quarta-feira, 7 de julho de 2010

Guru da música brasileira, Ezequiel Neves se vai


Considerado como o "guru da música brasileira", o produtor e compositor Ezequiel Neves (1935-2010) saiu de cena nesta tarde de quarta-feira (07 de julho de 2010) aos 74 anos recorrente de complicações de um tumor no cérebro, cirrose e efisema. Ezequiel foi um dos principais diretores artísticos da gravadora Som Livre (na época presidida por João Araújo) e foi também responsável pela descoberta (e ascensão) do grupo Barão Vermelho (e, mais tarde, pela bem sucedida carreira solo de Cazuza). Foi também responsável pela direção artística de álbuns de artistas lendários, como Rita Lee, Marina Lima, Zizi Possi, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana e Titãs. Ezequiel sai de cena no mesmo dia em que se comemora 20 anos da morte do poeta exagerado, Cazuza.

"Rei" combaterá revisão da lei de direitos autorais


O "rei" Roberto Carlos informou à imprensa, por meio de seu empresário Dody Sirena, que irá se engajar na campanha contra a revisão da lei de direitos autorais, informa a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo. De acordo com Sirena, o cantor está disposto a sair às ruas em protesto à revisão, participando da passeata em Brasília.
"Se essas propostas forem enviadas ao Congresso, ele vai participar de passeata em Brasília, vai para a imprensa, vai fazer tudo o que precisar", diz o empresário.
A revisão da lei de direitos autorais visa que sejam legalizados todo e qualquer uso da obra dos artistas, estejam eles vivos ou mortos. Elas cairiam em domínio público, por assim dizer.

Lorena Calábria pode ir para o SBT


Longe das telinhas desde que deixou o comando do matinal Dia a Dia, a jornalista Lorena Calábria pode estar de passagem marcada para o SBT. Ela, que já não tem mais contrato com a Band, poderá assinar contrato com a emissora do baú para apresentar uma revista eletrônica, nos moldes do fracassado Olha Você. Lorena já foi vista passeando pelos estúdios do SBT nos últimos dias, mas nada foi confirmado ainda. Aguardar...

Fonte: Fórum Na Telinha.

Galisteu pode estar na bancada do "Saia Justa"


Forte candidata a assumir o posto de uma das apresentadoras do programa Saia Justa (GNT/ Globosat), Adriane Galisteu pode fazer parte da bancada já nessa próxima temporada. A apresentadora vem sendo sondada desde 2005, mas não pôde aceitar o convite por manter contrato de exclusividade com o SBT (diferente do mantido hoje pro Marília Gabriela, que permite que ela mantenha programas distintos em emissoras fechadas ou de escalão secundário no ibope). Galisteu tem contrato até o fim do ano com a Band, mas vem sido mantida na geladeira da emissora desde o término de seu programa Toda Sexta. Se Galisteu realmente aceitar a possível proposta do GNT ela terá de ser substituída até o fim de sua licença maternidade.

Fonte: NET TV

Marília comanda GNT, SBT e, agora, Cultura


Que Marília Gabriela é uma das melhores jornalistas do Brasil (senão a melhor), ninguém tem dúvida. E ninguém duvida também da força que a loira tem em todo o país no quesito "entretenimento". E é por isso que, hoje, ela está á frente de nada menos que três programas em três emissoras diferentes. Sim, senhores, Gabi alcançou um fato inédito no jornalismo brasileiro. Ela hoje não só apresenta seus programas Marília Gabriela Entrevista (GNT/ Globosat) e De Frente com Gabi (SBT), como também é âncora do programa Roda Viva (TV Cultura). Marília assinou contrato essa semana na emissora e assume o comando do (ótimo) programa em agosto.
Há quem diga também que Marília fará parte do casting do novo Saia Justa, que estreia agora neste segundo semestre no GNT, mas a ideia tem sido evitada pela emissora, para evitar o confronto de egos entre Marília e a também jornalista (e âncora do programa há 8 anos) Mônica Waldvogel.

"Gypsy" aporta em São Paulo


Mais um musical com a assinatura da dupla Möller&Botelho, Gypsy aporta em São Paulo em 23 de julho, para cumprir curta temporada no Teatro Alfa. O espetáculo é baseado na biografia da stripper Gypsy Rose Lee, e tem como personagem principal Rose (Mama Rose), uma mãe dominadora que sonha em ver as filhas se tornarem estrelas do teatro e, para isso, não mede esforços. O enredo se desenrola sobretudo quando a filha mais velha, Gypsy Rose Lee, se torna uma stripper, acompanhando a evolução do entretenimento norte americana do início do século passado.
O elenco conta com nomes de peso, como Renata Ricci (June Lee), Adriana Garambone (Gypsy Rose Lee), Eduardo Galvão (Herbie) e, o destaque, Totia Meireles (Mama Rose).

