Um blog, uma espécie de diário virtual para os meus devaneios. Não há aqui critério básico. Entrevistas, notícias, crônicas, textos, críticas, tudo pode, tudo rola, é proibido proibir e vale tudo! Afinal, já dizia Maysa, tudo é pessoal!
Bruno Cavalcanti.
Opinião de Cd Título: Memphis Blues Artista: Cyndi Lauper Gravadora: Downtown Records Cotação: ****
Que Cyndi Lauper sempre foi uma ótima cantora (uma das melhores de sua geração) não é novidade. Também não é novidade o fato de ela ter total liberdade estilística para passear em todas as praias musicais sem maiores problemas, e é isso que faz, com maestria, neste seu novo trabalho. Com sonoridade voltada totalmente para o blues em regravações de standarts do gênero, Memphis Blues é uma grata surpresa na discografia da cantora que, da metade dos anos 90 até os anos 2000 parecia ter se perdido na sua própria obra.
Bastante diferente de seu antecessor, Bring ya to the Brink (2008), Memphis Blues mostra uma outra faceta de Cyndi, que não se apóia em apetrechos eletrônicos para mostrar toda a potência de sua voz. Ela prova que, aos 56 anos (quase 57, a serem completados terça-feira, 22 de junho), ainda mantém uma voz potente e em forma. E já prova a potência vocal na faixa que abre o álbum, “Just Your Fool” (Little Walter), que conta com a luxuosa guitarra de Charlie Musselwhite. Cyndi sabe como adaptar canções para seu universo estilístico amplo, é o que faz com “Shattered Dreams” contando com o auxílio do piano de Allen Toussaint, que, aliás, reaparece ao longo do álbum, como, já na faixa seguinte, “Early in the Morning” (Leo Hickman/ Louis Jordan), que conta também com os vocais e a guitarra de B. B King. É digno.
Cyndi mostra que também se dá bem com o blues mais melodioso, como na belíssima “Romance in the Dark”. O guitarrista Johnny Lang também comparece (e bem) em “How Blue Can you Get?”. Charlie Musselwhite também volta a apresentar a potência de sua gaita em “Down Don’t Bother Me”. Memphis Blues tem o mérito de não ser apenas mais um álbum caricato. Tem personalidade. E sua personalidade se mostra forte quando Cyndi regrava a polêmica “Don’t Cry no More”, fazendo da faixa um dos momentos mais interessantes do álbum. “Rollin’ & Tumblin” é outro momento que faz o disco crescer, contando com os vocais de Ann Peebles e a ótima guitarra de Kenny Brown, que situam a faixa num clima quase à lá faroeste. Se “Down so Low” destaca Cyndi como a grande cantora que é, “Mother Earth” não mostra a que veio, mesmo com o piano e os vocais de Allen Toussaint. “Cross Roads” faz com que o álbum retorne a sua (boa) trilha original. “Wild Women Don’t Get Blues” encerra o álbum com verdadeira chave de ouro, provando que Cyndi soube muito bem lapidar seu blues muito pessoal.
Memphis Blues, enfim, é um álbum que faz jus à cantora Cyndi Lauper, colocando-a de volta ao trono das grandes cantoras, do qual nunca devia ter saído.
Ele já não sabia mais o que pensar. Estava realmente confuso. Mariana parecia cada vez mais próxima, mas ainda assim parecia distante. Eduardo não sabia se o problema era ela ou ele. Voltou a fazer análise. Duas vezes por semana. Duas horas por dia. Fazia questão de citar Mariana entre seus maiores problemas, e como a grande solução. Sua analista também começara a ficar confusa, mas conseguia acompanhar a história de Eduardo. Estava à par de tudo o que acontecia, não completamente, afinal Eduardo tentava manter algumas coisas incógnitas, não apenas de sua analista, mas do mundo. Aliás, talvez esse fosse o grande defeito dele. Querer ser reservado sem conseguir sê-lo. Era uma personagem que Eduardo fazia questão de tentar criar, mas raramente tinha sucesso. Era carente demais. Talvez não demais, mas o suficiente para deixar que as pessoas se aproximassem de sua vida a ponto de conseguirem escrever sua biografia, ocultando os detalhes mais sórdidos, claro. Uma porcentagem da culpa de ele voltar a fazer análise era justamente sua vontade de não expressar para ninguém além da sua analista seus desejos mais íntimos, suas dores amorosas, suas dúvidas referentes à Mariana. Tudo estaria explicito apenas à analista e, ainda assim, alguns detalhes seriam omitidos (não por pose, mas porque o próprio já não se lembrava de tudo). Depois das 20 primeiras sessões, finalmente conseguiu o que queria. Tornou-se um homem mais fechado no que diz respeito à vida pessoal. Todos saberiam o que quisessem da vida profissional, do teatro, do inglês e do italiano que ele tinha fluente, mas das dores de suas paixões, da saudade de Mariana e das lamúrias da vida, estas ninguém saberia. E ninguém mais soube. O problema é que Eduardo não soube diferenciar um homem fechado de um homem gelado. Vestiu prada. Passou dias e dias distribuindo respostas atravessadas a todos que ele achava inferiores ao seu intelecto culto e conhecedor de tudo um pouco ou de pouco um tudo. Mariana não percebeu a mudança e, se percebeu, não deu importância. Mas todos perceberam. Notaram o desequilíbrio psicológico de Eduardo, que acabou não dando em nada, já que a personagem nunca dura mais que uma temporada de, no máximo, uma ou duas semanas.
