segunda-feira, 3 de maio de 2010

Luiza e Zizi no programa da Hebe


Hoje no Programa da Hebe, a loura receberá as cantoras Zizi Possi e Luiza Possi. Mãe e filha cantarão juntas (e separadas) para comemorar o dia das mães. Zizi também aproveitará para dar início à divulgação de seus dois novos DVD's, Cantos e Contos, na mídia televisiva. Vai ao ar hoje (segunda-feira, 03) às 22h

sábado, 1 de maio de 2010

Johnny Deep poderá viver Ozzy no cinema


Ainda não há nada confirmado, mas o convite já foi feito e, ao que parece, aceito. Johnny Deep parece que realmente viverá Ozzy Osborne nas telonas. O filme que conta a tragetória do músico deverá começar a ser rodado no final do ano, com lançamento agendado para o ano que vem apenas. Ainda não se sabe se será mesmo de Deep o papel, mas a possibilidade não é pequena, afinal vale lembrar que o astro é sempre lembrado por seus papéis mais loucos, como o personagem tema de Edward Mãos de Tesoura ou, mais recentemente, o Chapaleiro Louco de Alice no País das Maravilhas.

Leila canta "Cherish"

Abaixo o vídeo de Leila Pinheiro cantando "Cherish" (Madonna/ Patrick Leonard) durante a passagem de seu novo show, Meu Segredo mais Sincero, pela capital federal, Brasília. O show é uma homenagem a Renato Russo e à banda Legião Urbana. O disco, gravado em estúdio, tem lançamento agendado para o segundo trimestre de 2010.


The Power of Madonna

Um dos espisódios de maior sucesso da segunda tmeporada da série Glee foi The Power of Madonna, exibido há pouco tempo nos EUA. Posto aqui o vídeo de "Vogue", o sucesso de Madonna dos anos 90 na voz da personagem Sue Sylvester, a vilã da história.


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Gal inicia ensaios de turnê em junho


Informada pela própria cantora em seu twitter oficial, a data que Gal Costa escolheu para iniciar os ensaios de sua nova turnê foi o mês de junho. A cantora vai iniciar uma nova turnê ainda este ano, com "canções eternas" de seu repertório e do cancioneiro brasileiro. O projeto vai ser registrado para gerar Cd e DVD. E, vale lembrar, Gal está apenas esperando o sinal verde de Caetano Veloso para iniciar as gravações do disco onde interpreta canções do cantor.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Boletim Clímax: O show pode atrasar


O Boletim Clímax informa com pesar que é grande a possibilidade de que o show Clímax, por problemas técnicos, acabe atrasando. A estreia (prevista para o final de maio) talvez não aconteça. De acordo com a própria Marina, deu uma pane nos computadores e equipamentos de som no meio de um show que a cantora realizava em Salvador (BA). A possibilidade do atraso da estreia do show, apesar de não confirmada, é quase certa. Agora é aguardar.

Leila apresenta seu segredo sincero em Sampa


Leila Pinheiro chega nos dias 01 e 02 de maio a São Paulo com seu novo show, Meu Segredo mais Sincero. O show de pré-lançamento do álbum (agendado para o segundo trimestre de 2010) é uma homenagem à música de Renato Russo e da banda Legião Urbana. Leila completa 50 anos de vida e 30 de carreira relembrando o falecido parceiro. No show estarão canções como "Eduardo e Mônica, "Daniel na Cova dos Leões", "Tempo Perdido", "Mais uma Vez", "Ainda é Cedo", dentre outras. Deverá figurar também no roteiro "Hoje", a parceria de Leila com Renato apresentad apela cantora nos extras de seu DVD Nos Horizontes do Mundo (2007).
O show já passou por Curitiba (onde estreou) e por Brasília, e aporta em São Paulo no Teatro do Sesc Pompéia, antes de continuar excursionando Brasil afora. Os ingressos custam R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (meia) e R$ 10,00 (trabalhadores matriculados na rede SESC).

"Ti Ti Ti" já está pronta!


Mesmo que a rede Globo afirme que a exibição do remake de Ti Ti Ti (reescrito por Maria Adelaide Amaral, em cima de duas obras de Cássio Gabus Mendes) ficará apenas para depois da Copa do Mundo, é impossível não se espantar com a rapidez com que a novela anda sendo produzida. Não só a maioria das cenas, como as trilhas nacional e internacional já estão prontas. Ti Ti Ti será exibida no horário das 19h, e substituirá Tempos Modernos, de Bôsco Brasil.

