segunda-feira, 13 de julho de 2009

Irregularidades casuais pautam DVD de Vallen.


Opinião de DVD
Título: Ricky Vallen Ao Vivo
Artista: Ricky Vallen
Gravadora: Sony Music
Cotação: ** 1/2

Ex-calouro do programa apresentado por Raul Gil, Ricky Vallen veio ganhando espaço na mídia após ter sido indicado ao Grammy Latino na categoria "revelação" por seu irregular primeiro álbum, Homenagens, e por ter um sucesso radiofônico que, por casualidade, já foi parar na voz de Adriana Calcanhotto. O cantor lança pela Sony Music seu primeiro registro de show, Ricky Vallen Ao Vivo. O DVD não é exatamente o registro de um show inédito, já que o repertório do show é similar ao dos shows apresentados pelo cantor na medida em que o tempo passa, mas há diferenças, como, por exemplo, canções inéditas.
O projeto é aberto com
"Palavra e Som", a bela parceria de Altay Veloso com Paulo César Feital que tinha fôlego para se tornar um dos primeiros hits do primeiro disco de Vallen.
O DVD é belo, já que o cenário e a (certeira) iluminção contribuem (e muito) para que o show cresça. A segunda canção, a belíssima
"Disparada" (Geraldo Vandré/ Theo de Barros), é calcada por arranjos belíssimos, porém acaba tornando-se irregular devido o exagero cênico do cantor que tenta, em vão, interpretar as frases da canção. Os exageros cênicos pairam por todo o DVD. Se "Espumas ao Vento" pode ser considerado um dos pontos altos do DVD pelo belo arranjo e interpretação, pode ser considerado como um ponto destoante pela (falha) edição, que não explora como poderia toda a interação da platéia com o cantor (interação essa presente em todo o DVD). Outro ponto alto é a balada "Avesso" (Jorge Vercillo). O cenário "casa" muito bem com a letra da canção, tendo os arranjos como show à parte. A banda que acompanha o cantor é um show à parte, rearranjando sucessos e criando arranjos para canções inéditas. Inéditas essas nem sempre regulares ou aproveitáveis, como é o caso de "Linda Demais". A parceria de Carlos Colla e Marcelo Costa Santos não cumpre seu papel de "turbinar" o projeto, resultando num ponto baixo. E, por falar em ponto baixo, "Miss Celie's Blues" seria, sem dúvida, o pior momento do DVD, não fosse a ótima participação de Shirley Carvalho. A canção de Quincy Jones, Rodney Liyn Temperton e Lionel Richie foi literalmente gritada pelo cantor, mas cantada com muita maestria e beleza por Shirley. O número mais parecia uma brincadeira, a qual Shirley sabia brincar muito bem, mas Vallen ainda não aprendera. Mesmo com improvisos pavorosos e desnecessários ao final do número, os agradecimentos sinceros valeram (parte) da canção. Um dos pontos mais altos do DVD é "Tango pra Tereza" (Evaldo Gouveia/ Jair Amorim), um belo número levado em tom burlesco e circense que valeu até os exageros cênicos de Vallen e contaram com a (bem-vinda) participação de uma dançarina para ensaiar passos de tango com o cantor. O projeto transcorre linear com outro belo número, a inédita "Essa Dona", a versão de Cláudio Rabello para a italiana "Bella Stronza" foi levada por um arranjo pautado em cordas. Belíssimo. O solo de guitarra no meio da canção serviu como gancho para que o cantor pudesse trocar o figurino. O número seguinte, "Esperando Aviões" (Vander Lee) foi outro ponto alto do projeto. A canção ganhou a força inexistente no opaco registro original de Lee. A outra inédita, "A Canção (Se Você Escutar)", apesar de irregular tem fôlego para hit radiofônico. O projeto não é irretocável. Muitos momentos descartáveis (como a presença da balada "Unforgattable") poderiam ser facilmente contornados se a direção do projeto fosse mais atenta. Falta atenção sentida em números como "Mi Corazón te Reclama" e a outra inédita "Vida, Onde é que foi Parar?". A inédita de Simone Saback é insossa e não faz jus a sua presença no projeto. Apesar da bela introdução, "Paciência" (Lenine/ Dudu Falcão) torna-se um número frio pela interpretação pouco empolgante de Vallen. Se "Toda Mulher" é inédita interessante (pela letra que alude ao universo feminino e pela saudação feita em cena por Ricky Vallen a Carlos Colla - presente na platéia), o hit radiofônico "Vidro Fumê" (o primeiro do cantor) é número morno. Mesmo com a intervenção do público, o número só estava presente no projeto por se tratar de um hit de força em sua carreira. "Milagres do Povo" foi pautada pela homenagem afro, a qual teve continuidade em "Ilê, Pérola Negra" onde, em determinado momento, Ricky Vallen já estava no meio do público em cima de uma das mesas da casa carioca Vivo Rio saudando a imagem da Nossa Senhora Aparecida no número que fechou o DVD, "Maria, Maria" (Milton Nascimento/ Fernando Brant).
Os extras são regulares e contidos em habituais entrevista (onde o cantor fala da infância pobre na cidade de Volta Redonda - RJ) e ensaio para a gravação do DVD. Os números extras também estão presentes. A evangélica
"Sonda-me, Usa-me" estava como faixa bônus (decisão acertada, já que a canção não diz a que veio e não tem um porque de figurar no roteiro). É número desnecessário, mas bonito. Já o (estranho) clipe de "Hoje no Mar" tira a força da bela canção de André Gabé.
Enfim, apesar da feiosa capa que não traduz a essência (inexistente) do show, o DVD Ricky Vallen Ao Vivo tem fôlego para se tornar um projeto de êxito no mercado fonográfico.