No divã ele falava de tudo, mas Mariana era seu tema favorito e, acredito, o da analista também. Ela – a analista – gostava de analisar as nuances de Mariana sobre o olhar de Eduardo. Gostava de imaginar a mulher forte e decidida, porém extremamente orgulhosa. Gostava de se apaixonar por Mariana nos olhos ardentes de Eduardo, que falava com paixão e carinho. Ambos sentiam uma paixão intensa por Mariana. Eduardo a paixão amiga, a saudade e a vontade de estar abraçado com ela numa junção de dois corpos. A analista sentia a paixão psicológica, fervendo por aquela personagem mentalmente desenvolvida por ter nascido mulher, mas ainda assim muito passional e impetuosa. Uma mulher dignamente fêmea.
Mas não era apenas de Mariana que Eduardo falava. Ele também sentenciava frases de alguns muitos minutos sobre Carolina. Ela fora sua melhor amiga e, hoje, é apenas uma amiga sobre quem não sabe mais nada. Os dois brigaram. Mas as boas lembranças reconfortam Eduardo. Gosta de falar também de Jéssica, outra amiga querida que perdeu quando se meteu a besta em declarar sua paixão por Mariana. Aliás, encontrou com Jéssica na rua dia desses. Passou sem olhá-la nos olhos. Não por raiva ou mágoa, mas um orgulho misturado com vergonha, nervosismo e felicidade por poder vê-la em sua frente. Passou sem sequer olhá-la e teve a impressão de que ela o encarara. Mas logo caiu na real e colocou na cabeça que tudo não passava de uma ilusão da sua mente carente.
Se deu conta de que o Nescau Fast estava acabando. Tomou dois seguidos e já estava terminando o terceiro. Eduardo adora essas bobagens feitas de chocolate que vão acabar deixando-o diabético. Decidiu tomar mais dois goles, dois goles profundos e intermináveis. Quando terminou o segundo gole sentiu na garganta aquela necessidade de beber mais, mas fez o que mais gosta: desobedeceu a vontade própria e guardou a pequena diversão liquida na geladeira. Pensou se Mariana gostaria daquele troço pelo qual ele estava se viciando. Os dois já gostavam de Mupy, seria mais uma semelhança entre os dois que, talvez, os unisse. Essa hipótese passou, claro, na cabeça de Eduardo que, bodiado pelo sono deu graças a Deus não ter que trabalhar no dia seguinte. Tirou uma licença para tratar de um problema no pulmão. Tirou o Nescau da geladeira e deu mais um último gole, apenas para se despedir com a honra lavada. Queria, depois daquele último gole, não pensar mais em Mariana. Ao menos não aquela noite. Escovou os dentes, fez xixi e se preparou para ir dormir. Entrou debaixo das cobertas, sacou do livro de Fernanda Young que estava lendo e decidiu que diminuiria o número de capítulos a ler. De 5 ele leria apenas 3, não por preguiça, mas por medo de perder algum detalhe importante e irrecuperável da história.
A analista disse apenas o que todos já diziam: converse com ela. Mas a interrogação que pairava pela cabeça de Eduardo era a mesma desde que ouviu o conselho pela primeira vez. Como falar com ela? “Mariana, oi, eu sei que não estamos nos falando, mas podemos conversar?”, não, muito desconexo. “Mariana, eu preciso falar com você, é caso de vida ou morte!”, não, muito dramático. “Mariana, porra, nós vamos voltar a nos falar ou não?!”, não, muito agressivo. Talvez um simples: “Mariana, podemos conversar?” dito em voz baixa, porém audível e determinada, funcionasse. Então estava decidido. Em julho falaria com ela. Estavam em maio, mas ele não quis apressar nada. Tudo há seu tempo. Eduardo odeia o tempo. Diz que passa devagar demais enquanto se diverte com o sofrimento alheio. Deixa o consultório da analista com essa idéia fixa, toma um táxi sem saber que entrou em um e diz um endereço sem perceber que disse um. Acabou num shopping de um bairro nobre de São Paulo. Pensou em almoçar, mas já eram 17h, então pensou num lanche, mas já eram 17h. Decidiu pegar um cinema, mas as sessões para as 17h estavam lotadas. Ele poderia entrar na sessão das 16:30 e assistir o filme da metade para o final (o que odiava). Também não queria esperar pela sessão das 17:45, então decidiu comprar algum livro. Não achou nada interessante. Todos os livros que via envergavam apenas o nome de Mariana, estampado em todos os livros de todas as brochuras, capas, cores, formas, etc. Decidiu então pelos DVD’s. Levou o novo da Madonna, um mais antigo do B.B King e um quase recente da Diana Krall. Do cenário nacional escolheu Adriana Calcanhotto (de quem tinha quase todos os álbuns), Teresa Cristina e, para a surpresa de todos, inclusive a sua, Lenny Andrade. Pensou em levar o novo da Amália Rodrigues, mas desistiu ao se lembrar da última vez que ouvira fado. Acabou despejado do apartamento por perturbação da ordem pública, só porque aumentou no último volume do som à meia-noite.
