no segundo semestre deste ano. Os shows ocorrerão no Rio de Janeiro (RJ).
Adriana Partimpim (heterônimo de Adriana Calcanhotto) registrou nos dias 22 e 23 de maio seu novo show, Dois é Show, para edição em DVD. O show foi registrado em duas apresentações na casa Vivo Rio (RJ). Além das canções registradas nos dois álbuns de Partimpim, o roteiro também conta com "Um Leão Está Solto nas Ruas", de Rossini Pinto. Sai no segundo semestre.
Produtor norte americano responsável pela produção e mixagem de álbuns de John Lennon e do grupo AC/DC, Roy Cicala foi convidado para produzir o próximo álbum de inéditas que Lobão deverá lançar em 2011. O álbum será gravado em São Paulo, mas a mixagem acontecerá em Los Angeles com a supervisão de Cicala. O álbum será editado pelo selo Universo Paralelo, do próprio Lobão, e distribuído pela SonyMusic. Aguardar.
E, aos poucos, vamos descobrindo mais canções inéditas que farão parte do repertório de Clímax. Depois de "Não me Venha mais com Amor", "Doce de Nós", "A Parte que me Cabe" e das possíveis "Keep Walking" e "De Todas que Vivi", a nova descoberta é "Lex". Uma canção envolvente que faz clara alusão à banda Radiohead. Marina apresentou essa e outras canções (dentre elas, alguns sucessos) no show que realizou no último dia 19 de maio na segunda edição do evento One Week, no shopping Iguatemi. O show foi fechado para convidados. Clímax, o show, deverá estrear entre julho e agosto; enquanto o Cd ainda não tem uma data confirmada para ser lançado. Aguardar.
Agora é a última barricada! Geyse Arruda vai escrever um livro! A "estrelinha" da rede Record parece que quer contar em sua autobiografia toda a sua carreira de loirinha burra vetada numa das piores universidades do país. A tal Arruda já causou polêmica, já participou de programas da Record e lançou uma linha de vestidos de gosto duvidoso. Agora, a... alguém sabe como classificá-la? Vai lançar sua autobiografia usando o seguinte argumento: "Há coisas que não posso contar em entrevistas. Quero falar da superação depois da humilhação. De tudo que vivi". Humilhação? Superação? Isso me lembra as atuais novelas de Manoel Carlos. Por favor, alguém de bom senso diga a "estrelinha" que o espaço dela é limitado. Se quer aparecer no vergonhoso programa Legendários, ou então fazer parte do circo de aberrações d'O Melhor do Brasil, tudo bem. Mas deixe a área de literatura para gente que entende do assunto. Geyse, vá terminar a faculdade e deixe-nos em paz!
Eduardo chegou em casa tarde da noite. Ou quase. Era meia-noite e alguma coisa. Não dá para saber bem, afinal ele mal prestou atenção no relógio. A adrenalina tomava conta do seu corpo. Queria ligar para Mariana, queria ouvir a voz dela. Os dois tinham acabado de se ver, mas ele sentia saudade. Uma saudade louca e intensa que corroia todos os seus “eus” interiores, que desconsiderava todos os seus “nãos” e faziam ecoar os seus “sims”. Ele olhava para o relógio sem saber bem que horas eram, mas também não estava muito interessado. Pensou em ligar para Mariana mais uma vez, mas já devia ser tarde e, mais uma vez, os dois acabaram de se ver. Na verdade passaram toda uma noite juntos, ou quase. Estiveram juntos das 18h até meia-noite. Mas ele queria poder ouvir a voz dela. Com os ânimos já calmos, desprovidos da adrenalina que o deixara eufórico para ouvir ou rever Mariana, ligou a televisão. Não conseguia se decidir entre um canal ou outro, queria simplesmente que uma imagem de Mariana surgisse na televisão. Era tempo de Virada Cultural. Sábado à