Um blog, uma espécie de diário virtual para os meus devaneios. Não há aqui critério básico. Entrevistas, notícias, crônicas, textos, críticas, tudo pode, tudo rola, é proibido proibir e vale tudo! Afinal, já dizia Maysa, tudo é pessoal!
Bruno Cavalcanti.
Em 2011 a editora Rocco vai relançar os 10 livros de Fernanda Young (muitos já fora de catálogo) de forma avulsa e encaixotados. A versão encaixotada dos livros deverá conter um livro extra com declarações da autora sobre seus 10 livros e algumas reflexões sobre sua carreira como escritora, roteirista e apresentadora. É em 2011 também que deve sair o novo livro de Young, sucessor do delicioso O Pau (2009). Entre os livros relançados estarão títulos importantes em sua carreira, como Aritmética, Dores do Amor Romântico, Tudo Aquilo que Você não Soube e o supra-citado O Pau.
Opinião de musical Título: A Gaiola das Loucas Elenco: Miguel Falabella, Diogo Vilela, Sylvia Massari, Jorge Maya e grande elenco Direção, adaptação e versão das letras: Miguel Falabella Local: Teatro Bradesco - São Paulo (SP) Data: 03 de dezembro de 2010 Em cartaz até dia 19 de dezembro de 2010 Cotação: ****
Musical de Harvey Fierstein baseado na obra de Jean Poiret, A Gaiola das Loucas chegou ao Brasil pelas competentes mãos de Miguel Falabella. Autor da adaptação não só do texto como de todas as canções, Falabella soube bem como montar sua “gaiola” para agradar a todos os públicos. Desde aqueles que vão ao teatro em busca de boas risadas até aqueles que vão ao teatro para sair com alguma bagagem cultural/ emocional. Mas algo é unânime: A Gaiola das Loucas foi feita para agradar a qualquer fã de musicais.
Baseada na peça original de Jean Poiret, o musical trata, basicamente, do respeito pela diversidade e da beleza de um mundo avesso à sociedade. É assim que vivem Georges e Albin, vividos respectivamente por Falabella e Diogo Vilela, que são o dono e a estrela de um dos maiores cabarés de St. Tropez, A Gaiola das Loucas. A peça se desenrola quando o filho de Georges (fruto de uma aventura com uma corista na França) decide que vai se casar, mas sua noiva é filha do chefe de um partido moralista que é contra os homossexuais e toda e qualquer manifestação que tenha a ver com a homossexualidade. O garoto insiste para que o pai não dê pinta e para que Albin não apareça no jantar. No entanto, Albin (ou Zazá quando está travestido na estrela da “gaiola”) aparece no jantar para cobrir o buraco deixado pela mãe biológica do rapaz. Claro que isso tudo acontece apenas no segundo ato que, sem dúvida, é o mais sedutor. O primeiro ato também não deixa nada a desejar, afinal conta com cenário coloridíssimo e com um elenco talentosíssimo de 25 atores, cantores e bailarinos que dão um show como as “loucas” do cabaré.
A música parece estar em segundo plano no espetáculo, mesmo que Diogo Vilela seja um dos grandes destaques por sua voz muito bem trabalhada e emocionante, que chega a empolgar em diversos números, principalmente em “Eu Sou o que Sou”, versão de Falabella para “I Am What I Am”(que, aliás, se destaca entre todas as ótimas versões feitas por Falabella, muitos superiores às versões das canções de Hairspray), a canção mais conhecida do musical, propagada com sucesso na voz de Gloria Gaynor. O timing de humor dos dois atores consegue, por vezes, pesa mais que a música do espetáculo, principalmente quando Jorge Maya está em cena como o mordomo Jacó – ou Clodine, como prefere ser chamado. O ator dá um verdadeiro show e, por vezes, deixa Diogo e Falabella em segundo plano. Outra que também dá um verdadeiro show é Sylvia Massari que, de todo o elenco, é a que tem a voz mais talhada para o canto, destacando-a em diversos números coletivos. Pena que a atriz tenha uma participação tão limitada na pele de Jacqueline, amiga de Georges e Albin/ Zazá.