Se sentiu tão sozinho que decidiu ficar sozinho em casa. Pelo menos lá tinha a companhia dos objetos que conhecia, não como aqueles objetos do shopping ou do consultório da analista.
Pegou no sono antes de perceber que a HBO exibia um documentário sobre a criação da Times Square. Sonhou com Mariana e Jéssica. Há muitos tempo não sonhava com Jéssica. Sentiu remorso e forçou tanto que Carolina também entrou no sonho acompanhada da analista e da mulher que lhe auxiliou na compra do álbum do B. B. King.
Opinião de espetáculo de dança Título: Vila Tarsila Elenco: Cia. Druwn Direção: Cristiane Paoli Quito e Miriam Druwe Coreografia: Miriam Druwe Local: Sala Jardel Filho - São Paulo (SP) Data: 04 de junho de 2010 (em cartaz até 06 de junho de 2010) Cotação: ****
Já não é de hoje que a Cia. Druw (dirigida pela bailarina Miriam Druwe) se inspira nas artes plásticas para montar um espetáculo. Usando de toda a brasilidade de Tarsila do Amaral, Vila Tarsila foi o espetáculo, inspirado na vida e obra da pintora, que aportou no dia 27 de maio na Sala Jardel Filho, dentro do Centro Cultural de São Paulo para 8 apresentações dentro do projeto Fomento à Dança. Num mix de dança, música e teatro, Vila Tarsila é um espetáculo quase erudito que, voltado para todos os públicos (desde o infantil até a terceira idade), consegue se manter coeso.
Inspirado na obra e vida de Tarsila do Amaral (1886 – 1973), o espetáculo dá ênfase na vida artística da brasileira que foi estudar em Paris e, ao voltar, fora criticada por ter voltado, dizem, “afrancesada”. As viagens da artista foram retratadas de maneira dinâmica, fazendo com que o espetáculo não se tornasse cansativo em nenhum momento. Suas obras mais famosas também foram símbolo de exploração pela Cia., dentre elas estiveram Abaporu (1928) e Operários (1933), esta última, em especial, foi retratada com as fotos dos componentes da Cia. O espetáculo é sensível, trata de Tarsila com respeito e admiração.
Menos colorido que seu antecessor, Lúdico (2008) – que tinha como base a obra do russo Wassily Kandinsky –, porém mais dinâmico que Alfredo (2007), Vila Tarsila ganha ponto também por usar e abusar da licença poética, ao representar Tarsila do Amaral como uma típica brasileira esforçada e debochada tanto com o francês quanto com o português, visto que, ao encenarem seu retorno ao Brasil, é cantada, com maestria e afinação, uma versão de “Disseram que Voltei Americanizada” (Vicente Paiva e Luiz Peixoto, 1940), sucesso lançado por Carmen Miranda. A canção se transformou em “Disseram que Voltei Afrancesada”, grande sacada.
As coreografias de Miriam Druwe, se não exploram tanto elementos cênicos quanto no espetáculo Lúdico, conseguem se manter em destaque ao explorar, de forma quase ortodóxica, os três espaços: alto, médio e baixo. Os bailarinos também dão sua marca às coreografias. E são eruditos. Destaque para o francês nacionalista Bruno, que mostrou, assim como parte do elenco, boa dicção francesa. Não perdeu o tato com a língua mãe.
A direção de Cristiane Paoli Quito consegue ser o grande diferencial. Ao aproveitar da dança para salpicar o espetáculo com algumas falas (herança também do supracitado Lúdico), Cristiane consegue imprimir no palco a real necessidade da obra: manter Tarsila viva no imaginário popular. Talvez por isso, e por exigência do próprio Fomento, o espetáculo tenha sido apresentado de graça.
Enfim, Vila Tarsila é espetáculo sensível, dinâmico e erudito que, apesar de ser menos colorido que seu antecessor, Lúdico, consegue se destacar no currículo da Cia. Druw. Vale (e muito) à pena conferir.