meia-noite ainda. Viu um trecho do show da Céu na TV Cultura, mas não se entusiasmou para ver o restante. Não que o show não fosse bom, de fato era, mas o momento não era o mais indicado para ouvir coisas como “bobeou na crença, príncipe, volta ao seu posto de lenda”. Era tudo isso que ele queria. Que Mariana voltasse a ser uma lenda. Uma lenda interiorizada em seu peito. Só sua e de mais ninguém. Aquele segredo que ele guardara por exatas duas semanas e revelou ao mundo se arrependendo logo depois parecia agora bem mais pesado. Eduardo e Mariana se viam toda semana e passavam algumas horas juntos, mas nunca se falavam. Faziam teatro juntos. Eduardo há mais tempo e Mariana há menos. Começaram a fazer teatro depois que já não se falavam. Para ele, ela era uma grande paixão – a maior de toda a vida. Para ela, ele era um colega passional e asqueroso – o menor de toda a vida. Graças a essa paixão, Eduardo perdeu amigos, o sorriso e a boa vontade, todos recuperados depois de algum tempo (com exceção dos amigos). Mariana, por outro lado, apenas perdeu tempo de ler as besteiras que Eduardo escrevia. Ela gostava do que ele escrevia, mas, depois da briga (que não foi pequena), nunca mais leu nada dele. Nem um simples e-mail.
Eduardo olhava fixamente para o telefone, tentando criar coragem para ligar. Até se lembrar que, num momento de tristeza, decepção, mágoa e uma pitada de raiva, apagara o número dela da agenda eletrônica. Tentava, com muito esforço, puxar o número na memória por algum tipo de arquivo afetivo, mas nada. Nunca foi bom em decorar telefones. Quando olhou para o relógio mais uma vez viu que já havia passado da uma da manhã. Notou que estava sozinho em casa, num completo breu. O que não era nada esquisito, afinal morava sozinho. Ligou a TV mais uma vez e deu de cara com Jair Rodrigues cantando o seu “deixa que digam que pensem que falem” durante a Virada Cultural. Mudou de canal não por desgosto, mas por curiosidade para analisar o que mais estava na TV. Mariana não saia de sua cabeça, mas alguma coisa lhe dizia para parar de pensar nela. Finalmente parou em um canal. Fox. Algum tipo de série norte americana passava na TV. Algo como Bones, ou qualquer coisa do gênero. Deixou a TV ligada enquanto fazia um miojo que achara jogado na última prateleira do armário. Enquanto fazia o miojo lembrava-se dos tempos em que freqüentava a casa de Marina. Lembrava-se de chegar às 19h e só sair depois das 23h porque viravam a noite conversando, rindo, escrevendo, trabalhando. Ela lhe oferecendo miojo e ele sempre recusando tudo que ela lhe oferecia. Não por nojo, mas por conveniência. Não queria dar trabalho e, talvez, bem lá no fundo, não queria que ela saísse de perto dele. Conversavam sobre os amores, a vida, trocavam opiniões sobre texto, discutiam sobre as aulas de dança que faziam juntos, ele sabia de histórias antigas dos tempos em que ela morou sozinha em outra cidade enquanto criança, via fotos antigas, descobriam coincidências da vida como, por exemplo, terem feito o pré-primário juntos sem nunca se perceberem, ou então terem cursado o primário no mesmo colégio, sempre esbarrando no recreio, mas sem nunca se dar conta do que o futuro lhes guardava. Eduardo sempre a via como uma ótima amiga. Ela, por sua vez, o via como um bom colega. E assim os dois iam levando.
Acabou Bones e Eduardo se dá conta que deixou que a água fervendo se tornasse apenas fumaça. Colocou mais água para ferver e tentou não cair na tentação das lembranças de novo, mas era mais forte que ele.