Fonte: Patrícia Kogut.

"Divã" poderá virar seriado da Globo


Filme de grande sucesso no ano de 2009, Divã (peça de Marta Medeiros, adaptada para o cinema) poderá ganhar espaço na grade de 2011 da Rede Globo no formato de seriado. A atriz Lília Cabral e o diretor José Alvarenga Jr. (que dirigiu o filme) tiveram uma reunião com os diretores da emissora para tentar viabilizar o projeto. Divã conta a história d euma mulher que chega aos 40 anos e decide tentar mudar sua vida, após o divórcio, fazendo análise. É uma história leve, engraçada e divertida, e é possível que ela ganhe forma ainda no primeiro semestre de 2011. Aguardar.

Fonte: Patrícia Kogut

Amy deve iniciar gravação do 3º álbum em junho


Um dos grandes mistérios dos últimos anos é o lançamento do terceiro álbum de Amy Winehouse. O sucessor do aclamado Back to Black (2007) parece já ter data para ser gravado: junho. A informação foi do produtor Mark Ronson, que pilotou as gravações de Back to Black e estaria envolvido na produção do novo álbum da cantora. Ronson está trabalhando com Winehouse em Londres na gravação de duas faixas em homenagem ao produtor Quincy Jones. As canções farão parte do álbum em tributo ao produtor, a ser editado ainda este ano.
Ronson ainda afirmou que Winehouse estaria animada com a possibilidade de voltar ao estúdio para registrar o novo álbum que, apesar de alardeado como "um álbum de sonoridade reggae", deverá seguir a mesma linha R&b jazzística, adotada nos dois álbuns da cantora: Frank e o supracitado Back to Black.

Vercillo grava com Milton em "D.N.A"


O oitavo álbum de estúdio de Jorge Vercillo, D.N.A, contará com a participação (mais que) especial de Milton Nascimento. A parceria é resultado da amizade que vem crescendo entre os dois nos últimos anos. Milton participará da faixa "Há de Ser" que, não por acaso, abre o disco.
Sai na primeira quinzena de maio pela Sony Music.

Fonte: Notas Musicais

"Manuscrito" foi gerado a partir de terapia


Prestes a chegar às lojas, o primeiro disco de Sandy, Manuscrito (capa ao lado), foi gerado a partir da análise da cantora. De acordo com a própria, a terapia a auxiliou a encontrar uma sonoridade que a traduzisse neste novo projeto. Ela se uniu com a banda na fazenda da família para poder gerar o disco. Ainda de acordo com a cantora, o disco não tem um som pop habitual, como o que fazia com seu irmão, Júnior. Mas também não chega a ser uma MPB mais estilística (como a que apresentou em 2007 durante temporada de shows em São Paulo). O álbum conta com as participações de Júnior, Lucas Lima (ambos tocam no álbum e assinam alguns dos arranjos) e da inglesa Nerina Pallot. Abaixo as faixas do álbum:

1- Pés Cansados
2- Quem eu Sou
3- Tempo
4- Ela/ Ele
5- Dedilhada
6- Sem Jeito
7- Duras Pedras
8- O que Faltou Ser
9- Perdida e Salva
10- Dias Iguais (com: Nerida Pallot)
11- Mais um Rosto
12- Tão Comum
13- Esconderijo

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Erasmo lança vídeo-clipe de "Jogo Sujo"


Música lançada no álbum Rock'n'Roll (2009), "Jogo Sujo" ganhou vídeo clipe lançado esta semana no canal MTV. A canção de Erasmo Carlos abre o álbum lançado pelo cantor ano passado e é o segundo single (o primeiro foi o bem executado "Cover"). Assista o clipe (que conta com a participação da banda mineira Skank - aliás, o clipe foi gravado na cidade de Belo Horizonte - MG) abaixo:


Rita regrava tema para abertura de novela


Rita Lee vai regravar a canção "Ti, Ti, Ti" para a abertura da novela homônima, adaptada por Maria Adelaide Amaral para o horário das 19h, na Rede Globo. A canção, lançada em 1981 pela cantora no álbum Saúde, foi gravada para a trilha original da novela pela banda Metrô. Rita aceitou o convite para regravar o tema da novela que deve estrear entre maio e junho.
Em tempo, na mesma novela também entrará a canção
"Agora é Moda", também de autoria de Rita, lançada em 1978 no álbum Babilônia, mas regravada pelo grupo Biquini Cavadão para a trilha da novela. A novela Escrito nas Estrelas também conta com mais um tema da rockeira. "Erva Venenosa" entra pela terceira vez na trilha de uma novela global.