Enquanto Clímax não vem, algumas notícias vem sendo veinculadas. Uma delas é o fato de Marina unir, no show (e talvez no disco), três grandes compositores. Tony Hatch, Billie Holiday e Caetano Veloso. De Tony, Marina canta "Call Me", o sucesso de Chris Montez já revivido por Nancy Sinatra e que Marina vem apresentando durante temporada do show Marina Lima em Revista. De Billie, Marina entoa "You're my Thrill", sucesso na carreira de Billie Holiday que Marina também já veio interpretando em 2009 durante a temporada do show Marina Lima e Trio em Concerto. E, por fim, de Caetano, Marina entoa "Como Dois e Dois", a canção que Caê fez para Roberto Carlos e Marina regravou em 2009 DVD e disco duplo Elas Cantam Roberto. E que venha Clímax.
Numa de suas canções novas, Marina cita, com atitude, a canção "Canto de Ossanha" (Vinicius de Moraes/ BadenPowell). A canção é "Lex" (a canção que conta o fim de uma história de amor ambientada no aeroporto de Portugal, que contém a sigla LEX). A música foi composta por Marina e fará parte do roteiro de Clímax. Aguardar.
À caminho do Clímax, Marina decidiu cair na estrada para testar o repertório do que virá a ser o próximo show. A cantora se apresentou segunda-feira (31/ 05) no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro, dentro do projeto Peça MPB, tendo sido a artista mais votada para realizar o show. Marina, que ficou 2 anos sem se apresentar no Rio, voltou para apresentar o show Marina Lima em Revista que, ao contrário do que o título faz supor, aponta para o futuro. Ela apresentou 5 canções inéditas: "Doce de Nós", "Lex", "Não me Venha Mais com Amor", "A Parte que me Cabe" e "Keep Walking". Cantou sucessos, dentre eles "O Chamado", "Charme do Mundo" e "Me Chama", canções da memória afetiva ("Call Me" - sucesso de Chris Montez de 1965, composta por Tony Hatch), revisitou hits ("Mesmo que Seja Eu" e "Deixe Estar") e entoou hits eternos ("Fullgás" e "Virgem"). Veja abaixo o roteiro do show apresentado pela cantora na noite de 31/ 05/ 2010 no Teatro dos Quatro:
1- Fullgás (Marina Lima/ Antônio Cícero)
2- Doce de Nós (Marina Lima)
3- Charme do Mundo (Marina Lima/ Antônio Cícero)
4- Não me Venha Mais com Amor (Marina Lima/ Adriana Calcanhotto)
5- Call Me (Tony Hatch)
6- Três (Marina Lima/ Antônio Cícero)
7- Me Chama (Lobão)
8- Tempestade (Zélia Duncan/ Christian Oyens)
9- O Chamado (Marina Lima/ Giovanni Bizzotto)
10- Keep Walking (Marina Lima)
11- Lex (Marina Lima)
12- A Parte que me Cabe(Marina Lima)
13- Virgem (Marina Lima/ Antônio Cícero)
14- À Francesa (Antônio Cícero/ Cláudio Zoli)
BIS:
15- Mesmo que Seja Eu (Roberto Carlos/ Erasmo Carlos)
Sexta-feira, 28 de maio, foi divulgada a nova canção de trabalho de Marina Lima. "Não me Venha mais com Amor" tem tido boa rotação em São Paulo em rádios elitizadas, como a de Patricia Palumbo e a Nova Brasil FM. "Não me Venha mais com Amor", que já teve um trecho divulgado, foi divulgada na íntegra. Ouça abaixo:
Duas das novas canções da lavra de Marina Lima, misteriosamente, cairam na "rede". "A Parte que me Cabe" e "Não me Venha mais com Amor" (essa última com um pequeno trecho já divulgado - clique aqui) foram postadas na comunidade oficial da cantora na rede social de relacionamentos Orkut. Ambas foram, logo em seguida, retiradas do ar, mas não a tempo suficiente de impedir os fãs de fazer o download. "Não me Venha mais com Amor", no entanto, é a nova música de divulgação da cantora, que já está em rotação nas rádios de São Paulo. "A Parte que me Cabe" continua inédita, visto que deve ser apresentada apenas no álbum Clímax, que Marina deve lançar até o fim deste ano de 2010.