Quintas 21h/ Sexta: 21:30

Setor VIP: R$ 120,00
Plateia: R$ 100,00
Balcão I: R$ 80,00
Balcão II: R$ 60,00

Sábados 20h/ Domingos 17h

Setor VIP: R$ 140,00
Plateia: R$ 120,00
Balcão I: R$ 100,00
Balcão II: R$ 80,00


O espetáculo estreia dia 23 de julho (sexta) e não é recomendado para menores de 10 anos.
Duração: 3h com 15 minutos de intervalo.

21º Prêmio da Música Brasileira - Indicados


Liderando o número de indicações do 21º Prêmio da Música Brasileira, Maria Bethânia faz parte dos artistas que concorrem ao prêmio mais importante da música braisleira. Com os indicados divulgados esta semana, o único que se aproxima do número de indicações de Maria Bethânia é Ney Matogrosso. O cantor tem 4 indicações por conta de seu (ótimo) álbum Beijo Bandido, de 2009, contra 7 indicações de Bethânia pelos discos Encanteria e Tua, ambos de 2009 também. A premiação acontece em 11 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e contará com homenagem à Dona Ivone Lara. Veja abaixo a lista de indicados:

CATEGORIA ARRANJADOR
Arranjador
• Mario Adnet por Afro Samba Jazz- A Música de Baden Powell - Mario Adnet e Philippe Baden Powell
• Maurício Carrilho por Brasileiro Saxofone - Nailor Proveta
• Philippe Baden Powell por Afro Samba Jazz - A Música de Baden Powell - Mario Adnet e Philippe Baden Powell

CATEGORIA CANÇÃO
Melhor Canção
• Encanteria (Paulo César Pinheiro) - CD Encanteria, de Maria Bethânia
• Feita na Bahia (Roque Ferreira) - CD Encanteria, de Maria Bethânia
• Saudade (Chico César e Paulinho Moska) - CD Tua, de Maria Bethânia

CATEGORIA PROJETO VISUAL
• Manacá, disco Manacá - Retina 78
• Maria Bethânia, disco Encanteria - Gringo Cardia
• Ney Matogrosso, disco Beijo Bandido - Ocimar Versolato

CATEGORIA REVELAÇÃO
• Alexandre Gismonti Trio
• Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz
• Maria Gadú

CATEGORIA CANÇÃO POPULAR
Melhor Disco
• Autorretrato, de Kleiton e Kledir
• Tecnomacumba a Tempo e ao Vivo, de Rita Ribeiro
• O Coração do Homem-Bomba ao Vivo Mesmo, de Zeca Baleiro

Melhor Dupla
• Edson e Hudson (Despedida)
• Victor & Leo (Ao Vivo e em Cores em São Paulo)
• Zezé Di Camargo & Luciano (Duas Horas de Sucesso ao Vivo)

Melhor Grupo
• DNA (Pode Acreditar)

• San Marino (Simples, mas Autêntico)
• Trilogia (Jogatina)

Melhor Cantor
• Cauby Peixoto (Cauby Interpreta Roberto)
• Fagner (Uma Canção no Rádio)
• Zeca Baleiro (O Coração do Homem-Bomba ao Vivo Mesmo)

Melhor Cantora
• Patricia Mellodi (Pacote Mais que Completo)
• Paula Fernandes (Pássaro de Fogo)
• Rita Ribeiro (Tecnomacumba a Tempo e ao Vivo)

CATEGORIA INSTRUMENTAL
Melhor Disco
• Saudade do Cordão, de Guinga e Paulo Sérgio Santos
• Afro Samba Jazz - A Música de Baden Powell, de Mario Adnet e Philippe Baden Powell
• Luz da Aurora, de Yamandú Costa e Hamilton de Holanda

Melhor Solista
• Altamiro Carrilho (Primeira Noite em Niterói/Segunda Noite em Niterói)
• Hamilton de Holanda (Luz da Aurora)
• Yamandú Costa (Luz da Aurora)

Melhor Grupo
• João Donato Trio (Sambolero)
• Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz (LetieresLeite e OrkestraRumpilezz)
• Rabo De Lagartixa (O Papagaio do Moleque)

CATEGORIA MPB
Melhor Disco
• Não Vou Pro Céu mas Já Não Vivo no Chão, de João Bosco
• Encanteria, de Maria Bethânia
• Beijo Bandido, de Ney Matogrosso