O roteiro do novo disco de Cañas


Com lançamento agendado pela gravadora Sony Music para dia 20 de julho, o novo disco de Ana Cañas, Hein?, tem em seu roteiro 12 faixas. Nove das doze são assinadas por Cañas em parceiria com Liminha, Dadi, Arnaldo Antunes e Fabá Menezes (com intervenções de Flávio Rossi). Duas faixas são composições apenas de Ana e há uma regravação, a canção "Chuck Berry Fields Forever", do repertório de Gilberto Gil . O disco é o segundo da carreira da cantora e é o sucessor do bom Amor e Caos (2007) e tem a produção de Liminha. A faixa escolhida para divulgar o disco nas rádios é a boa "Esconderijo". Eis o roteiro que compõe o disco:

1- Na Multidão
2- Coçando

3- Na Medida do Impossível
4- Esconderijo
5- Sempre com Você
6- Chuck Berry Fields Forever

7- Gira
8- Problema Tudo Bem
9- Aquário
10- A Menina e o Cachorro
11- Não Quero Mais
12- O Amor é Mesmo Estranho

Aumenta que Isso aí é Rock And Roll!


Aqui vai um texto meu publicado no blog Alma & Espírito sobre o dia do rock! Aqui vai:

Hoje, dia 13 de julho, é o dia mundial do rock! Os rockers de plantão estão em festa! Todos os roqueiros, desde o mais antigo surgido na Jovem Guarda, até o mais novo surgido nas modas “core”, todos comemoram a origem desse ritmo que mudou o mundo!
Eu, neste texto, não tenho vontade de me prender às origens da existência do rock and roll, tenha ele surgido com Chuck Berry ou com o Elvis Presley, achei mais propício me prender às origens do rock and roll aqui no nosso Brasil brasileiro, terra de mulato inzoneiro, onde eu canto os meus versos.
Na década de 50, início de 60, o som que dominava o Brasil era a bossa nova (pela qual eu sou tremendamente apaixonado). Elis Regina, Tom Jobim, Miúcha, Nara Leão e Vinicius de Moraes eram alguns do “bambambans” da bossa, mas, logo na metade da década de 60, surge na TV Record um grupo de jovens, onde os homens tinham uma calça boca-de-sino gigante e as mulheres usavam saias curtíssimas! Eles não tinham em mãos um banquinho e um violão, mas sim uma guitarra elétrica e muita atitude! Eles eram os dominadores das jovens tardes de domingo, eles compunham a Jovem Guarda! A Jovem Guarda foi o primeiro grande movimento de rock no Brasil e era comandado por um trio histórico: o tremendão Erasmo Carlos, a ternurinha Wanderléa e o rei Roberto Carlos. Os artistas que compunham a Jovem Guarda cantavam rocks próprios e várias versões de músicas de gente como Elvis e, claro, Beatles!
O rock mudou o modo de pensar das pessoas! Se os Beatles eram praticamente proibidos nas casas de “gente de bem”, o pessoal da Jovem Guarda então era abominado pelos pais e mães daquela época! Se a Wanderléa fazia questão de parar um casamento ou desafiar todos com sua prova de fogo, Elis Regina nadava nas águas de março! Se Erasmo Carlos chamava todos para irem quentes porque ele já estava fervendo, Tom Jobim e Vinicius de Moraes caiam de amores pela sua garotinha de Ipanema! Se o Roberto Carlos era terrível e amava loucamente a namoradinha de um amigo seu, o João Gilberto desafinava que era uma beleza!
Mas nem só de Jovem Guarda foi feito o rock, já que, no início de década de 70, o programa saiu do ar, mas o movimento continuava, mesmo sem a força de outrora, ele continuava. Num último suspiro do que parecia ser o rock and roll, surgiram dois baianos entoando suas guitarras elétricas com percussão, baixo, bateria e tudo o que tinham direito! Enquanto um passeava domingo no parque, o outro vivia de alegria e alegria! Gilberto Gil e Caetano Veloso criaram outra forma de rock and roll: a Tropicália!
Os tropicalistas eram um povo hippie, que seguia os ensinamentos deixados por Jimi Hendrix e Janis Joplin, mas o “amor e paz” ficou um pouco pra trás, o importante agora era incomodar! Se até Nara Leão, a musa da bossa nova, se rendeu às forças tropicalistas, porque não crescer mais? Os tropicalistas eram formados (de grande importância) por: Gilberto Gil, Caetano Veloso, Nara Leão, Gal Costa, Tom Zé, Os Mutantes e, um dos mais importantes, o maestro Rogério Duprat! Mas, venhamos e convenhamos, o rock tropicalista só era rock porque havia um grupo que se destacava: Os Mutantes!
Formado por Rita Lee, Arnaldo Batista e Sérgio Dias, Os Mutantes eram um grupo de jovens que fazia rock pesado e incomodava muita gente! Fosse tocando uma bossa composta por Gil e Caetano (“Panis et Circenses”), fosse fazendo um disco de capa altamente criticada naquela época (“A Divina Comédia ou Ando Meio Desligado” – vou deixar a imaginação de vocês florescer, porque será que o disco era tão vetado?), fosse fazendo rock puro e pesado (“Top Top”, “Posso Perder Minha Mulher, Minha Mãe, Desde que eu Tenha o Rock And Roll”, “Ando Meio Desligado”) ou fosse cantando de costas para o público ao lado de Gilberto Gil (“Domingo no Parque”), Os Mutantes eram os bons!
O rock, na medida em que a década de 70 foi passando, foi perdendo força! Por mais que gente como Rita Lee (até então com o grupo Tutti-Frutti) e Erasmo Carlos (agora, fora da Jovem Guarda) tentasse, o rock estava perdendo sua força! Até que chegaram os grandes anos 80, onde tudo aconteceu!
O primeiro suspiro de rock no Brasil que os anos 80 deram foi, na verdade, em 1979 com o lançamento do disco “Simples Como Fogo”, da Marina Lima. Uma mulher fazendo rock e, em plena capa do disco, exibindo um corpo escultural e sexual empunhando uma guitarra vermelha ardente! Isso era atitude!
Os anos 80 foram muito produtivos para o rock no cenário nacional, fosse criando bandas como Kid Abelha, Legião Urbana, Barão Vermelho e Kid Vinil, cantoras como a própria Marina, cantores como Lobão, Cazuza e Lulu Santos... O rock nacional estava bem servido (assim como o internacional que tinha em seu catálogo ícones como Nirvana)!
Na década de 90 até hoje, o rock nacional nunca mais foi o mesmo! Confesso que mesmo com o surgimento de bandas como Capital Inicial, cantoras como Pitty, etc e tal, o rock ainda me parece MUITO artificial! Os anos 90 tomaram um fôlego do cenário musical que até hoje estamos tentando recuperar!
O rock hoje completa incontáveis anos (talvez 50, talvez 60, não sei), mas vale lembrar que rock não é apenas um gênero musical, é também um tipo de atitude! Ser roqueiro é ter uma atitude que desponte de tudo o que é convencional...
Confesso que estou esperando essa atitude roqueira de hoje em dia...