Eis aí a capa e as faixas do novo álbum de inéditas do grupo Capital Inicial, Das Kapital. O álbum (nas lojas a partir da primeira semana de junho via Sony Music) é a volta do vocalista do grupo, Dinho Ouro Preto, após se acidentar e seguir durante um longo tempo internado. O título Das Kapital reproduz o título de Karl Marx, e a foto foi clicada na Bolsa de Valores, em São Paulo. Tudo para aludir, com humor, à origem do grupo brasiliense. Eis abaixo as 11 faixas que compõem o álbum:
1- Ressureição 2- Depois da Meia-Noite 3- Como se Sente 4- Eu Quero ser como Você 5- A Menina que não tem Nada 6- Não sei Por Quê 7- Melhor 8- Vamos Comemorar 9- Eu sei Quem eu Sou 10- Marte em Capricórnio 11- Vivendo e Aprendendo
Eduardo acordou cedo e decidiu não pensar mais em Mariana. Mas não teve jeito. Assim que saiu de casa e colocou seu Ipod para tocar teve logo a certeza de que precisava ver Mariana. Nenhuma música servia. Todas lembravam Mariana. Não conseguia ouvir Zélia Duncan dizendo que no silêncio havia uma catedral, menos ainda Adriana Calcanhotto pedindo para que alguém entrasse por alguma porta agora dizendo que a adora. Tudo remetia à Mariana. Conseguiu deixar as lembranças de lado apenas quando assistiu a uma palestra sobre O Cortiço, do Aluísio Azevedo. Toda aquela história de comunidade, sexo e bacanal unidas numa história contada por um ótimo palestrante fizeram Eduardo se esquecer de Mariana. Foi para casa logo após a palestra, mas ainda era cedo. Mariana estava trabalhando ainda e ele não poderia se dar ao luxo de ficar em frente ao prédio até que ela saísse. Decidiu então escrever um pouco, mas o bloqueio criativo criado pela figura de Mariana era maior do que ele imaginava. Passou 15 minutos na frente de uma tela completamente em branco sem nenhuma linha digitada. Decidiu então resolver assuntos pendentes do trabalho para ocupar a cabeça, mas tudo se resolveu em menos de 2 horas, tempo suficiente para que o tédio surgisse mais uma vez e a imagem de Mariana viesse rondar sua imaginação. Não queria ler, pois sabia que toda e qualquer cena intensa vinda do livro de Fernanda Young seria um gancho para se lembrar dela. Decidiu então assistir TV. Dessa vez estava mais concentrado. Assistiu a um capítulo inteiro de alguma reprise de Cougar Town e se mordeu de ódio ao ver que Casos de Família ainda estava no ar. Eduardo já conseguia não pensar em Mariana. Na verdade o que o fazia mal não era pensar em Mariana em si, mas sim pensar que as esperanças que tinha de reconstruir uma amizade com ela não passavam de um mero engano. Mas está mais que comprovado que as pessoas gostam de se enganar.
Achou melhor andar um pouco de bicicleta, atividade que pratica frequentemente, mas, de uns tempos pra cá, veio deixando de lado (não por preguiça, mas por falta de tempo). Enquanto andava e ouvia Madonna sentenciando que seu bem lhe escondia um segredo, foi se dando o direito de pensar. Pensar em tudo. Pensou no trabalho, no teatro, pensou nos amigos, no dia que teve, no trabalho que teria de entregar para o dia seguinte, no aniversário de uma amiga, no casamento de um amigo e, claro, em Mariana. Não é segredo que a idéia que o levou a pensar em Mariana era, de todas, a mais forte. Lembrava-se de um episódio da época em que cursava dança ao lado de Mariana. Os dois estavam em pleno ensaio quando ele cometeu uma gafe. Algo quase imperdoável para alguém que autodenominava inteligente, culto, conhecedor de livros, músicas, história, literatura, filosofia. Imaginou-se nu para que uma vergonha tentasse cobrir a outra, mas nada dava certo. Ao final do ensaio e do mico vergonhoso, sentou-se ao palco, afastado de todos para que não tivesse que encarar ninguém. Mariana sentou-se ao seu lado e começou a puxar assunto. Depois de Mariana outras pessoas foram se aproximando e, mesmo que ele ficasse extremamente vermelho e envergonhado, sabia que ali teria quem o amparasse.
Quase foi atropelado por uma moto, mas não se importou. Mariana ainda lhe tomava a cabeça. Passou rapidamente na casa de um amigo e seguiu direto para a primeira banca de jornal que encontrou aberta. Tinha que colocar dinheiro no bilhete único, afinal estava a nenhum. Tirou as moedas do bolso para carregar o cartão quando se deparou com uma cena dantesca. Duas mulheres brigando por um pedaço de bife dentro de um açougue. Era uma cena engraçada, se vista do ângulo de Eduardo. Ele não se importou em saber o que estava realmente acontecendo, pegou sua bicicleta, passou na padaria para comprar alguns pães e, fora da bicicleta, foi descendo a rua de volta para casa. Estava hipnotizado pelo cheiro de pão quente e fresco e, ao mesmo tempo, se entregava aos Beatles que, ainda juntos, pintavam um céu com diamantes. No meio do caminho, parou estático numa esquina. Não conseguia mais se mover, estava completamente hipnotizado pela imagem que via. Mariana estava à sua frente, andando acompanhada de dois amigos. Ele olhou e rezou para que ela não o visse, para que continuasse a admirar aquela imagem linda.