Melhor Grupo
• 4 Cabeça (4 Cabeça)
• Escambo (Flúor)
• Fausto Prado e Caetano Silveira (Cidade Baixa)

Melhor Cantor
• João Bosco (Não Vou Pro Céu mas Já Não Vivo no Chão)
• Ney Matogrosso (Beijo Bandido)
• Zé Renato (Zé Renato ao Vivo)

Melhor Cantora
• Maria Bethânia (Encanteria)
• Nana Caymmi (Sem Poupar Coração)
• Roberta Sá (Pra se Ter Alegria)

CATEGORIA POP/ROCK/REGGAE/ HIPHOP/FUNK
Melhor Disco
• Zii e Zie, de Caetano Veloso
• Rock'n'Roll, de Erasmo Carlos
• Pelo Sabor do Gesto, de Zélia Duncan

Melhor Grupo
• Móveis Coloniais de Acaju (C_Mpl_Te)
• Mundo Livre S/A (Combat Samba)
• Paralamas do Sucesso (Brasil Afora)

Melhor Cantor
• Caetano Veloso (Zii e Zie)
• Ed Motta (Piquenique)
• Lulu Santos (Singular)

Melhor Cantora
• Céu (Vagarosa)
• Daniela Mercury (Canibália)
• Zélia Duncan (Pelo Sabor do Gesto)

CATEGORIA REGIONAL
Melhor Disco
• Alma Cabocla, de Ana Salvagni
• Viva Elpídio, de Oswaldinho e Marisa Viana
• Violas de Bronze, de Siba e Roberto Corrêa

Melhor Dupla
• Chitãozinho e Xororó (Se For pra Ser Feliz)
• Gino e Geno (Pode Chamar Nóis)
• Rodrigo Sater e Yassír Chediak (Tiago e Juvenal - Os Violeiros da novela Paraíso)

Melhor Grupo
• Frevo Diabo (Frevo Diabo)
• Luciano Maia e Quarteto Riograndense (Encomenda)
• Trio Virgulino (Isso Aqui Tá Bom Demais)

Melhor Cantor
• Gaúcho da Fronteira (Gaúcho Doble Chapa)
• Juraildes da Cruz (Roda Gigante)
• Targino Gondim (Canções de Luiz)

Melhor Cantora
• Claudia Cunha (Responde à Roda)

• Elba Ramalho (Balaio de Amor)
• Patrícia Bastos (Eu Sou Caboca)

CATEGORIA SAMBA
Melhor Disco
• Chutando o Balde, de Nei Lopes
• Tantinho Canta Padeirinho da Mangueira, de Tantinho
• Preceito, de Toninho Geraes

Melhor Grupo
• Casuarina (MTV Apresenta Casuarina)
• Galocantô (Lirismo do Rio)
• Sandália de Prata (Samba Pesado)

Melhor Cantor
• Moyseis Marques (Fases do Coração)
• Tantinho (Tantinho Canta Padeirinho da Mangueira)
• Zeca Pagodinho (Uma Prova de Amor ao Vivo - Especial MTV)

Melhor Cantora
• Alcione (Acesa)
• Aline Calixto (Aline Calixto)
• Luiza Dionizio (Devoção)

FINALISTAS - ESPECIAIS
DVD
• Luz Negra - Fernanda Takai
• BandaDois - Gilberto Gil
• Multishow ao Vivo - Vanessa da Mata

Disco Língua Estrangeira
• Beatles 69 Vol. 01, 02 e 03 - Vários artistas
• Songs 4 U - Daniel Boaventura
• Tributo a Ella Fitzgerald - Jane Duboc e Vitor Biglione

Disco Erudito
• Debussy - Nelson Freire
• Shumann Sinfonia nº 2 Sinfonia nº 4 - Osesp
• Villa-Lobos - Um Clássico Popular - Quinteto Villa-Lobos

Disco Infantil
• Partimpim Dois - Adriana Partimpim
• Pequeno Cidadão - Arnaldo Antunes, Edgard Scandurra, Antonio Pinto e Taciana Barros
• Projeto Guri Convida - Projeto Guri – Vários artistas

Disco Projeto Especial
• Entre Amigos - Dolores Duran
• O Baile do Simonal - Vários artistas
• Ataulfo Alves - 100 Anos - Vários artistas

Disco Eletrônico
• Essa Moça Tá Diferente - DJ Zé Pedro
• Organismo Eletrônico - Pedra Branca
• Ultrasom - Siri

VOTO POPULAR
Cantor
Caetano Veloso
Cauby Peixoto
Ed Motta
Fagner
Gaúcho da Fronteira
João Bosco
Juraildes da Cruz
Lulu Santos
Moyseis Marques
Ney Matogrosso
Tantinho
Targino Gondim
Zé Renato
Zeca Baleiro
Zeca Pagodinho