domingo, 12 de julho de 2009

O roteiro da gravação do DVD de Zeca


Na noite de 10 de julho Zeca Pagodinho registrou em DVD (e Cd ao vivo) seu show Uma Prova de Amor com show na casa carioca Citibank Hall (RJ). O show contou com as participações de Almir Guineto, no número "Lama nas Ruas", Jorge Ben Jor, no número "Ogum" (e num improvisado "Taj Mahal"), Monarco, em "Coração em Desalinho", e Velha Guarda da Portela, no número "Esta Melodia" e em "Vivo Isolado do Mundo". O DVD tem lançamento previsto para o mês de outubro e contará com um samba inédito composto por Zeca com Arlindo Cruz, "Se Ela não Gosta de Mim".
Eis o roteiro do show:

1- Deixa a Vida me Levar
2- Eta Povo pra Lutar
3- Uma Prova de Amor
4- Lama das Ruas - com Almir Guineto
5- O Canto da Sereia
6- Não Sou Mais Disso
7- Então Leva
8- Fita Amarela
9- Vai Vadiar
10- Patota de Cosme
11- Ogum - com Jorge Ben Jor
12- Taj Mahal - com Jorge Ben Jor
13- Minha Fé
14- Tema Instrumental - Banda
15- Se Ela Não Gosta de mim
16- Esta Melodia - com Velha Guarda da Portela
17- Vivo Isolado do Mundo - com Velha Guarda da Portela
18- Jura
19- Alô, Mundo!
20- Normas da Casa
21- Ratatuia
22- Quando a Gira Girou
23- Maneiras
24- Coração em Desalinho - com Monarco
25- Verdade

BIS:

26- Quando Eu Contar (Iaiá)/ Bagaço da Laranja

sábado, 11 de julho de 2009

Chico Anysio no elenco de "Caminho das Índias"



Confesso a vocês que eu adoro novelas. Sou viciado-fissurado pelas novelas exibidas pela Rede Globo. Porém, não assisto Caminho das Índias. Confesso que não me interesso nem um pouco pela história de Maya, Raj ou o personagem do Marcio Garcia (que eu não faço a mínima idéia de como se soletra aquele nome). A Índia nunca me interessou, confesso que o meu núcleo favorito é o que aparece a Norminha. Dira Paes com seu talento inegável deu vida a uma das personagens mais divertidas da história das novelas desde a Bebel, personagem de Camila Pitanga em Paraíso Tropical (2006/ 2007). O fato é: eu não assisto a Caminho das Índias, para falar a verdade raramente assisto alguma novela da Glória Perez. Por mais talentosa que ela seja nunca me interesso por suas tramas, a própria América (2004) foi um fracasso pessoal pra mim. Anyway, o fato é que Caminho das Índias ganhará um reforço no (ótimo) elenco. Trata-se do humorista Chico Anysio! Anunciada por Glória Perez em seu blog oficial, a entrada do humorista na trama ainda não tem uma data definida, só o que se sabe é que Chico fará o papel de um falso pai do personagem Radesh, levado com muita maestria por Marcius Melhem.
Essa foi uma notícia que me deixou contente pacas, afinal adoro o trabalho desse cara espetacular que é o Chico Anysio. A última vez que tive o prazer de vê-lo foi num papel engraçadíssimo no filme Se eu Fosse Você 2 (Globo Records). Chico em Caminho das Índias, quem sabe não passe a assistir mais esse trabalho...?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Mylene oscila entre MPB tradicional e novidade em disco


Opinião de Cd
Título: O Que é Que Há?
Artista: Mylene
Gravadora: MCD Records
Cotação: ****
Ano de lançamento: 2003/ Ano de descoberta: 2008


Lançado originalmente em 2003 de forma idependente em tiragem restrita com o título de Mylene, O Que é Que Há foi relançado em 2004 pela gravadora MCD. O disco é uma mistura de uma MPB mais tradicional com um som mais contemporâneo, misturando o fado e a música eletrônica.
A canção que abre o disco é a boa
"48 Horas", parceiria de Fábio Almam com Pontual e Velos. A letra segue a linha de hit radiofônico, mas os arranjos dizem o contrário. A segunda faixa do disco, "Clareou", mostra uma influência afro, vide que os tambores ouvidos no final da canção lembram "O Canto das Três Raças" de Clara Nunes. "Rio Lisboa" faz em sua letra a ligação entre Rio de Janeiro e Lisboa, fazendo citações do rio Tejo e de cidades como Coimbra, relacionando com a praia de Copacabana e Niterói.
Se a canção título
"O Que é Que Há" (Fábio Jr.) não cumpre seu dever, "Pipoca Contemporânea" e "Eleanor Rigby" cumprem muito bem o papel de recolocar o disco no tom classudo. Outra canção que também teria tudo para ser um sucesso radiofônico por sua letra, mas com arranjos contraditórios, é "Coração Tonto". Mylene não procura se adaptar ao público, mas sim que o público se adapte a ela. Levando em conta frases como as de "Nela Lagoa" (ela me pega pelo gargalo e me bebe feito coca-cola). "Promessas" é a canção que tem cara de hit, enquanto "Madrigal" consegue fazer uma bela ligação entre o fado e a música pop/ eletrônica soando quase folk. Uma faixa que fica praticamente escondida em todo o disco é "Longa, Longa Noite" que, ao todo, pouco acrescenta ao trabalho.
Enfim, com um belo trabalho, Myele merecia um espaço maior pelas Fm's da vida. Vale à pena.