Lembrou-se de um episódio rápido que aconteceu quando ainda fazia dança. Todos haviam saído e ele ficara para conversar alguma coisa desinteressante com alguém que não convém relembrar. Foi sozinho para casa e, no caminho, viu uma cena, no mínimo, curiosa: três corpos virados de frente para uma porta com os rostos cobertos, como se tentassem se esconder. Parou e ficou olhando fixamente para os três. Eram Mariana e mais duas pessoas que o esperavam chegar. Foram embora conversando, Eduardo e Mariana se despediram dos outros dois e foram embora juntos. Conversavam sobre tudo e, ainda assim, sobre o nada. Deixou Mariana em sua casa, se despediram e ele foi embora pensando: como eu gosto dessa minha amiga. No mesmo dia recebeu um telefonema de Mariana: “Edu, você tem algum texto sobre São Paulo?”. “Outro, Mari?”. “É que os outros ficaram tão bons que eu queria criar um também, mas preciso de ajuda. Vem aqui?”. “Estou indo!”.
Não adiantou. Mesmo com toda a cautela Mariana o viu. Olhou fixamente para ele durante alguns segundos e, com um olhar frio, desviou o rosto para continuar a conversa com os amigos. Eduardo seguiu o mesmo caminho que Mariana não para segui-la, mas porque, por algum motivo, os caminhos se cruzaram. Na hora de se despedirem do mesmo caminho, Eduardo seguiu num olhar reto, sem saber se Mariana olhara alguma vez para trás. Já longe, ele passou a olhar para trás e a via, distante entre várias outras pessoas, mas sabia que era ela. Ela estava marcada no inconsciente dele. O cabelo (que antes era encaracolado e, agora, está liso), a blusa rosa (com a qual ela ia diversas vezes ao teatro), a calça jeans (que ele adorava), tudo. Conheceria Mariana mesmo que estivessem a milhões de quilômetros, separados por um mar de gente. Ainda assim ela seria reconhecida.
Aquele olhar fixo e gelado ficou rondando a cabeça de Eduardo que, chegando em casa, não teve outra reação senão entrar no banho. Um banho rápido, suficiente para uma limpeza higiênica, mas insuficientemente longo para um relaxamento de ideias. Saiu do banho, colocou a primeira calça moletom e a primeira camiseta que encontrou na frente. Colocou pipoca no microondas e esperou. Tomou um yakult, comeu um pão de mel com chocolate e deitou-se no sofá esperando que a pipoca estourasse. Assistiu a uma reprise inédita de The Big Bang Theory, que o ajudou a abrir algum sorriso. Pipoca estourada, acendeu um incenso que havia comprado no dia da Virada Cultural, desligou o telefone e assistiu a uma maratona de 8 horas de According to Jim, o que o deixou mais relaxado. Pegou no sono e decidiu se entregar ao sono profundo que Morfeu o proporcionou naquele momento. Sonhou com Mariana e deixou que o sonho seguisse sem mais nenhum remorso. No sonho, os dois se abraçavam enquanto ele repetia contente: FELIZ ANIVERSÁRIO.
Ney Matogrosso vai registrar seu show Beijo Bandido para gerar um novo DVD. O título, o nono da carreira videográfica do cantor, será registrado e lançado via EMI Music ainda no segundo semestre deste ano. Os shows ocorrerão no Rio de Janeiro (RJ).
Adriana Partimpim (heterônimo de Adriana Calcanhotto) registrou nos dias 22 e 23 de maio seu novo show, Dois é Show, para edição em DVD. O show foi registrado em duas apresentações na casa Vivo Rio (RJ). Além das canções registradas nos dois álbuns de Partimpim, o roteiro também conta com "Um Leão Está Solto nas Ruas", de Rossini Pinto. Sai no segundo semestre.
Produtor norte americano responsável pela produção e mixagem de álbuns de John Lennon e do grupo AC/DC, Roy Cicala foi convidado para produzir o próximo álbum de inéditas que Lobão deverá lançar em 2011. O álbum será gravado em São Paulo, mas a mixagem acontecerá em Los Angeles com a supervisão de Cicala. O álbum será editado pelo selo Universo Paralelo, do próprio Lobão, e distribuído pela SonyMusic. Aguardar.
E, aos poucos, vamos descobrindo mais canções inéditas que farão parte do repertório de Clímax. Depois de "Não me Venha mais com Amor", "Doce de Nós", "A Parte que me Cabe" e das possíveis "Keep Walking" e "De Todas que Vivi", a nova descoberta é "Lex". Uma canção envolvente que faz clara alusão à banda Radiohead. Marina apresentou essa e outras canções (dentre elas, alguns sucessos) no show que realizou no último dia 19 de maio na segunda edição do evento One Week, no shopping Iguatemi. O show foi fechado para convidados. Clímax, o show, deverá estrear entre julho e agosto; enquanto o Cd ainda não tem uma data confirmada para ser lançado. Aguardar.