domingo, 18 de abril de 2010

O amor, a festa e a devoção de Maria são louváveis



Opinião de show
Título: Amor, Festa e Devoção
Artista: Maria Bethânia
Local: Citibank Hall - São Paulo
Data: 16 de abril de 2010
Cotação: *****

Uma das grandes felicidades do ser humano é ter a chance de conferir uma apresentação ao vivo de Maria Bethânia. A cantora, que segue em turnê pelo Brasil com seu show Amor, Festa e Devoção, aportou em São Paulo nos dias 09, 10 e 11 de abril de 2010 para três apresentações no Citibank Hall. Devido ao estrondoso (e esperado) sucesso, a abelha rainha teve a temporada prorrogada por mais 2 dias. E foi no primeiro destes dois dias que Bethânia fez um dos melhores shows de sua turnê.

Amor, Festa e Devoção é a turnê onde Bethânia canta as músicas de seus dois últimos álbuns, o romântico Tua e o festeiro Encanteria.

O show começou de forma intimista, com Bethânia interpretando ao som do piano a belíssima “Santa Bárbara”, ainda com as cortinas baixas. “Vida” (Chico Buarque) deu continuidade ao show, que começou com força. Bethânia ainda recitou “Olho de Lince” (Waly Salomão) antes de cair na festividade de “Feita na Bahia” (Roque Ferreira). No primeiro bloco, Bethânia conseguiu unir a paixão ao amor do Brasil caboclo no bloco que uniu “Coroa do Mar”, “Linha de Caboclo”, “Encanteria” e “É o Amor Outra Vez” que se perde no bloco altamente festivo, demorando a se adequar ao clima do momento. Sentada numa cadeira estrategicamente posicionada no canto do palco, Bethânia encantou ao interpretar de forma intimista “Tua”, a pérola ofertada por Adriana Calcanhotto que acabou por batizar um dos álbuns de Bethânia. Outro momento forte, “Fonte” cumpriu seu papel, mas sequer roçou a beleza e a força de um “Explode Coração” cantado à capella pela cantora em unisosso com seu fiel público. Uma das surpresas do roteiro é a belíssima “Queixa”, do mano Caetano. “Você Perdeu” e “Até o Fim” marcaram a força num clímax de Bethânia com a platéia, que a perdoou de imediato pela ausência de “Dama de Cassino”. A troca de “Drama” (Caetano Veloso) por “Serenata de Adeus” (Vinicius de Moraes) também é desculpável, já que Bethânia se redime logo em seguida ao interpretar com força e paixão a belíssima “Balada de Gisberta”, do português Pedro Abrunhosa.

O show de Maria Bethânia é único, tanto por sua presença em cena quanto pela voz, mas a banda também tem uma grande parcela de culpa em tanta delicadeza. E sua importância é exaltada pela cantora em dois momentos: quando apresenta seus músicos os reverenciando e quando os deixa com um número só pra eles, num intervalo instrumental que serve de mote para que a “abelha rainha” possa trocar de roupa. E Bethânia retorna ao palco com seu figurino “interiorano” (como ela própria descreve) para emocionar e interpretar “Não Identificado”. Amor, Festa e Devoção não é apenas um show de divulgação do trabalho de Bethânia, ou a comemoração de seus 45 anos de carreira, é também uma homenagem à sua mãe, a centenária Dona Canô. Bethânia divide com seu público alguns momentos de amor e devoção à mãe, como quando recita “Mãe Canô” e emenda a belíssima “Curare” (Bororó) para explodir em festa com “Estrela” (Vander Lee). O Brasil caboclo é também lembrado pela cantora ao nos brindar com interpretação intimista de “Serra da Boa Esperança”, recitar “Brasil Caboclo” e emendar lindamente “Doce Viola”, “Guriatã” e “Pescaria”. O ápice do bloco festivo do show se dá quando Bethânia faz com que seu público dance ao suingue da união de “Saudade Dela” (Roberto Mendes/ Nizaldo Costa), “Ê Senhora” (Vanessa da Mata), “Batatinha Roxa” (domínio público), “A Mão do Amor” (Roque Ferreira) – apresentado na íntegra no show e não em vinheta, como no álbum – e a reprise de “Saudade Dela”. O amor volta a reinar quando Bethânia interpreta “Saudade” e, divertida, canta a sertaneja “É o Amor”, da dupla Zezé Di Camargo & Luciano, costurada a outro sucesso sertanejo: “Vai dar Namoro”, da dupla Bruno & Marrone. Se “O Nunca Mais” passou quase despercebido pelo roteiro, o bloco que uniu “Bom Dia”, “Andorinha” e “Bandeira Branca” fez o público cantar junto e se emocionar. Assim como “Domingo” marcou o fim do roteiro, “Pronta pra Cantar” foi o mote perfeito para Bethânia interpretar, quase à capella, trecho de “O Que é O Que é” e encerrando o show com “Encanteria”, dessa vez melhor posicionada no roteiro.