Cantora
Alcione
Aline Calixto
Céu
Claudia Cunha
Daniela Mercury
Elba Ramalho
Luiza Dionizio
Maria Bethânia
Nana Caymmi
Patricia Bastos
Patricia Mellodi
Paula Fernandes
Rita Ribeiro
Roberta Sá
Zélia Duncan



Fonte: Notas Musicais

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Wanderléa lança DVD em julho


Inicialmente previsto para maio, o DVD que registra o (bom) show Nova Estação, de Wanderléa, será lançado na segunda quinzena de julho via Lua Music. O projeto (gravado em 2009 no Teatro Fecap, em São Paulo) contou com a participação especial do compositor e cantor Arnaldo Antunes, que põe voz em "Se Tudo Pode Acontecer", canção de sua autoria regravada pela "ternurinha" em 2009 em seu álbum Nova Estação.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Mariana & Eduardo: Uma outra visão...

Mariana acordou cedo. Não quis tomar café, estava enjoada. Havia se excedido nas doses de vinho na noite anterior. Não costumava beber, mas sabia dos efeitos da bebida. Ficara bêbada apenas duas vezes, e não tinha boas recordações (quando tinha recordações). Bebia sempre um copo de água após cada taça de vinho ou de qualquer outra bebida com álcool. Não ficava de ressaca no dia seguinte, apenas muito enjoada.

Pegou uma maçã na fruteira, uma garrafa com água filtrada e saiu para o trabalho. Na bolsa tinha apenas o essencial: escova de cabelo, contas a pagar, um livro da série Crepúsculo e R$ 20,00. Tinha nos ouvidos dois fones plugados ao celular. Ouvia alguma banda teen indicada por alguma amiga. Ia andando até o prédio onde trabalhava. Encontrava alguns conhecidos no caminho, mas raramente parava para iniciar uma conversa longa. Era sucinta. Se passava do “bom dia”, ela já ia se despedindo para não se atrasar. Tudo rondava sua cabeça, desde os trabalhos que deveria entregar naquele dia até os que levaria para casa para o dia (ou a semana) seguinte. Encontrava conhecidos na portaria, mas também pouco se alongava ao cumprimentá-los. A rotina era sempre a mesma. Era designer e se especializara em reformar interiores. Era uma pessoa extremamente paciente, porém decidida e exigente. Era orgulhosa também, mas esse era um defeito que gostava de esconder, mostrava-o apenas para aqueles escolhidos, como Eduardo. Não costumava perder tempo pensando em Eduardo, mesmo que o visse toda semana.

Entrou no prédio, subiu o elevador e, ao passar pela secretária, sentenciou apenas: “Por favor, me traga um remédio para enjôo. Não estou bem!”. A secretária era lerda, então Mariana, antes de entrar na sala, reforçou: “Agora!”. Comeu metade da maçã que havia pego logo no início da manhã, ameaçou terminá-la, mas não tinha estômago pra isso. Bebeu um gole da água, mas também não tinha estômago para ela. Esperava o remédio que a secretária ainda estava pensando em ir comprar. Abriu o laptop e começou a trabalhar no interior da casa de uma nova cliente. A mulher não sabia bem o que queria, mas tinha decidido mudar de ares. O marido tinha se matado na sala, e ela decidira mudar a casa toda: “A morte dele acabou com a minha sala e contaminou todos os outros cômodos!”. Mariana tinha liberdade para trabalhar a casa do modo que achasse mais interessante, afinal a viúva não opinaria por medo de que as lembranças que tinha do marido interferissem na mudança de um modo geral.

A secretária enfim chegou com o remédio. Mariana tomou uma cápsula a seco e voltou ao trabalho. O enjôo ainda era forte, mas ela tinha certeza de que aguentaria. Se levantou e foi até a janela para tomar um ar. O telefone tocou. Mariana não tinha vontade de ouvir a voz de ninguém, senão a da sua própria cabeça lhe dizendo que o sofá vermelho deveria estar no escritório do marido morto, e não na sala. O telefone continuou tocando insistentemente. Mariana apenas o encarava sem curiosidade de saber quem ligava. Parou de tocar. O alívio tomou conta de sua cabeça. Decidiu voltar ao trabalho. Quando se sentou o telefone voltou a tocar. Decidiu atender. Era Lucas, seu vizinho de sala. Ele estava desesperado. “Mariana, você guardou os arquivos do quarto do doutor Eugênio?!”. “Não, por quê?”. “Eles sumiram do meu computador!”. “Como assim sumiram?”. “Desapareceram! Eles estavam aqui ontem e hoje desapareceram. Os pisos, as cortinas, o guarda-roupa, todos os dados que eu tinha sumiram!”. “Mas por que você não fez um backup?”. “Eu fiz.” “Pois então?”. “Eu não encontro o Cd”. “Então espera que depois eu vou aí te ajudar. De nada. Tchau.”. Desligou o telefone achando graça do descuido do colega. Já não sentia mais tanto enjôo e o medo de ter uma dor de cabeça foi diminuindo. Chamou a secretária. “Sim, dona Mariana?”. “Ligue para o doutor Rigel e pergunte se posso ir até a casa dele ainda essa semana para decidir os móveis da sala de jantar.”. “Sim, senhora”. “Ah, e mais uma coisa, ligue para minha mãe e pergunte a ela se iremos almoçar hoje.”. “Sim, senhora.”.