Descobertas


Hoje eu dou lugar a mais um espaço aqui no Infinitivamente Pessoal. Normalmente nós não conheçemos a cena mais indie da música brasileira, pessoas de um talento estupendo, porém perdidas pelo mercado. Eu abro aqui hoje o espaço Descobertas, onde vou dar dicas (e receber também) de discos e/ ou cantores, cantoras ou bandas com um trabalho mais idependente. O espaço será aberto com o disco O Que é Que Há? de uma cantora chamada Mylene. Fica a dica e, no próximo post, uma opinião sobre o disco.

Eis a capa do novo álbum de Pitty


Taí a capa do quarto álbum da discografia de Pitty. Chiaroscuro (palavra que, na língua italiana, siguinifica "claro escuro") tem lançamento agendado pela DeckDisc para o mês de agosto. A faixa que puxará o disco é a balada "Me Adora" que, como dito em post anterior, já tem clipe gravado e dirigido por Ricardo Spencer e chegará às rádios a partir do dia 14 de julho. O disco apresenta 11 canções inéditas, todas da lavra de Pitty, inclusive "Todos Estão Mudos", alusão a "Todos Estão Surdos", a canção da lavra de Roberto e Erasmo Carlos. Outra faixa do disco é "Água Contida", a canção inspirada em ária da obra Carmen. Eis as 11 faixas do disco:

1- 8 e 80
2- Me Adora
3- Medo
4- Água Contida
5- Só Agora
6- Fracasso
7- Desconstruindo Amélia
8- Trapézio
9- Rato na Roda
10- A Sombra
11- Todos Estão Mudos

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Novo single de Madonna chega as rádios dia 28.


"Celebrate" é o título do próximo single de Madonna. A canção é uma das três inéditas que irá compor a próxima coletânea da rainha do pop, Celebration, a ser lançada pela gravadora Warner Music em setembro. O disco é o último trabalho de Madonna a ser lançado pela gravadora, a qual veio lançando os trabalhos da cantora há 25 anos. De acordo com o blogueiro Perez Hilton, a canção chegará às rádios de todo o mundo no dia 28 de julho.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Pitty grava primeiro clipe de "Chiaroscuro"


"Me Adora", esse é o título do primeiro single do novo disco de Pitty. Chiaroscuro é o quarto título da discografia da cantora (o terceiro em estúdio) e tem lançamento agendado pela DeckDisc para o mês de agosto. A canção "Me Adora" tem o lançamento agendado para dia 14 de julho nas rádios do Brasil, já o clipe ainda não tem uma data de estréia. A produção do clipe ficou por conta de Ricardo Spencer, o mesmo produtor do clipe das canções "Memórias" e "Deja-vú", os dois singles do último disco de Pitty, Anacrônico (2005). Outras canções do disco são "Medo", "Fracasso", "8 ou 80", "Rato na Roda" e "Água Contida" (a canção inspirada nba ária da ópera Carmen de Bizet). Chiaroscuro será lançado em forma de Cd e (curiosamente) de vinil.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Sticky & Sweet Tour parte 2