Se lembrou dos tempos em que os dois andavam juntos falando sobre o nada. Dos tempos em que passavam por docerias. Ela sempre com um saco grande de balas oferecendo insistentemente, ele sempre recusando. Apenas por educação. Passavam em diversos lugares juntos até perceberem que já estava ficando tarde e que cada um precisava voltar para sua casa. Eduardo a deixava em casa e seguia até a dele, que ficava apenas uma ou duas quadras de distância. O tempo que passavam no telefone também não era pequeno. Ele ligava para ela, muitas vezes no celular. Era a única conta que não se importava em pagar. Falavam de tudo um pouco, da viagem dele para Portugal, das malas extraviadas na volta, dos trabalhos dela e de todos os problemas e diversões que a vida os havia proporcionado. Era um dejà-vu delicioso os dois juntos. Afinal, se conheciam, mas não se lembravam. Ela ligava para ele e encomendava um texto: “Preciso que me faça um texto descrevendo São Paulo daqui há 20 anos!”. Ele fazia três e a enviava por e-mail. Não chegava e ela ligava de novo: “Salva num pen drive e venha pra cá!”. Ele ia. Os dois se divertiam juntos.
O miojo já estava pronto. Eduardo não sentia tanta vontade de comer, mas sabia que deveria comer alguma coisa, afinal não podia passar o dia inteiro de barriga vazia, por mais que o saudosismo lhe alimentasse não seria o suficiente. Enquanto comia assistia a alguma reprise de Cold Case, que adorava. Quando acabou Cold Case, a louça já estava na pia pronta para ser lavada. Mudou mais uma vez para a TV Cultura e se deparou com Elza Soares cantando “eu trago bananas pra vender, banana de toda qualidade, quem vai querer?”. Eram três da matina e Eduardo só conseguia pensar em Mariana. Tomou um banho quente e demorado, não queria sair de debaixo do chuveiro. Queria passar a vida toda ali, com a água quente escorrendo em todo o seu corpo. Mas o seu senso ambientalista falava mais alto, então, quando viu que estava se excedendo, saiu do banho, colocou seu pijama e decidiu ir ler antes de dormir. Lia Fernanda Young, sua escritora favorita, mas ainda assim não se desconcentrava de Mariana. A história que lia era romântica e saudosista. Eduardo, na verdade, tinha mais saudade da amiga em si que da amante que nunca conheceu. A amizade e a saudade dela falavam mais alto. Mas o rosto fechado dela para ele, as palavras frias, os olhares sem expressão, tudo isso o consumia também. Eduardo terminou de ler os 5 capítulos aos quais se propunha por noite e decidiu enfim ir dormir as 3 horas que lhe eram precisas. Estaria de pé logo de manhã cedo e precisava de forças para isso.
Mas, mesmo saudoso, foi dormir feliz. Sabia que estava fazendo certo avanço na reconquista da amizade. Não forçava nada e tudo iria acontecer no tempo que deveria acontecer. Eles já riam juntos das mesmas besteiras, trocavam palavras, ela o encarava e, quando ele olhava, o olhar já não era mais desviado com raiva. Sabia que poderia estar (re) conquistando a amiga.
Os dois iriam se encontrar de novo no dia seguinte. Ensaio do teatro. Eduardo foi dormir feliz, com esperança e vontade de escrever uma história que contasse todas suas emoções. Mas o sono era tanto e o computador estava tão longe que decidiu deixar para uma próxima vez. Colocou a cabeça no travesseiro, dormiu e deixou que os sonhos fluíssem para que essa próxima vez não tardasse a chegar.
A partir de hoje vou postar, à revalia, textos de uma série criada por mim em parceria com Adriana Ricchi. Eduardo & Mariana é uma história de amor, amizade, saudade, paixão e arrependimento. Começamos hoje...
Com apenas um álbum lançado no mercado (o elogiado Maria Gadú, de 2009), Maria Gadú se prepara para fazer seu primeiro registro ao vivo. A cantora, que anda em alta no mercado desde que suas músicas passaram a figurar em séries e novelas globais, vai aproveitar as apresentações que realizará no dia 29 de julho para fazer o registro de seu primeiro DVD e Cd ao vivo. O show ocorrerá no Credicard Hall (São Paulo) e contará com algumas canções inéditas e convidados. Inesperado? Talvez. Precoce? Com certeza!