O BIS foi dado ao som de “Reconvexo”, encerrando o show com chave de ouro. Bethânia ainda voltou ao palco mais uma vez para atender ao pedido do público que a chamava incansavelmente. Por sugestão do maestro Jaime Alem, a cantora entoou (para a felicidade do público) o sucesso “Ronda” e ainda cantou mais um trecho de “Reconvexo”, encerrando com (real) chave de ouro a apresentação de um dos melhores shows que já aportou na capital paulistana neste ano.

O amor, a festa e a devoção de Bethânia são louváveis. E que venha o DVD!


Bethânia exclui "Dama do Cassino" de roteiro


O quarto dos cinco shows agendados para Maria Bethânia em São Paulo, na turnê Amor, Festa e Devoção, contou com uma frustração para alguns fãs. A "abelha rainha" excluiu do roteiro do show a canção "Dama do Cassino" (Caetano Veloso). O roteiro do show já vem passando por algumas alterações, como a exlusão da canção "Drama" (Caetano Veloso), que foi substituída por "Serenata do Adeus" (Vinicius de Moraes) e a inclusão de "Curare" (Bororó) no roteiro da na gravação do DVD da cantora, que ocorreu no início do ano no Rio de Janeiro, na casa Vivo Rio.
Abaixo o roteiro apresentado por Bethânia na noite de 16 de abril de 2010:

1- Santa Bárbara
2- Vida
3- texto Olho de Lince (Waly Salomão)
4- Feita na Bahia
5- Coroa do Mar
6- Linha de Caboclo
7- Encanteria
8- É o Amor Outra Vez
9- Tua
10- Fonte
11- Explode Coração
12- Queixa
13- Você Perdeu
14- Até o Fim
15- Serenata do Adeus
16- Balada de Gisberta

Intervalo: Instrumental

1- Não Identificado
2- texto Mãe Canô (Maria Bethânia)
3- Curare
4- Estrela
5- Serra da Boa Esperança
6- texto Brasil Caboclo (Maria Bethânia)
7- Doce Viola
8- Guriatã
9- Pescaria
10- Saudade Dela
11- Ê Senhora
12- Batatinha Roxa
13- A Mão do Amor
14- Saudade Dela
15- Saudade
16- É o Amor/ Vai dar Namoro
17- O Nunca Mais
18- Bom Dia
19- Andorinha
20- Bandeira Branca
21- Domingo
22- Pronta pra Cantar
23- O Que é O Que é
24- Encanteria

BIS:

1- Reconvexo

II BIS:

1- Ronda

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ensaio sobre o protesto.


Quando este texto for publicado talvez já se tenha passado algum tempo de escrito. Não por preguiça ou fatiga, mas apenas por impossibilidade.

Todos nós conhecemos a morte por conceito. Sabemos que ela existe e sabemos como ela age. Muitas vezes certeira pontual e objetiva, outras vezes faceira, prolixa e redundante. Mas que ela vem, isso é certo. Um dos grandes mistérios é como lidar com ela.