No dia 04 de julho estreou em Londres, na O2 Arena, a segunda etapa da Sticky & Sweet Tour da Madonna. VÁRIOS boatos foram divulgados, dentre eles que Madonna dançaria flamenco, que canções como "Who's That Girl" seria uma das canções da turnê, que haveriam telões flutuantes no palco, novas projeções, novos figurinos, novas coreografias... Bom, eu vim coletando algumas coisas sobre as reais mudanças da turnê. Pelo menos a estréia teve mudanças mais ou menos siguinificativas. No todo é a mesma turnê que passou pelo Brasil no ano passado e que eu tive o prazer de assistir.
Não há canções inéditas na turnê. A única canção "inédita" é
"Celebrate", a qual tem os versos casados com os de "Holiday". Madonna voltou a cantar "Holiday", a última turnê que teve esta canção foi a Re-Invention Tour de 2004. Madonna homenageou Michael Jackson (1958-2009) com um dançarino vestido igual a Michael e dançando suas coreografias numa canção que unia a batida de "Billie Jean" com outros sucessos da carreira do rei do pop. Outra canção que também esteve presente foi "Dress You Up" em versão muito mais rockeira. "Holiday" (com batidas de "Everybody") e "Dress You Up" entraram no lugar de "Heartbeat" e "Borderline". No vídeo "interlude" "Get Stupid" Madonna não fez alusão à Obama (como no primeiro vídeo), mas sim às eleições do Irã. Outra mudança foi a exclusão de da versão rock de "Hung Up" e a inclusão de um remix "bate estaca" de "Frozen", uma das mais belas performances do show. Não havia mais a seção "peça sua música", onde um fã escolhia uma canção e Madonna a interpretava à capella. O show foi encerrado com "Give it 2 Me" sem mudança alguma, apenas a luvinha branca usada por Michael Jackson que Madonna incorporou na coreografia da estréia.
Detalhes: O cabelo estava mudado. O cabelo horrível cheio de cachos e repartido da primeira etapa da turnê sumiu e deu lugar a um belo cabelo com poucos cachos e de lado. O figurino do primeiro bloco, o blogo
Pimp, mudou também, agora é um corsset preto.

No todo são essas as (poucas) mudanças da Sticky & Sweet Tour. Há possibilidade de que, a medida que tome a estrada, o show ganhe mais mudanças.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Uma semana atribulada - o relato

Ah, sexta-feira! Enfim chegou o fim da semana, enfim chegou esse dia tão lindo que antecede um dia ainda mais lindo: sábado!
Minha semana foi tão estranha! Segunda-feira eu tive um princípio de febre altíssima! Oscilei entre o frio das geleiras siberianas com o calor das areias árabes. Foi uma segunda-feira bastante estranha, tão estranha quem nem me recordo direito dela. Terça-feira já foi mais situada, fui para a escola, vi seminários, trabalhos, exposições e, após sair da escola, iniciei minha maratona para cumprir a agenda de apresentação. Fui para o Educandário Allan Kardec afim de encontrar com as crianças que lá estudam e irmos para o Centro de Exposições Imigrantes aqui em São Paulo, para apresentar o espetáculo Formas Poéticas. Fomos todos na van alugada especialmente para nos levar e trazer de volta. Uma viagem como já estou acostumado: enquanto os alucinógeos brincam e gritam desvairadamente, eu ouço minha musiquinha e leio meu livrinho... Aliás, estou lendo um romance da Agatha Christie chamado A Casa Torta, ainda não acabei mas estou vidrado. Chegamos ao Centro de Exposições, entramos e fomos direto ao camarim coletivo (como estamos acostumados), conhecemos o palco, ensaiamos numa passagem relâmpago, comemos e fomos descançar até a hora da apresentação. Por