Mariana tinha uma boa relação com a mãe. Desde que se separou do pai de Mariana, dona Cida se tornou uma mulher independente e forte. Mudou-se para São José dos Campos com Mariana quando esta ainda era criança. Quando retornou para São Paulo, sem Mariana, conheceu Carlos, com quem teve outro filho: Cristiano. Separou-se de Carlos quando Cristiano tinha 2 anos. Os dois viraram amigos. Cida era atriz, mas tinha se especializado como chefe de cozinha. Era cozinheira de mão cheia. Voltou para São José dos Campos e mandou Mariana de volta a São Paulo para estudar e viver com a tia, Ângela.

“Dona Mariana?”. “Sim, Rita, o que foi?”. “Sua mãe disse que vai almoçar com a senhora no restaurante de sempre. Disse que a senhora pode ir direto que ela a aguarda lá. O Doutor Rigel pediu para avisar que os móveis já foram escolhidos. Ele quer que a senhora o ajude a decidir a cor do piso.”. “Certo, obrigada Rita.”.

Tomou mais um gole de água e continuou a trabalhar na casa do defunto. O telefone tocou mais uma vez, Mariana atendeu no primeiro toque. Era Rita. “Dona Mariana, a senhora se importa se eu for almoçar um pouco mais cedo hoje?”. “Não, Rita, pode ir.”. “Obrigado”. Voltou ao trabalho e continuou se decidindo sobre o lugar mais adequado para o sofá vermelho que vira numa loja semana passada e achara ideal para o escritório do falecido. A viúva também adorou, mas preferia o sofá na sala. Quando decidiu fazer uma pausa, depois de umas duas horas, abriu uma pasta secreta no seu computador. Tinha diversas fotos na pasta, inclusive fotos do teatro que frequentava toda semana. Olhava atentamente as fotos, mas olhava especificamente para um único personagem da foto. Cássio.

Cássio e Mariana se conheceram quando ele, após ver uma das peças do grupo, ficara encantado e decidira pedir um espaço. Na verdade, entrou junto com Mariana. Os dos fizeram amizade de cara, e Mariana o admirava. Não era o tipo forte e atlético ao qual estava acostumada, tampouco muito inteligente, ou um bom ator, mas era mais velho e tinha um gosto apurado por rock. Conhecia o melhor do rock internacional, vivia de preto e pintava o cabelo das cores mais inusitadas possíveis. Mariana adorou a originalidade dele. Era peculiar, parecido com tudo que ela conhecia, mas extremamente diferente. Ele estava próximo dela. Tinha a língua enrolada e completa dificuldade para terminar uma frase, fazia o tipo “garanhão”, mas era extremamente songo. Era magro, tinha péssima postura e não conhecia as artes, mas não era burro. Era normal. E Mariana adorava o normal. As excentricidades ela deixava para lá. Eduardo era excêntrico, e Mariana não via tanto encanto nele. Estava apaixonada, mas nada muito intenso. Gostaria de estar com ele, mas não de ganhar flores, chocolates, ou que ele fosse buscá-la todos os dias em seus compromissos. Até porque ele não era desse tipo. Ele não tinha um tipo definido. E Mariana adorava. Mas ele não queria nada com ela. Via nela apenas uma mulher com quem poderia ter: ou uma noite de um prazer duvidoso, ou uma amizade calcada em futilidades pouco engraçadas. Escolheu a segunda. Achava Mariana atraente, mas imatura para seus padrões. Decidiu então não fazer nada a não ser entretê-la com seus conhecimentos peculiares e seu jeito de falar enrolado e difícil de ser entendido. Cássio não se interessava por ela. Não como seu irmão, Arnaldo. Ou até mesmo Eduardo. Arnaldo tinha uma paixão avassaladora por Mariana e ela sabia disso, mas não dava esperanças para ele, apenas brincava um pouco, mas só.