Agora é a última barricada! Geyse Arruda vai escrever um livro! A "estrelinha" da rede Record parece que quer contar em sua autobiografia toda a sua carreira de loirinha burra vetada numa das piores universidades do país. A tal Arruda já causou polêmica, já participou de programas da Record e lançou uma linha de vestidos de gosto duvidoso. Agora, a... alguém sabe como classificá-la? Vai lançar sua autobiografia usando o seguinte argumento: "Há coisas que não posso contar em entrevistas. Quero falar da superação depois da humilhação. De tudo que vivi". Humilhação? Superação? Isso me lembra as atuais novelas de Manoel Carlos. Por favor, alguém de bom senso diga a "estrelinha" que o espaço dela é limitado. Se quer aparecer no vergonhoso programa Legendários, ou então fazer parte do circo de aberrações d'O Melhor do Brasil, tudo bem. Mas deixe a área de literatura para gente que entende do assunto. Geyse, vá terminar a faculdade e deixe-nos em paz!
Eduardo chegou em casa tarde da noite. Ou quase. Era meia-noite e alguma coisa. Não dá para saber bem, afinal ele mal prestou atenção no relógio. A adrenalina tomava conta do seu corpo. Queria ligar para Mariana, queria ouvir a voz dela. Os dois tinham acabado de se ver, mas ele sentia saudade. Uma saudade louca e intensa que corroia todos os seus “eus” interiores, que desconsiderava todos os seus “nãos” e faziam ecoar os seus “sims”. Ele olhava para o relógio sem saber bem que horas eram, mas também não estava muito interessado. Pensou em ligar para Mariana mais uma vez, mas já devia ser tarde e, mais uma vez, os dois acabaram de se ver. Na verdade passaram toda uma noite juntos, ou quase. Estiveram juntos das 18h até meia-noite. Mas ele queria poder ouvir a voz dela. Com os ânimos já calmos, desprovidos da adrenalina que o deixara eufórico para ouvir ou rever Mariana, ligou a televisão. Não conseguia se decidir entre um canal ou outro, queria simplesmente que uma imagem de Mariana surgisse na televisão. Era tempo de Virada Cultural. Sábado à meia-noite ainda. Viu um trecho do show da Céu na TV Cultura, mas não se entusiasmou para ver o restante. Não que o show não fosse bom, de fato era, mas o momento não era o mais indicado para ouvir coisas como “bobeou na crença, príncipe, volta ao seu posto de lenda”. Era tudo isso que ele queria. Que Mariana voltasse a ser uma lenda. Uma lenda interiorizada em seu peito. Só sua e de mais ninguém. Aquele segredo que ele guardara por exatas duas semanas e revelou ao mundo se arrependendo logo depois parecia agora bem mais pesado. Eduardo e Mariana se viam toda semana e passavam algumas horas juntos, mas nunca se falavam. Faziam teatro juntos. Eduardo há mais tempo e Mariana há menos. Começaram a fazer teatro depois que já não se falavam. Para ele, ela era uma grande paixão – a maior de toda a vida. Para ela, ele era um colega passional e asqueroso – o menor de toda a vida. Graças a essa paixão, Eduardo perdeu amigos, o sorriso e a boa vontade, todos recuperados depois de algum tempo (com exceção dos amigos). Mariana, por outro lado, apenas perdeu tempo de ler as besteiras que Eduardo escrevia. Ela gostava do que ele escrevia, mas, depois da briga (que não foi pequena), nunca mais leu nada dele. Nem um simples e-mail.
Eduardo olhava fixamente para o telefone, tentando criar coragem para ligar. Até se lembrar que, num momento de tristeza, decepção, mágoa e uma pitada de raiva, apagara o número dela da agenda eletrônica. Tentava, com muito esforço, puxar o número na memória por algum tipo de arquivo afetivo, mas nada. Nunca foi bom em decorar telefones. Quando olhou para o relógio mais uma vez viu que já havia passado da uma da manhã. Notou que estava sozinho em casa, num completo breu. O que não era nada esquisito, afinal morava sozinho. Ligou a TV mais uma vez e deu de cara com Jair Rodrigues cantando o seu “deixa que digam que pensem que falem” durante a Virada Cultural. Mudou de canal não por desgosto, mas por curiosidade para analisar o que mais estava na TV. Mariana não saia de sua cabeça, mas alguma coisa lhe dizia para parar de pensar nela. Finalmente parou em um canal. Fox. Algum tipo de série norte americana passava na TV. Algo como Bones, ou qualquer coisa do gênero. Deixou a TV ligada enquanto fazia um miojo que achara jogado na última prateleira do armário. Enquanto fazia o miojo lembrava-se dos tempos em que freqüentava a casa de Marina. Lembrava-se de chegar às 19h e só sair depois das 23h porque viravam a noite conversando, rindo, escrevendo, trabalhando. Ela lhe oferecendo miojo e ele sempre recusando tudo que ela lhe oferecia. Não por nojo, mas por conveniência. Não queria dar trabalho e, talvez, bem lá no fundo, não queria que ela saísse de perto dele. Conversavam sobre os amores, a vida, trocavam opiniões sobre texto, discutiam sobre as aulas de dança que faziam juntos, ele sabia de histórias antigas dos tempos em que ela morou sozinha em outra cidade enquanto criança, via fotos antigas, descobriam coincidências da vida como, por exemplo, terem feito o pré-primário juntos sem nunca se perceberem, ou então terem cursado o primário no mesmo colégio, sempre esbarrando no recreio, mas sem nunca se dar conta do que o futuro lhes guardava. Eduardo sempre a via como uma ótima amiga. Ela, por sua vez, o via como um bom colega. E assim os dois iam levando.