incrível que pareça a cena bizarra da van se repetiu, estávamos na explanada do Centro de Exposições e, enquanto uns alucinógenos corriam de um lado para outro, outros gritavam, outros brincavam, outros fofocavam andando de um lado para outro tentando mostrar que tinham amigos e eu, claro, me sentei no lugar mais calmo que encontrei e me pus a ler o delicioso romance da Agatha. Dado o devido momento nos posicionamos no camarim, nos trocamos, arrumamos nossos panos, nos posicionamos nas coxias, as luzes se apagaram, nos posicionamos no palco, ouve-se o som do pandeiro e se inicia o espetáculo com a percussão corporal e o texto sobre o ponto (com citação até ao meu texto-canção
"O Ponto"). A platéia era miúda, poucas pessoas para uma exposição de arte. Confesso que tive de fazer um esforço muito grande para continuar em palco, a medida em que o espetáculo corria o frio aumentava e eu estava totalmente à meia-voz, tive que literalmente gritar os textos. Ao final da apresentação recebemos os aplausos e nos dirigimos ao camarim, nos trocamos meio toscamente e nos dirigimos para a explanada. Enquanto os alucinógenos seguiam o mesmo ritual bobinho eu resolvi mudar um pouco e conversar com os dançarinos da CIA Druw. Gente do ramo de arte. Gente bonita e interessante. Assistimos ao espetáculo Lúdico que ganhou uma versão mais contida para conseguir caber no Centro de Exposições Imigrantes. Agora vem a melhor parte: o final! Ao fim do Lúdico nos dirigimos de volta ao camarim para pegarmos nossas coisas e irmos embora e, ao olhar para o lado, quem eu encontro? Quem? Quem? Quem? Ele! O grande! O camaleão! O inclassificável! Sim, senhoras e senhores, eu dei de cara com Ney Matogrosso nos bastidores do Formas Poéticas/ Lúdico. Caí de 4, tirei foto, brindei... Dei uma de fã tiete controlado. Pegamos nossas coisas e nos dirigiamos a van quando recebi o convite de voltar de carro, de carona, pra casa. Lógicamente que aceitei, seguimos a van e os alucinógenos pareciam não terem perdido da energia que eu perdi pois a van a nossa frente literalmente balançava. Cheguei em casa, conversa vai, conversa vem, descobri que estava com 39º de febre!!! Morria de frio e, depois, de calor! Dormi e fui para a escola quarta-feira como se nada estivesse acontecendo. Quarta e Quinta foram dias (muito) estranhos. Provas, revisões, mais trabalhos, mais exposições, mais seminários, lições, sono, cansaço no corpo... Ai, meus sais... Mas nenhum dia me irritou tanto quanto hoje! Mas chegamos ao fim dessa semana! Uma semana estranha de doença, provações, porém de um alívio muito grande. Confesso que não fazer mais parte do projeto Lúdico me faz bem! Não que eu seja ingrato ou falso, mas participar das aulas já não estava me fazendo tão bem quanto antes... Sair irritado não foi bom, portanto seria melhor que sair surtado.
Amanhã é sábado e tenho tanto o que fazer: curso, festa junina, encontro com amigos de séculos atrás com quem estou com uma dívida enorme de mais ou menos 1 ano e meio sem ver, sessão, festa e, mais tarde, Rita Lee no Altas Horas. Já o domingo será menos corrido, pela manhã ensaio da peça Rascunhos e a leitura branca da próxima peça: As Notas, mais tarde o almoço de comemoração dos 3 anos da CIA das Artes Monteiro Lobato e um provável cineminha. Mas logo após a meia-noite começa tudo outra vez! No entanto as minhas aulas só acontecerão segunda e quarta, portanto a partir de quinta vocês não me ouvirão mais reclamar de uma semana atribulada pois eu achei o que precisava: férias!