Mariana estava confusa e indecisa: não sabia mais se colocava o sofá vermelho no escritório para combinar com as paredes escuras avermelhadas, ou se pintava a sala inteira de vermelho para deixar o sofá ali e satisfazer a viúva. Decidiu fumar um cigarro e tentar se decidir na hora do almoço pedindo a opinião da mãe que, com certeza, diria que o sofá deveria ficar no escritório, dando a certeza que Mariana queria. Abriu a gaveta para pegar o maço de cigarros e as chaves do carro do escritório, que usava na hora do almoço. Dentro da gaveta se deparou com um livro que havia esquecido ali. Era um livro de crônicas, presente que Eduardo dera há alguns dias atrás. Na orelha de baixo do livro estava escrito: “Para Mariana. Com carinho. Eduardo.”. Ela encarou o livro por alguns instantes e se lembrou de alguns textos dele, lembrou-se de quão talentoso ele era e de como riram juntos falando de tudo. Desde os amigos até as bobagens que diziam juntos quando estavam com a mãe dela. Eduardo era amigo da mãe de Mariana, que também fazia teatro com eles. Eduardo a levou para o grupo e Mariana sabia disso. Uma pequena porcentagem dela era grata a ele por tê-la, indiretamente, apresentado ao grupo e aos palcos. Ela abriu o livro, leu a primeira linha da história (que ainda não tinha nem ameaçado começar a ler) e voltou a guardá-lo. Suspirou por alguns segundos e deixou que a idéia de retomar a amizade com Eduardo passasse por sua cabeça. Mas o orgulho retirou-a do pensamento rapidamente. Pegou o cigarro, as chaves, guardou o livro, fechou a gaveta e foi encontrar com sua mãe. Ao sair apenas disse: “Rita, se o doutor Rigel ligar diga a ele que estou no celular”.

DVD de Caetano ainda é incerto


Enquanto realiza shows de sua turnê Zii e Zie pela Europa, Caetano Veloso ainda não sabe se registrará ou não o tão esperado DVD com imagens dessa sua (ótima) turnê. A ideia surgiu enquanto o compositor fazia shows pelo Brasil, mas especulou-se que, com o encerramento da turnê em terras tupiniquins, Caetano não registraria mais o show em DVD. Agora a ideia é abordada pelo compositor mais uma vez. Caso o projeto seja realmente viabilizado, a gravação ocorrerá só após o encerramento da turnê pela Europa. Agora é aguardar.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Leila se adequa ao universo irregular de Russo


Opinião de Cd
Título: Meu Segredo Mais Sincero
Artista: Leila Pinheiro
Gravadora: Tacacá Music/ Biscoito Fino
Cotação: *** 1/2

Álbum idealizado por Leila Pinheiro para comemorar seus 30 anos de carreira (e 50 de vida), Meu Segredo Mais Sincero é um dos títulos mais curiosos da discografia da cantora. Com repertório calcado na obra de Renato Russo, o álbum tem sonoridade leve, que remete mais a fase solo da carreira de Russo que ao tempo em que passou à frente da banda Legião Urbana.

O álbum é aberto com abordagem leve e curiosa de “Ainda é Cedo” (Ico Ouro Preto/ Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá), que perdeu o tom roqueiro e ganhou versão menos pop. As canções de Russo se adaptam bem à voz de Leila (que já interpreta canções do compositor desde 1987), talvez por isso “Índios” soe mais tragável na voz de Leila que na melancólica voz do autor. Diferente do que pregam os mais saudosistas ou os seguidores fiéis de Renato e da banda Legião Urbana, a obra do compositor brasiliense não é tão irretocável, prova disso são temas menores, como “Quando Você Voltar” (Renato Russo/ Dado Villa-Lobos/ Marcelo Bonfá), que não mostra brilho na gravação original, nem na (boa) abordagem de Leila, assim como toda a falta de linearidade de “O Teatro dos Vampiros” (Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá) fica ainda mais visível na abordagem folk dada pela cantora. Tema de importância menor na obra de Renato, “Angra dos Reis” ganha versão que a deixa em destaque no álbum, assim como “Daniel na Cova dos Leões”, que acabou por fazer o caminho inverso. Tema composto por Leila em parceria com Renato e lançado pela cantora em 2006 no álbum Nos Horizontes do Mundo, “Hoje” reaparece repaginada, numa versão que agrega cordas e eventuais sopros programados. A faixa continua tão envolvente quanto sua gravação original. Mérito do quarteto que acompanha Leila no álbum. É também mérito do quarteto o arranjo econômico que tornou a maçante “Pais e Filhos” numa faixa tragável de 2 minutos e 59 segundos. Infelizmente “Tempo Perdido” não soa, em estúdio, tão sedutora quanto o registro feito por Leila no DVD Nos Horizontes do Mundo (2007).