Enfim, a superprodução – capitaneada por Sandro Chaim, repetindo a parceria com Falabella que já rendeu os sucessos Os Produtores (2007) e no supracitado Hairspray (2009/ 2010) – faz com que pensemos que, na balança de A Gaiola das Loucas, a música pese menos. Pode até ser, mas que vale à pena assistir ao espetáculo com ou sem música isso vale. Num consenso geral, A Gaiola das Loucas é um dos melhores espetáculos em cartaz em São Paulo.
Estreia em São Paulo, no Teatro Alfa, em 2011 a versão brasileira do musical Evita. Com letras de Tim Rice e canções de Andrew Lloyd Webber, o musical chega numa versão feita por Jorge Takla, que montara anteriormente versões de My Fair Lady, West Side Story e O Rei e Eu. O espetáculo estreia em 19 de março e conta no elenco com nomes como Daniel Boaventura, Fred Silveira, Bianca Tadini e Paula Capovilla, além de 45 atores em cena.
Show dividido por Caetano Veloso co Maria Gadú, Duo ganhará registro ao vivo em Cd e DVD. O show (que estreou em 9 de novembro em Salvador e se encerra em 9 de dezembro em Recife) une o repertório dos dois cantores, com foco maior na obra de Caê. Entre as canções apresentadas estão "O Leãozinho", "Beleza Pura", "O Quereres", "Vaca Profana", "Nosso Estranho Amor", "Menino do Rio", "Vai Levando", "Shimbalaiê" e "Rapt-me Camaleoa", a canção de Caetano gravada por Gadú para a trilha do remake de Ti Ti Tie interpretada por ambos durante a apresentação de um prêmio. A única canção não autoral do repertório é "Trem das Onze", de Adoniran Barbosa.
50 Anos a Mil (capa acima) é o título da pseudo biografia escrita por Lobão com colaboração de Cláudio Tognolli ora editada pela Nova Fronteira. O livro conta um pouco das memórias do cantor nestes (mais de) 50 anos de vida e 28 anos de carreira, dentre causos de sua vida pessoal e profissional. A novidade é que, em seu site oficial, Lobão disponibilizou duas canções inéditas: "Das Tripas Coração" e "Song for Sampa", dois rocks, sendo o segundo um rock de segmento folk. Para fazer o download das canções basta acessar o siteoficial do cantor, se cadastrar e baixar as duas (boas) canções.
De acordo com o jornalista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, Maria Bethânia está prestes a cair na estrada mais uma vez. Nem bem encerrou sua última turnê, Amor, Festa e Devoção, baseado nos gêmeos Tua e Encanteria, lançados em 2009, a abelha rainha já prepara um novo show. Desta vez ela pretende cair na estrada com um show intitulado Sem Fantasia, onde interpreta apenas canções de Chico Buarque de Hollanda. Na agenda da interprete já estão marcadas apresentações no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. Fica para ano que vem.
Nascida carioca, a atriz Ada Chaseliov é um dos nomes mais importantes no cenário teatral brasileiro desde que surgiu na década de 70, mas no cinema. Ada é uma referência na dramaturgia brasileira, principalmente na área de musicais. Ela encerrou a pouco tempo uma temporada muito bem sucedida do musical “Gypsy’, onde interpretava a escrachada e hilária Electra, um papel que, a princípio parece ser pequeno, mas que cresce demais no conceito do público pelo ato de fazer rir e divertir.
Ada prende o público e já não é de hoje. Sua imagem sempre prendeu a atenção do público fosse no teatro, no cinema ou na televisão. Ada tem um encanto próprio que faz com que sua imagem nos prenda de tão intensa que demonstra ser. Ela é a atriz que mais fez musicais da dupla de papas Charles Möeller e Cláudio Botelho e disputa o prêmio de primeiríssima apenas com a recém-homenageada deste blog, Ivana Domenico. Ada, no entanto, não é uma cantriz. É uma atriz que canta (na definição da própria). E canta bem. Já é provado isso desde “As Malvadas”, primeiro musical de Charles Möeller e Cláudio Botelho, onde Ada deu vida à Amanda Plummer, a garota do partido. Foi ela quem deu vida também à Linda Porter no inesquecível “Cole Porter – Ele Nunca Disse que me Amava” e foi responsável por substituir Totia Meireles no belíssimo “Cristal Bacharach”. Diversidade é com Ada, que também encarnou, no teatro, Dóris Pelanca no grande clássico “Ópera do Malandro” e Frau Schmidt no musical “A Noviça Rebelde”, que faz parte do imaginário de qualquer ser humano que ao menos simpatize com musicais.