beijo enorme a todos vocês, meus tão fiéis leitores fantasma. Boa noite!

BC.

Santa confusão...


Suicídio bem divertido.

Foi encontrado no bolso de um cadáver, quando se preparava para a autópsia a seguinte carta:
Ex. Senhor Delegado do Ministério Público: Suicidei-me! Não culpe ninguém pela sorte. Deixei esta vida porque um dia a mais que vivesse acabaria por morrer louco.
Eu explico-lhe Senhor Doutor. Tive a desdita de me casar com uma viúva a qual tinha uma filha: se soubesse isto jamais teria casado. Meu pai, para maior desgraça era viúvo e quis a fatalidade que ele se enamorasse e casasse com a filha da minha mulher.
Resultou daí que a minha mulher se tornou sogra do meu pai. A minha enteada ficou a ser minha mãe e o meu pai ao mesmo tempo meu genro.
Após algum tempo, a minha filha pôs no mundo uma criança que veio a ser meu irmão, porém neto da minha mulher que fiquei a ser avô do meu irmão. Com o decorrer do tempo, a minha mulher pôs também no mundo um menino que como irmão da minha mãe, era cunhado de meu pai e tio do meu filho, passando a minha mulher a ser nora da própria filha.
Eu Senhor Delegado fiquei a ser pai da minha mãe, tornando-me irmão dos meus filhos a minha mulher ficou a ser minha avó já que é mãe da minha mãe, assim acabei sendo avô de mim mesmo.
Portanto, antes que a coisa se complicasse mais resolvi acabar com tudo de uma vez.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Cia das Artes Monteiro Lobato: 3 anos de glória