“Há Tempos” (Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá) e “Metal Contra as Nuvens” (Dado Villa-Lobos/ Renato Rocha/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá) são os dois temas de maior pegada pop do álbum, enquanto “Eu Sei” segue a mesma linha insossa de sua gravação original. “Andréa Dória” só vale realmente pela emoção e técnica de Leila ao interpretá-la. Um dos grandes destaques do álbum, não por acaso, não é uma composição de Russo, mas sim um dueto de Leila com o cantor numa canção de terceiros. A italiana “La Solitudine” (P. Cremonesi/ A. Valsiglio/ F. Cavalli), retirada do álbum Renato Russo Duetos (2009) é, com certeza, um dos momentos mais belos do álbum, que é encerrado com uma bela vinheta de “Perfeição” apenas com a voz límpida e sempre em forma de Leila Pinheiro.

Enfim, Meu Segredo Mais Sincero vale mais pela cantora Leila Pinheiro que pelo compositor Renato Russo. Mas é bela homenagem feita para um compositor endeusado como o mito que, de fato, nunca foi.


Lulu registra segundo volume da série "Acústico"


Lulu Santos registrou neste mês de junho um segundo volume da série Acústico Mtv. O cantor (que em 2000 registrou o primeiro volume) fez o registro no Rio de Janeiro, no estúdio Oscarito, no Polo Cine Vídeo. A gravação dará origem a Cd, DVD e blue-ray (o primeiro do cantor) e contou com a participação de Marina De la Riva, que cantou versos em espanhol no sucesso "Adivinha o Quê". Entre sucessos como "Tempos Modernos" e "Toda Forma de Amor", Lulu incluiu uma canção inédita e fez incursão nos universos de Jorge Ben Jor ("Tuareg"), Caetano Veloso ("Odara") e Gilberto Gil ("Ela Falava Nisso Todo Dia"). O projeto é o terceiro trabalho de Lulu com o selo da MTV (ele já gravou, além da série acústico, um Cd e DVD Mtv Ao Vivo). O projeto será uma comemoração dos 20 anos de vida da MTV Brasil, que contaria com acústico de Caetano Veloso, que teve de adiar sua gravação devido à turnê Zii e Zie no exterior.

Fonte: Música Brasil.

Titãs registram (mais uma vez) "Go Back"


Parceria póstuma de Sérgio Britto com o poeta Torquato Netto, "Go Back" ganha sua quarta gravação feita pelo grupo (reduzido, de quinteto, a quarteto com a saída de Charles Gavin em 2009). O fonograma será utilizado na trilha sonora da novela Ti-Ti-Ti, próximo folhetim das 19h que estreia em julho na Rede Globo. A primeira gravação da canção aconteceu em 1984, no álbum Titãs. Depois foi a vez do álbum ao vivo batizado com o nome da canção, em 88. E, por último no Acústico Mtv gravado pelo grupo em 1997.
A gravação foi pilotada por Rick Bonadio no estúdio Midas, em São Paulo.

Fonte: Notas Musicais.

"Alegria" rende à Roberta DVD de ouro


Belo DVD registrado por Roberta Sá em 2009 com show na casa Vivo Rio, Pra se Ter Alegria - Ao Vivo no Rio rendeu à cantora, neste ano de 2010, um DVD de ouro. A notícia foi dada pela própria Roberta, que postou nota e foto (acima) em seu twitter oficial.
Valeu.

Gil põe fé em ótima festa junina


Opinião de Cd
Título: Fé na Festa
Artista: Gilberto Gil
Gravadora: Geléia Geral/ Universal Music
Cotação: *****

Álbum festivo ambientado em época de festas juninas, Fé na Festa é o ótimo presente dado por Gil às festividades. O álbum é feliz, e Gil se mostra ainda em forma para reverenciar os ritmos nordestinos e festivos.