O acontecimento que se abateu pelos lados onde moro foi o desencarne (morte, para os mais conservadores) de uma mulher velha conhecida de todos. Podia não ser bem querida por todos, mas que era bem conhecida, isso é certo. Não faço esse texto como uma homenagem ou como uma citação, mas sim como um modo de expressar os sentimentos que surgem em meu consciente, os quais não sei expressar. Sei apenas que teve o impacto que todas as mortes tem em mim: surpresa. Nunca perdi ninguém que considerasse muito próximo, muito pelo contrário, apenas pessoas com quem no máximo trocava um bom dia. Sem conversas longas, sem grandes declarações e sem nada mais. Mas claro que, não importa quem se foi, alguém se foi, e a dor da família e amigos é comovente. Dois vê-los sofrer, mesmo que pensemos entender o que vem depois da morte. Muitos acreditam no julgamento da alma: céu ou inferno? Outros acreditam em outro tipo de julgamento: qual o seu grau de evolução? Você continuará neste planeta como um ser humano ou voltará como uma frágil e indefesa mosca que pode perder o direito de viver a qualquer momento? Para outros depois da morte acabou! Não resta mais nada. Eu por outro lado acredito que a morte é a porta de entrada para um novo mundo. Mas não vou entrar em conceitos mais profundos.

Aqueles que costumam ler meus textos devem estar estranhando esta diferente forma de escrever. Não se espantem, ainda estou sobre o efeito de Dom Casmurro.

Mas, voltando ao raciocínio. Nos deparamos com a morte como um grande fim, quando ela deve ser vista como um novo começo. O luto é necessário, não sei se para o espírito, mas para que nos sintamos aparados pela possibilidade de nos sentirmos fracos, uma veizinha que seja. A comoção dos vizinhos foi e ainda é grande, visto que o fato é recente (na noite em que escrevo este texto). Os familiares... bom, não sei como estão, ainda não os vi, mas sei que a dor não será fácil de ser superada. Quando perdemos alguém para uma doença talvez consigamos assimilar mais facilmente essa perda. Afinal era algo já previsto. Mas quando perdemos alguém, como neste caso específico, para a violência de um país onde reina a impunidade, como ficamos? Como ficam nossos direitos e nossos desejos? Como ficam as belezas que sonhamos apresentar a nossos filhos? Como fica a história? E aí? E o Brasil? A quantas anda? Como é possível viver num país de impunidade e bacanal?! Tudo é festa no país do futuro e da televisão! O carnaval é nosso bálsamo benigno, mas eu pergunto: e o resto? Quem vai ficar no gol? Os bandidos de colarinho branco continuam lá, naquela porra de senado! Os bandidos da pior espécie também continuam aí soltos à margem da lei! E nós? E nós cidadãos? Vivemos onde? Onde nós vivemos, porra?! Que merda de país é esse que é governado por plebeus ignotos?! Que droga de cidade é essa com um prefeito mais preocupado em tirar cartazes das ruas que proteger a população de vagabundos à margem da lei?! E o governo? Um filho da puta (no sentido não literal da expressão) nos deixou ao rés do chão para se candidatar a presidente dessa mumunha que chamamos de país! E o presidente? Viajando feito andorinha na migração. E o povo? E nós? Pra onde nós vamos? Pessoas morrem por aí enquanto eles estão lá cercados por luxos que nós pagamos com o nosso suor! Se é para fazer merda que façamos direito e votemos direito nessas eleições! Não quero um país governado por boçais que fazem pouco de nossas caras! – Como comecei a falar de política dentre a um texto que começou com um teor pseudo-filosófico? Não sei, mas ela está aí!.

A morte está aí para nos mostrar um outro caminho espiritual, mas também está aí para nos mostrar que, na lei dos homens, sempre há o que se mudar. Votemos direito nessas eleições, volto a repetir, e deixemos a alienação de lado! Que vergonha que tenho da minha idade enquanto maioria. Um bando de alienados ligados a nada e desligados ao mundo! Sim, senhores, as críticas rolariam soltas neste texto se não decidisse dar-lhe um ponto final. Por que dar-lhe um ponto final? Porque minha raiva já não se contenta mais a se explicitar em linhas. Então encerro por aqui.

Para Chico, Edu e Beatriz.


Broken Lines

(Bruno Cavalcanti)


Me deixa abraçar o teu corpo

Te esquentar no frio

Reviver o que há muito está morto.

Deixa eu desenterrar

O que nunca morreu.

Ah, essa matriz na encosta do teu nome

Grande fraqueza deste homem

Que pede ajuda a quem propor ajudar

E acredita no bem que fingem lhe dar.

Quero respirar o teu ar mais uma vez

E só uma vez a tua tez,

Teu olhar, tuas crises de amar.

E se a morte se desse num saudar

Morreria eu sem protestar.

Me ensina, sou seu aprendiz

Você, bela atriz

Me leva para sempre encantriz.