O grande público, no entanto, deve conhecer Ada de suas participações em novelas e minisséries. “A Muralha”, por exemplo, onde encarnou a inesquecível Leonor ou então em “Belíssima” onde encarnou a mãe super-protetora Ester Schneider, causando um grande desconforto na classe judaica pelo fato de a personagem ser uma das vilãs da trama e ainda ser judia. Mas ninguém jamais se esquecerá de sua participação em “Guerra dos Sexos”, onde viveu Manuela Marino, a mulher, mãe e esposa alcoólica que sumiu no meio da trama e, quando a julgavam morta, retornou triunfante e livre de seu vício. Mais atualmente fez uma pequena participação em “Passione”, outra novela de Silvio de Abreu, autor que, graças aos céus, sempre nos dá a chance de vê-la nem que seja por alguns instantes na telinha. Ada era Matilde, a dona do bordel onde Clara voltara a trabalhar logo no início da novela. Uma pequena participação que, para nós, fãs, é sempre enorme. Aliás, de pequenas participações na TV Ada se fez. Seja no “Castelo Rá-Tim-Bum” como uma bruxa má que decide se tornar boa; Seja em “Da Cor do Pecado” como a governanta mandona Solange, seja como a amante de um garotão em “Paraíso Tropical” ou seja uma hilária cinquentona loura que, com seu dinheiro, seduz Marcelo em “Sete Pecados” (atualmente em reprise no Vale à Pena ver de Novo). Enfim, seja como for é sempre uma alegria poder rever a Ada na telinha. E é sempre uma alegria poder vê-la ao vivo. Um primor de doçura, preocupada e atenciosa que, muito carinhosamente, deixou que eu a enchesse a paciência durante toda a temporada de “Gypsy” em São Paulo, me proporcionando a possibilidade de assistir ao musical diversas vezes (assisti 8 e, destas 8 umas 4 ou 5 me foram proporcionadas por Ada). Fiz uma entrevista com Ada, foram 20 perguntas e, destas 20, duas foram selecionadas por mim para postar aqui. Perguntas, inclusive, essenciais dentro do teatro musical Ada, muito gentil, as respondeu. Muito obrigado Chase.
1- Como você analisa o teatro musical brasileiro hoje? Está difundido no Brasil o conceito de ator completo que canta, dança e atua?
R: Com certeza já está muito difundido aqui e a tendência é só aumentar.
Quando comecei as atrizes cantavam, não tinham “Cantrizes”.
No primeiro musical, As Malvadas, tive um choque.
O elenco reunia umas das melhores vozes até hoje, do nosso panorama de teatro musical
Gottsha, Kiara Sasso, Alessandra Maestrinie Ivana Domenico.
A sorte é que eu era a única atriz experiente!
Conviver com essas vozes incríveis me ajudou bastante e também sempre fiz aulas de canto.
É uma profissão onde a gente não pode parar de estudar, principalmente em musical.
2- É possível viver apenas de teatro musical no Brasil?
R: Difícil responder isso, pois o problema eterno do ator é quando não está empregado.
Acho que a prática de pagar salários e não percentual de bilheteria, em teatro musical, dá certa garantia ao ator.
O grande problema é que dependemos totalmente de patrocínio, então peças que fazem o maior sucesso e poderiam ficar meses e meses, são obrigadas a sair de cartaz.
Esta é uma singela, singelíssima citação, mas feita de todo o coração para uma das minhas atrizes favoritas. Admirada como profissional e como pessoa. Chase (ela com certeza vai odiar essa intimidade), um beijo carinhoso.