Palavras e mais palavras. Acho essa palavra, “palavras”, mágica. Na verdade todas as palavras são mágicas. Junções de letras que, individualmente podem significar de pouco a nada, mas, unidas, podem fundir (ou fuder) o mundo. É impressionante como a mistura de um n, um a, um c e um tal de cedilha, que foram ç, um a unido a um tal de til (ou ~) que forma um ã e um simples o foram uma NAÇÃO inteira. É também impressionante que as palavras, quando se unem, formam frases, todas de um místico poder construtivo e destrutivo. Você com palavras destrói vidas e constrói outras! Com palavras você dita o ódio ou formaliza a bondade. Você pode expressar o prazer através de sons formados por palavras que, se escritas, não têm sentido nenhum, mas faladas têm o sentido mais sexual e passional de todas. Um simples ã unido a um n (ou não) repetido várias e várias e várias e várias vezes é simplesmente orgasmático (ou pode simplesmente ser o próprio orgasmo). Uma palavra dita no momento correto pode formalizar casamentos, alguns “ãns” ditos depois numa cama de motel podem acabar com eles. A união de um s, um i e um m formam um belo SIM, que inicia romances, fecha negócios importantes, aceita boas idéias e constrói um império; Mas não se enganem, a união de um n, um ã e um o também pode salvar vidas. Cada palavra sozinha pode ter ou não o seu valor. Na realidade apenas as vogais, individualmente, têm seu valor. Um a, um e, um i, um o e um u são extremamente importantes. O u, individualmente, talvez nem tanto, e o i também não. Mas tente fazer uma frase demonstrativa sem um a, ou tente uma explicação plausível e comparativa sem um e, tente então unir tudo isso sem um o, é simplesmente ilógico.
Escobar sentenciava para Bentinho a importância dos números, uma 2 e 2 e você terá 22, mas some estes dois números e você terá um 4. Um 0 sozinho não vale nada, coloque-o à direita de um 5 e você terá 50. E blá, blá, blá. Escobar, naturalmente, não sabia da importância das palavras de sua fala. Tente sentenciar uma frase apenas com números. Tente me contar uma história em linguagem matemática sem utilizar um a, um b, um c, um d ou até mesmo um w. Impossível. Até para dizer o nome de um número é necessário que as letras se unam para formar uma sentença solitária. As letras são INDISPENSÁVEIS. Quem precisa saber que dois e dois são quatro quando temos a certeza que um a+m+o+r dá a palavra mais bela que existe: amor! Talvez não a palavra mais bela, mas sim o sentimento. Para alguns nem se quer o sentimento.
As palavras rimam também. Qual a graça de saber que um 0 à direita do 5 forma um 50 quando podemos saber que a terminação de poluição é a mesma de população, portanto a pronuncia fica parecida e temos uma linda rima, usada incansavelmente em canções de determinados compositores. Vale também lembrar que se não fossem as letras nós simplesmente não falaríamos, ou melhor, não seriamos nada, porque até em língua de libras você precisa saber que determinado sinal significa uma letra, para que você forme uma palavra, seguida por uma frase, seguida por outra e outra e descambe numa conversa. Entro aqui em defesa das palavras e da sua importância, que deixa os números muito aquém de sua relevância. Viram? Outra rima. Nem os homens das cavernas falariam se não fossem as palavras que, mesmo desalinhadas, formavam um som: FONÉTICA! Uma junção de três letras que, sozinhas, não significam quase nada, significam um dos atos mais prazerosos que existe... una s, e, x e o e vc terá SEXO!
Números? Quem precisa deles? Cortem-lhe as cabeças. A magia das palavras é mais inebriante e delicada... é um prazer inenarrável.
Palavras, palavras, palavras e mais palavras. VIVA A PALAVRA!