Acabou Bones e Eduardo se dá conta que deixou que a água fervendo se tornasse apenas fumaça. Colocou mais água para ferver e tentou não cair na tentação das lembranças de novo, mas era mais forte que ele.
Se lembrou dos tempos em que os dois andavam juntos falando sobre o nada. Dos tempos em que passavam por docerias. Ela sempre com um saco grande de balas oferecendo insistentemente, ele sempre recusando. Apenas por educação. Passavam em diversos lugares juntos até perceberem que já estava ficando tarde e que cada um precisava voltar para sua casa. Eduardo a deixava em casa e seguia até a dele, que ficava apenas uma ou duas quadras de distância. O tempo que passavam no telefone também não era pequeno. Ele ligava para ela, muitas vezes no celular. Era a única conta que não se importava em pagar. Falavam de tudo um pouco, da viagem dele para Portugal, das malas extraviadas na volta, dos trabalhos dela e de todos os problemas e diversões que a vida os havia proporcionado. Era um dejà-vu delicioso os dois juntos. Afinal, se conheciam, mas não se lembravam. Ela ligava para ele e encomendava um texto: “Preciso que me faça um texto descrevendo São Paulo daqui há 20 anos!”. Ele fazia três e a enviava por e-mail. Não chegava e ela ligava de novo: “Salva num pen drive e venha pra cá!”. Ele ia. Os dois se divertiam juntos.
O miojo já estava pronto. Eduardo não sentia tanta vontade de comer, mas sabia que deveria comer alguma coisa, afinal não podia passar o dia inteiro de barriga vazia, por mais que o saudosismo lhe alimentasse não seria o suficiente. Enquanto comia assistia a alguma reprise de Cold Case, que adorava. Quando acabou Cold Case, a louça já estava na pia pronta para ser lavada. Mudou mais uma vez para a TV Cultura e se deparou com Elza Soares cantando “eu trago bananas pra vender, banana de toda qualidade, quem vai querer?”. Eram três da matina e Eduardo só conseguia pensar em Mariana. Tomou um banho quente e demorado, não queria sair de debaixo do chuveiro. Queria passar a vida toda ali, com a água quente escorrendo em todo o seu corpo. Mas o seu senso ambientalista falava mais alto, então, quando viu que estava se excedendo, saiu do banho, colocou seu pijama e decidiu ir ler antes de dormir. Lia Fernanda Young, sua escritora favorita, mas ainda assim não se desconcentrava de Mariana. A história que lia era romântica e saudosista. Eduardo, na verdade, tinha mais saudade da amiga em si que da amante que nunca conheceu. A amizade e a saudade dela falavam mais alto. Mas o rosto fechado dela para ele, as palavras frias, os olhares sem expressão, tudo isso o consumia também. Eduardo terminou de ler os 5 capítulos aos quais se propunha por noite e decidiu enfim ir dormir as 3 horas que lhe eram precisas. Estaria de pé logo de manhã cedo e precisava de forças para isso.
Mas, mesmo saudoso, foi dormir feliz. Sabia que estava fazendo certo avanço na reconquista da amizade. Não forçava nada e tudo iria acontecer no tempo que deveria acontecer. Eles já riam juntos das mesmas besteiras, trocavam palavras, ela o encarava e, quando ele olhava, o olhar já não era mais desviado com raiva. Sabia que poderia estar (re) conquistando a amiga.
Os dois iriam se encontrar de novo no dia seguinte. Ensaio do teatro. Eduardo foi dormir feliz, com esperança e vontade de escrever uma história que contasse todas suas emoções. Mas o sono era tanto e o computador estava tão longe que decidiu deixar para uma próxima vez. Colocou a cabeça no travesseiro, dormiu e deixou que os sonhos fluíssem para que essa próxima vez não tardasse a chegar.
A partir de hoje vou postar, à revalia, textos de uma série criada por mim em parceria com Adriana Ricchi. Eduardo & Mariana é uma história de amor, amizade, saudade, paixão e arrependimento. Começamos hoje...
Com apenas um álbum lançado no mercado (o elogiado Maria Gadú, de 2009), Maria Gadú se prepara para fazer seu primeiro registro ao vivo. A cantora, que anda em alta no mercado desde que suas músicas passaram a figurar em séries e novelas globais, vai aproveitar as apresentações que realizará no dia 29 de julho para fazer o registro de seu primeiro DVD e Cd ao vivo. O show ocorrerá no Credicard Hall (São Paulo) e contará com algumas canções inéditas e convidados. Inesperado? Talvez. Precoce? Com certeza!