“Fé na Festa” (Gilberto Gil) não só dá nome ao álbum, como também o abre com chave de ouro. E é disso que o disco feito: ouro. “O Livre-Atirador e a Pegadora” dá continuidade ao álbum, com bom humor habitual do compositor. O forró dialoga com (o também forró) “Despedida de Solteira” (canção lançada por Gil em 2008 no álbum Banda Larga Cordel). Fé na Festa é álbum recheado de temas inspirados e festivos, presentes, sobretudo em sua primeira metade, como é o caso de “Assim Sim”, faixa irresistível e um dos destaques do álbum. “Estrela Azul do Céu” dá início a um bloco do álbum de tom mais ralentado, mas sem deixar o ritmo forrozento de lado, como é logo percebido em “Marmundo” e “Vinte e Seis”. “Não Tenho Medo da Morte” não se destaca entre as pérolas do álbum, e talvez por isso (e pelo título sugestivo) dialogue tão bem com “Não Tenho Medo da Morte” (canção lançada por Gil também em 2008 no mesmo Banda Larga Cordel). Parceria de Gil com Moacyr Albuquerque e Perinho Santana, “Norte da Saudade” é boa regravação do tema lançado em 1977 no álbum Refavela e que, por pouco, não entra no álbum para dar espaço à “Chão Batido” (a boa canção que ficou fora do álbum, mas que foi liberada para download gratuito pelo site Natura Musical). O xote “Maria Minha” (Targino Gondim/ Eliezer Setton) também se destaca e mostra Gil como o bom interprete que (de fato) é. “Aprendi com o Rei” (João Silva) é outra canção que se destaca na lavra de boas regravações, talvez pelo bom ritmo buliçoso ou talvez pela boa letra em homenagem ao “rei” do baião, Luiz Gonzaga. De tom acelerado, o forró “Dança da Moda” é ótima regravação do (bom) tema de Luiz Gonzaga e Zé Dantas composta em 1950 (e revivido com graça pro Gil), que se assemelha também com “São João Carioca” (Gilberto Gil/ Nando Cordel), uma boa homenagem às festividades juninas do Rio de Janeiro (que ocorre, normalmente, na convencional feira de São Cristóvão).

Primeira parceria de Gil com Vanessa da Mata, “Lá vem Ela” encerra o álbum em tom menos acelerado e cumpre bem o papel de fechar a ótima festa armada por Gil neste ótimo Fé na Festa.

Ponha fé na festa de Gil. Vale (muito) à pena.


terça-feira, 22 de junho de 2010

Boletim Clímax: O show depois da Copa


Em entrevista à RG Vogue, Marina Lima anunciou que a estreia do show Clímax acontecerá logo após a Copa entre os meses de julho e agosto. A estreia deverá acontecer em São Paulo, mas a cidade de Porto Alegre também vem sendo cogitada. Marina não se apresenta na capital gaúcha há mais de 6 anos, quando aportou por lá com a turnê Acústico MTV. O show Clímax será dedicado, por nós fãs, à memória de dona Amélia, mãe de Marina que faleceu neste último fim de semana. Aguardar...

Ney pode registrar DVD com shows no Rio


Nenhuma informação oficial foi divulgada ainda, mas há informações rodando na internet de que o novo DVD de Ney Matogrosso será gravado no Rio de Janeiro em duas noites. O registro do show Beijo Bandido (que divulga o álbum homônimo) deverá ser gravado em agosto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com dois shows, sendo um beneficente. Aguardar...

A capa e as faixas do segredo sincero de Leila


Já nas lojas pela gravadora Biscoito Fino, Meu Segredo Mais Sincero é o novo álbum de Leila Pinheiro. O álbum é uma homenagem de Leila ao amigo Renato Russo. No álbum, a cantora interpreta sucessos do compositor abrangendo desde sua permanência na banda Legião Urbana até sua (curta) carreira solo. A capa do álbum é uma foto retirada do arquivo pessoal da artista. Abaixo o roteiro do álbum (que inclui regravação de "Hoje" - a parceria de Leila e Renato lançada pela cantora em 2006 no álbum Nos Horizontes do Mundo - e "Tempo Perdido", gravada por Leila no registro ao vivo do show Nos Horizontes do Mundo, em 2007):

1- Ainda é Cedo (Ico Ouro Preto/ Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)
2- Índios (Renato Russo)
3- Quando Você Voltar (Renato Russo/ Dado Villa-Lobos/ Marcelo Bonfá)
4- O Teatro dos Vampiros (Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)
5- Angra dos Reis (Renato Russo/ Renato Rocha/ Marcelo Bonfá)
6- Daniel na Cova dos Leões (Renato Russo/ Renato Rocha)
7- Hoje (Renato Russo/ Leila Pinheiro)
8- Pais e Filhos (Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)
9- Tempo Perdido (Renato Russo)
10-Há Tempos (Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)
11- Metal Contra as Nuvens (Dado Villa-Lobos/ Renato Rocha/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)
12- Eu Sei (Renato Russo)
13- Andrea Dória (Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá)
14- La Solitudine (P. Cremonesi/ A. Valsiglio/ F. Cavalli)