Depois de retornar aos palcos em 2009 acompanhada de DioneWarwick no showDioneWarwickinContert, Gal Costa retorna aos palcos cariocas antes de estrear a nova turnê, que ganhará registro em Cd e DVD. Gal retornará aos palcos acompanhada de Gil, como uma das convidadas no evento São João Carioca, na Quinta da Boa Vista. O evento ocorre dia 29 de maio e é uma antecipação da habitual festa junina carioca. A entrada é gratuita e, além de Gal, Gil também contará com outros convidados.
Uma das casas de shows mais importantes do Rio de Janeiro (se não for a mais importante), o Canecão fechou suas portas nesta segunda semana de maio. A tradicional cervejaria carioca teve de encerrar suas atividades graças a um processo movido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que alega em batalha judicial, desde 1997, que o terreno onde a casa está construída pertence à instituição de ensino. O reitor da UFRJ, Aloísio Teixeira, declarou que não fará acordo com o Canecão para a realização dos shows agendados para maio e junho na casa. A excessão será apenas para George Israel que já tinha toda a aparelhagem pronta e ingressos vendidos para a gravação de seu novo DVD na casa. O instituto canecão terá 20 dias para retirar toda a aparelhagem presente na casa, que será transformada numa espécie de Centro Cultural Educativo. O prefeiro Eduardo Paes lamentou o fechamento da tradicional cervejaria carioca e sugeriu uma licitação. O Canecão foi estreado na década de 60, e por seu palco já passaram grandes nomes da música brasileira e internacional, dentre eles Elis Regina, Maria Bethânia, Rita Lee, Erasmo Carlos, Roberto Carlos, Toquinho, Maysa, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ivan Lins, Marina Lima dentre tantos outros. Pena. Vai fazer falta.
Separados por 3 anos, o grupo carioca Kid Abelha deverá retornar de suas férias ainda este ano. O grupo, que tirou férias temporárias para que Paula Toller e George Israel pudessem divulgar suas respectivas carreiras solo. O trio informou que voltará á ativa tão logo George temrine a divulgação de seu novo álbum, 13 Parcerias com Cazuza. O show de reestreia da banda deverá ser gravado para ser editado em Cd e DVD para 2011. Aguardar.
Vanessa da Mata já se prepara para entrar em estúdio e gravar seu quarto álbum de estúdio. A cantora contará com a produção do multi facetado (e requisitado) Kassin. A cantora lançará o álbum no segundo semestre deste ano de 2010, o qual terá repertório marjoritariamente inédito. Uma das canções que deverão fazer parte do repertório é "Perfume Barato", a canção que dá nome ao show que a cantora vem apresentando para divulgar o álbum Multishow Ao Vivo Vanessa da Mata - Jardins e Flores de Sim. Também estarão presentes no álbum as parcerias iniciais com Gilberto Gil. Sai via Sony Music.
O novo show de Adriana Partimpim (heterônimoadotado por Adriana Calcanhotto para editar seus discos voltados ao público infantil - em foto de Mauro Ferreira), Dois é Show, chegará em São Paulo no mês de agosto para três apresentações no HSBC Brasil. Entre as canções interpretadas pela artista no show estão presentes pérolas gravadas no álbum de estreia, Adriana Partimpim (2004), como "Ciranda da Bailarina" (Chico Buarque/ Edu Lobo) e "Saiba" (Arnaldo Antunes). Uma das maiores surpresas do show é o rock "Um Leão Está Solto nas Ruas", de Rossini Pinto e lançada por Roberto Carlos em 1964 no álbum É Proibido Fumar. Eis o roteiro do show que estreou em Curitiba (PR) e passou já por Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ):
1- Baile Partimcundum 2- Menina, Menino 3- Saiba 4- Ciranda da Bailarina 5- Alface 6- Canção da Falsa Tartaruga 7- O Trenzinho do Caipira 8- As Borboletas 9- Alexandre 10- O Homem deu Nome a Todos os Animais 11- Um Leão Solto na Rua 12- Instrumental (apresentação da banda) 13- Gatinha Manhosa 14- Fico Assim sem Você 15- Oito Anos 16- Bim Bom
BIS:
1- Lig-Lig-Lé 2- Lição de Baião 3- Baile Partimcundum