Hoje (02/ julho/ 2009) a Cia das Artes Monteiro Lobato comemora 3 anos de uma gloriosa existência. Em agosto deste ano de 2009 eu comemoro 1 ano de estadia dentro do seio desse grupo maravilhoso. Conheço pouco da trajetória deles, mas já tive o prazer de ouvir muitas histórias da CIA. Conheci esboço das estórias escritas por nosso diretor, conheci gente bonita e interessante... Conheci um tipo de paraíso! Pelo o que sei já foram encenados um número bacana de peças, a primeira foi Cesta de Natal, ouvi falar da pequena montagem de O Sítio do Pica-Pau Amarelo, soube da saudosa A Era do Rádio (que, levado em consideração vários depoimentos, foi uma das melhores peças já montadas pela CIA até então), tive o prazer de participar da produção da remontagem de Família Pra Quê? (outro grande sucesso, o qual pude testemunhar com meus próprios olhos com base nos ensaios), Estado Gasoso (que tive o prazer de assistir toda a temporada no Auditório Ilza Cintra e, a partir desse espetáculo, ser convidado a fazer parte dessa CIA deliciosa) e, mais atualmente, Rascunhos, a 6ª peça da CIA. Não acredito que tenha havido alguma peça que não tenha obtido o êxito da platéia. Os textos são escritos pelo ator e diretor Mário José Cutolo (estórias ótimas, diga-se de passagem). Fazer teatro no Brasil é difícil, mas é gostoso! Por mais que o incentivo à cultura no nosso país seja mínimo a arte não é! Pelo contrário, em minha modésta opinião o Brasil é o lugar que tem a melhor música (guardadas as devidas proporções), o melhor teatro, as melhores novelas, os melhores autores, um cinema riquíssimo, uma literatura que, se não for a melhor, é uma forte candidata! O Brasil só não tem apoio... aliás, não vamos jogar a culpa só nos nossos pobres políticos, coitados! A culpa também pode recair sobre uma BOA parte da população que não se interessa! Minha geração adolescênte então, ai meus sais! Dá até vergonha! Mas fica a minha singela, singelíssima aliás, homenagem a essa CIA MARAVILHOSA! Que possamos sempre crescer mais e mais, conquistar mais e mais, que possamos batalhar e ganhar! Desesperar, desisitir, fraquejar e vacilar jamais! Fracassar talvez, mas sempre levantar com a cabeça erguida! Come on people, nós podemos! Cia das Artes Monteiro Lobato 3 anos de glória!

BC.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cañas lança "Hein?" no mês de julho


Segundo título da discografia de Ana Cañas, Hein? será lançado pela gravadora Sony Music no mês de julho. O disco conta com a produção de Liminha e com a participação do baixista e produtor em algumas faixas. O disco chegará as lojas oficialmente no dia 15 de julho, mas o show de divulgação tem estréia no dia 04 de julho (sábado) no Teatro Bourbon Country (Porto Alegre) às 21h.

Maria Rita e Rita Lee no "Piquenique" de Ed.


Prestes a lançar seu décimo disco de canções inéditas, Ed Motta contou com o nome de Maria Rita e Rita Lee na ficha técnica de Piquenique. Maria Rita gravou participação em "A Turma da Malandragem", o tributo ao grupo antes liderado por Wilson Simonal. Já Rita Lee compareceu com uma canção inédita para o projeto. "Nefertiti", a única canção do disco que não traz a assinatura de Ed Motta. O disco tem previsão de lançamento para agosto de 2009 e será masterizado nos Estados Unidos por Herb Powers. O último disco lançado por Ed foi Chapter 9, no ano passado com repertório todo em inglês.

Site oficial divulga fotos dos ensaios de Madonna.



Faltando apenas 3 dias para a estréia mundial da segunda etapa da nova turnê de Madonna, a Sticky & Sweet Tour (que passará pelo leste europeu e será encerrada com dois shows em Israel), o site oficial da cantora divulgou duas imagens dos últimos ensaios da turnê (fotos acima). O show de estréia acontece sábado, 04 de julho, na O2 London Arena, na cidade de Londres (Inglaterra). A nova versão do show (o mais rentável de uma artista solo na história da música) contará com velhos hits (como "Holliday", já confirmada), canções inéditas (caso de "Celebrate", presente na próxima coletânea de Madonna), novos figurinos, novas coreografias e possivelmente novos vídeos. O show passará por países como Rússia, Noruega, Estônia, Finlândia, Suécia, Sérvia, Hungria, Bulgária, Romênia, Polônia, Eslovênia e República Tcheca, dentre outros, além, é claro, de ter o último show agendado para acontecer em Israel, na Turquia.